quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Fim de mais um ciclo ;

Final do ano é, quase sempre, uma época de balanços e revisão de atitudes. E, para alguns, de promessas. Há três anos que o Natal e Ano Novo deixaram de ser datas festivas para mim. Nada tenho contra eles. E se pudesse participaria das festividades com meus amigos. Estou dizendo que aqui dentro de mim não é a mesma coisa de mais de três anos atrás. Só isso.

Mas acho que é válido a gente parar para pensar nas conquistas do ano que passou. É claro que acontecem muitas coisas ruins, conosco e com o mundo. Mas também acontecem coisas boas. Sobre promessas eu prefiro não me pronunciar. Acho que não farei muitas mais do que as que já fiz durante o ano.

Mas as coisas boas eu quero listar aqui:
 
- Formei.
- Emagreci 2 quilos.
- Reforcei amizades importantes.
- E cortei outras não tão importantes!
- Passei em 3 vestibulares.
- Comprei alguns livros interessantes.
- Fui pro exterior.
- Comecei a terapia.
- Troquei meu celular (tava precisando!).
- Me apaixonei.
- Ajudei mais gente.
- Superei sentimentos que só me faziam mal.
- Vi a formatura de grandes amigos.

Se lembrar de mais alguma coisa eu conto depois hehe.

Enfim, tenha um ótimo Ano Novo!
Viva nós, e SAÚDE!

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Fatos ;

Sempre foi assim. Tenho dificuldades para enfrentar determinadas mudanças mas há coisas que estou sempre alterando. Não consigo não trocar de foto no MSN ou no orkut. Sempre estou diferente. A cada dia me sentindo de formas diferentes. Como eu poderia não mudar as fotos que devem me “representar”? O mais correto seria um autoretrato toda vez que me sentisse de forma diferente.

Do mesmo modo, se o orkut fizesse tanta diferença na minha vida, deveria escrever um perfil diferente a cada dia. As mesmas palavras não me descrevem por longos períodos de tempo. Não mesmo. E também não me agrada ficar muito tempo com a mesma cor de cabelo, já que não posso variar no corte.

Entretanto, há coisas que não mudam. Escuto muito minhas velhas músicas. Quase sempre as mesmas. Agora mais no carro do que em casa. No meu quarto, valorizo o silêncio interrompido pelo som baixo da TV que fica ligada - manias - e do barulho das teclas do note. No carro, o volume vai a mais de 20 quando estou sozinha. Se há carona, respeito seus ouvidos e também dou volume à conversa. Meu quarto - os móveis - também não mudam de lugar. Primeiro porque o espaço é pequeno e não há muita alternativa. Depois, porque gosto dele assim. Lembro que quando eu era adolescente ficava furiosa com minha mãe quando ela trocava tudo de lugar sem me consultar.

No que diz respeito ao meu modo de ser e ao que me descreve - imagens ou palavras - eu estou sempre mudando. Mas no âmbito material não. Gosto da estabilidade, confesso. Gosto da segurança. E gosto e preciso disso em relação aos outros. Porque o fato de eu não conseguir ficar com uma foto por muito tempo em um avatar do orkut ou msn não significa que ao me relacionar com as pessoas eu seja inconstante. Muito pelo contrário.

Enfrentar mudanças e diferenças nunca é fácil. Mas gosto de pensar - ou ao menos tentar - que tudo na vida da gente é um exercício. Tentar relevar comportamentos que não entendemos e que não fazem parte do que consideramos o ideal, mesmo que não sejam ruins, é sempre um exercício. E é se exercitando que a gente fica forte né. Tenho tentado, portanto, conviver com estas diferenças me exercitando cada vez mais… É, não é fácil. Tem horas que o corpo todo dói depois do exercício :P Mas eu sobrevivo. Sempre sobrevivi.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

O que é a felicidade afinal?

Curioso como é a vida nas novelas das oito né. Os ricaços brigam, descobrem que foram enganados e saem em viagem, para “respirar” outros ares. Quem dera eu pudesse dar uma voltinha pela Europa toda vez que descobrisse que alguém não está nem ligando pra mim. Quem dera né?

A realidade pode ser tão dura às vezes. Mas também não considero que o dinheiro resolva tudo. Não me sentiria mais feliz só pelo fato de ter mais dinheiro no banco ou um carro mais novo na garagem. Não mesmo. E sabe por quê? Porque se eu morrer amanhã, não levarei comigo meus bens materiais. Então eu não quero, mas não mesmo, passar minha vida toda correndo atrás de dinheiro enquanto as pessoas vão passando por mim sem que eu tenha tempo nem de olhar em seus olhos.

Acho que é bom ter conforto, não ter dívidas, poder fazer o que se gosta e conhecer outros lugares. Mas não quero deixar de viver para juntar dinheiro pensando no dia em que poderei finalmente desfrutá-lo e correr o risco de que esse dia nunca chegue! Não quero! Quero ser feliz tendo as pessoas ao meu lado. Quero ser feliz lendo uma mensagem que me faz sorrir; comendo sorvete de casquinha no McDonalds; vendo um filme embaixo do edredon no inverno; compartilhando meus problemas e minhas soluções; passeando de mãos dadas sem rumo no shopping. Enfim, fazendo coisas muito extraordinárias e especiais e também as mais simples!

Será que é pedir demais?

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

[sem título]

-Seu junkie filadaputa, devolva minha comida, gritou o velho ameaçando o jovem com uma bengala.

“As coisas eram mais fáceis quando eu estava lá”

-Você já tomou seu mingau hoje? Vem, vem que cuido de você.

A verdade mistura-se com algumas pequenas mentiras enluaradas. Esse é o mistério da vida, da morte, da existência.

“Posso dormir agora?”

Sou feito de elementos que desconheço, algo inebriante, inflamável, intangível.

Percorro os corredores azuis do paraíso, corto as asas de mil anjos, sou deus.

-Minha comida! Podemos dividir, melhor do que um ficar sem comer. Tem o suficiente para dois!

“Ontem as coisas eram diferentes. Lembro de ter algo que chamam de vida.”

-Vê? Essas pequenas coisas que bailam sobre o ar é o som da vida. A necessidade que não temos, ela existe?

-Venha, vamos dançar ao som do luar, vamos dançar e dançar e dançar…

“Ok, agora saia da minha cama. Já sumiste?”

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

[sem título]

No meio da madrugada, ele acordou. Suado, garganta seca, respiração ofegante, recém saído de um pesadelo. Uma música teimava em surgir atravessando a janela. Lá fora, um pedinte cantarolava alguns versos de Casaca. Cá dentro, ele lavava o rosto na pia do banheiro. Um pouco antes, a televisão cumpria sua programação e se auto-desligava. No andar de cima, uma criança assistia sozinha a um episódio de “Ponto P”. Vestia um pijama cheio de bichinhos e abraçava as pernas como um sinal de solidariedade a si mesmo.

No dia seguinte, o sol nascia novamente.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Faça por merecer ;

Há situações que nos fazem querer dizer tantas coisas. Berrar, xingar, questionar. Obrigar o outro a se explicar em relação as suas atitudes completamente estúpidas e sem sentido. Só que daí tu resolves, por inúmeros motivos, deixar pra lá. E vai deixando… e daí chega uma hora que nem dá mais vontade de fazer nada disso. Tenho medo dessas faltas de vontade. Até que ponto elas são realmente saudáveis?
 
Acho que o que mais temo mesmo é o medo estúpido que sinto de deixar esvair pelos meus dedos uma possibilidade bonita que eu vislumbrei em algum momento… Uma possibilidade, veja bem. Que estupidez né? Assim como eu senti naquele momento, sentirei em outro. Porque assim é a vida. Assim ela é. Então nada justifica que eu me submeta a certos comportamentos os quais considero dispensáveis na minha vida… Nada. Não relevarei atitudes que eu considere insensíveis, egoístas. Nunca mais farei isso.
 
Quem quiser permanecer na minha vida, que faça por merecer. Não sou aquela imbecil do livrinho que joga o jogo do contente e nem a Madre Teresa. Sou uma mulher com M maiúsculo. E tenho dito.

sábado, 20 de dezembro de 2008

Tem que ler !

O David Coimbra escreveu tudo o que eu gostaria de ter escrito sobre o caso da Eloá. Ou melhor, do velório e enterro da menina.

Abaixo transcrevo a crônica publicada em Zero Hora de 24 de outubro de 2008.

O doce sangue do outro

Brasileiro adora um velório. Lógico, velórios são importantes, psicologicamente falando. Pois a história da vida de um homem é a história das suas perdas e, sobretudo, de como ele lida com elas.

No caso de uma morte, de resto uma perda bastante definitiva, o velório serve para que os vivos se acostumem com o (em geral) infausto ocorrido. É por isso que as pessoas devem passar pelo caixão e olhar para o morto. Para que sua mente registre: ele não fala mais, não se mexe, não respira; ele está morto. E não é por outro motivo que o homem pré-histórico já realizava funerais. A sabedoria ancestral.

Faz-se essa liturgia quando da morte de um ente querido. Um amigo. Um familiar. Ou um personagem público muito admirado. Vide os funerais de Aírton Senna, de Getúlio Vargas e de Tancredo Neves que mobilizaram o Brasil, ou o de Lady Di, que comoveu o planeta via satélite, ou o de Lincoln, que cruzou os Estados Unidos em cima do aço de trilhos de trem.

Certo. Mas como se explica 30 mil pessoas comparecerem ao sepultamento de uma desconhecida, como aquela menina que foi assassinada pelo namorado em São Paulo dias atrás? Aí a distorção nacional. O brasileiro tornou-se um consumidor de tragédias. Nada a ver com o gosto pela crônica policial, pelo mistério, nada disso. Eu mesmo sou um entusiasta da Editoria de Polícia, onde muito trabalhei, e com deleite. Porque, sempre digo, não existe nada mais humano do que um assassinato, e todo assassinato tem uma história interessante. Pode ser uma briga de bar — conte o dia em que a vítima acordou para morrer e que o assassino acordou para matar e, pronto, você tem uma bela página.

Mas o acompanhamento ansioso do enterro de uma vítima ou o consumo sôfrego de certas minúcias da tragédia, como se tem visto, isso foge do fascínio pelo mistério. E a volúpia pela desgraça alheia é tamanha que até o jornal televisivo mais respeitado do país, o Jornal Nacional, entrega-se à tentação de explorá-la. O que me decepciona, eu que sempre fui, e sou, admirador do Jornal Nacional. Há quem justifique que tal se dá devido à luta pela audiência medida minuto a minuto. Mas ainda acredito no jornalismo. Ainda creio que, a médio e longo prazo, o jornalismo sério tem mais audiência do que a apelação.

Enfim. A verdade é que os telejornais estão atendendo a um apelo do consumidor e o que me interessa aqui é saber por que o brasileiro se transformou nesse vampiro de controle remoto. Digo por quê: por causa do vazio. O sujeito atravessa seus dias num emprego monótono e as noites no cárcere de um apartamento de dois quartos dividido com a mulher e os três filhos, ele não sai de casa com medo da violência e não tem dinheiro para viajar, nem ler ele lê porque ninguém o ensinou a gostar de livros, e o pior: ele vive em algum lugar selvagem e árido como São Paulo. Quer dizer: a vida dele não tem sentido.

Assim, quando esse triste brasileiro encontra motivo para uma emoção poderosa e inofensiva, ele, de alguma forma, se realiza. Donde, 30 mil pessoas no enterro da menina desconhecida do subúrbio, uma multidão cevando suas próprias emoções rasteiras tirando fotos do caixão com seus celulares luminosos, chorando, escabelando-se, se desesperando. Vivendo, finalmente. As tragédias de telejornal são a salvação espiritual do brasileiro medíocre.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Algumas coisas ;

Às vezes eu me acho meio menina demais em alguns de meus anseios. Outras vezes, porém, me sinto uma velha rabugenta. É normal né. Será?

Faz uns dias que minha frase do MSN é “de perto ninguém é normal”. Não sei onde foi que ouvi isso, mas acho que é bem verdade. Afinal, o que é a tal de normalidade além de um conceito muito pessoal sobre o que nos cerca? No fundo, no fundo, a gente tem que abstrair. Se tentar levar a vida muito a sério, enlouquece.

Embora algumas atitudes alheias me provoquem estranhamento e revolta, eu exercito diariamente a minha capacidade - ainda pouca - de simplesmente deixar pra lá. Falta de esperança? Não sei. Só sei que é preciso. Às vezes é sim, vai por mim.

A parte da menina não se refere só a minha aparência, mas principalmente aos meus medos. Tem gente que não acredita que eu tenha 17 anos. Alguns porque dizem que eu aparento menos idade; outros porque me acham madura demais para os meus 17. O que é melhor?

Mas os medos. Ah, eles estão aqui sempre né. Natural. Quem não tem medo nem sabe o que é viver. Os medos são sentimentos como quaisquer outros. No fundo, eles nos desafiam a superá-los. Têm seu valor.

Meus medos atuais são aqueles de quem não sabe se está trilhando o melhor caminho… são aqueles que fazem a gente não saber direito o que fazer com a confusão de sentimentos que se apresenta… são aqueles de quem havia se esquecido que existe a doçura e o verdadeiro companheirismo. Meus medos são aqueles de quem é meio bobo e perde tempo demais pensando, mas sobretudo, são aqueles de quem ainda está vivo.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Saber ouvir o que ninguém nos diz ;

A noite inteira. A noite inteira tendo sonhos estranhos com ele. Na manhã seguinte acordei enjoada, tonta, sem fome e assim passei o dia inteiro. Tentava lembrar se havia comido algo diferente do habitual, mas tinha certeza que não… Não era físico o que eu sentia e agora eu sei. Era algo como um pressentimento ou confirmação.
Não sei dizer quantas vezes já senti isso antes de acontecimentos ou descobertas. Só não sei porque não consigo entender esses sintomas com mais clareza. Não sei porque não consegui escutar meus medos e receios quando eles me diziam há um ano atrás: “peça uma prova antes de voltar pra ele… não acredite apenas nas palavras… ”Eu sei que sempre digo que não devemos deixar os medos nos dominarem. Mas também temos que escutá-los! Temos sim.
Não sei porque eu não falei para o meu pai que sentia algo estranho naquela noite de quinta-feira enquanto olhava pra ele, sentado no sofá da sala quieto como se estivesse pensando em toda a sua vida até ali… Foi a última vez que o vi sentado naquele sofá. Por que eu não falei?
Por que, afinal, eu não consigo perceber estes sinais e evitar os sofrimentos? Talvez porque eles estejam no meu destino?
Não sei as respostas. E nem mais as perguntas.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Eu queria ;

Eu queria uma memória super-ultra-mega-tri eficiente e poderosa. Isso me evitaria tantos aborrecimentos. Eu queria não ter esse dom de achar coisas e palavras escondidas em momentos inoportunos. Isso me evitaria tantos aborrecimentos. Eu queria um cabo USB 24h por dia o meu cérebro ao meu computador (já descartando o que não presta). Isso me evitaria tanto esquecimento. De verdade mesmo, eu queria só poder esquecer. Alguém me ensina?

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Ela II

Às vezes os sentimentos se confundiam. Ela olhava pra ele sem saber muito bem o que acontecia dentro dela. Ela olhava sem saber o que acontecia dentro dele. Por alguns dias achou que já não conversavam como antes. Não com menos proximidade ou intimidade, mas não como antes. Algumas coisas eram diferentes. Mas, nesse dia, enquanto olhava pra ele, ela pensou que algo poderia ter mudado. E não exatamente como ela gostaria.

Mas, a dúvida e o medo ferravam com tudo. O medo de estar enganada. Será que estava? Somente falando e fazendo pra saber, ela pensava. Será que era unilateral o que ela achava que sentia? Será que sentia? Eram tantos serás… A única certeza que tinha era do bem que ele lhe fazia. Um bem que ela já não sentia há semanas. Um bem que ela queria que não acabasse mais.

E se falassem sobre isso? Será que ele conseguiria olhar pra ela depois de uma conversa dessas? Sem se afastar, sem que tudo mudasse para pior. Mas, e se falasse e fosse bom?

Pode ser tudo. E pode ser nada”, ela pensou. Como saber? Às vezes ela achava que podia ser a carência e a frustração os responsáveis por tais sentimentos. Mas, não. Não podia ser. Nunca havia sentido aquilo antes.

A iminência da paixão a assustava. E a excitava. Queria que não fosse só um devaneio.

Como saber?

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Citação ;

"Se você tivesse acreditado nas minhas brincadeiras de dizer verdades, teria ouvido verdades que teimo em dizer brincando.
Sei que falei muitas vezes como um palhaço. Mas porque nunca desacreditei na seriedade da platéia que sorria!"
Charles Chaplin

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Dói ;

o difícil não é ouvir a verdade. o difícil é a verdade. é difícil ouvir o que não se quer ouvir, mesmo que saibamos que é o melhor. toda escolha tem uma conseqüência. e toda a conseqüência provoca um sentimento. às vezes é preciso lutar enfurecidamente contra a cabeça, contra os pensamentos. lutar para que eles não nos enlouqueçam, não nos dilacerem.os pensamentos podem nos convencer daquilo que sabemos não ser. é perigoso, tão perigoso.a verdade, boa ou ruim, pode ser tão dolorosa. “eu te amo” ou “eu amo outra pessoa”. qual a diferença entre essas duas frases quando não é isso que tu querias ouvir? dói do mesmo jeito. dói saber que a gente gosta de quem não gosta da gente. dói saber que não gostamos de quem gosta de nós. dói porque não dá pra escolher! dói demais.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Pipoca .

Pipoca é muito bom. Salgada, doce. De microondas ou feita na panela. Light ou não. Com queijo, leite condensado, nescau. O único problema é aquela casquinha que sempre fica no dente. SEMPRE. Aquela que sobrevive à melhor escova de dentes do mercado. Aquela que faz a tua língua se contorcer tentando tirá-la do meio daquele dente que fica lááá no fundo da boca. Às vezes a casquinha é tão chata que quase causa arrependimento pela degustação da pop corn

Algumas pessoas são como essas casquinhas.

domingo, 30 de novembro de 2008

Escrever .

Olhei para a tela branca e suspirei. Em minha frente, na altura do umbigo, um teclado. Estico minhas mãos, estalo os dedos. Alongo os braços e o pescoço. Clico na letra A. O A para começar alguma frase. O A para escrever sobre alguma filosofia barata. O A para algum desabafo piegas. O A para alguma declaração de amor.Escrever sempre envolve um ritual quase imperceptível. Desde a fisgada que me dá no pensamento, sinal de que alguma idéia está surgindo, até o derradeiro ponto final de um texto. Ou de um e-mail enorme, daqueles que são quase crônicas…

Às vezes escrever é fácil como conversar bobagens com um amigo; outras, tão cansativo quanto uma atividade física das mais puxadas. Escrever é um prazer. Desses que vicia. Daqueles que a gente não consegue mais viver sem. Escrever sobre tudo, sobre todos. Sobre o que é e sobre o que não é. Sobre o que talvez nunca seja e sobre tudo o que já foi. Escrever é algo assim como tatuar pensamentos… Mesmo que seja escondido, pra ninguém ver.

Sem planejamento, sem hora marcada, sem aviso. Apenas escrever. Mesmo que ninguém leia. É uma necessidade. Quase física. É como sentir, amar… todo mundo precisa. Mesmo que não admita. Mesmo que não conte a ninguém.

Escrever é se entregar. Às vezes demais.

Escrever é se libertar. E é se proteger. Porque ninguém, além de mim, poderá saber o que realmente minhas palavras querem dizer.

Ninguém perguntou o que é escrever, para mim. Mas, eu precisava achar uma justificativa para quebrar a minha palavra. Para sair do tempo de balanço a que me propus entrar. A vontade. Ela, sempre ela, maior do que qualquer coerência, me leva a mudar de atitude; às vezes de opinião, outras de sentimentos.

Queria terminar esse post com a sensação de que disse tudo, mas não vai dar. Então ele está terminado.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

A vida é uma merda.

Sim, a vida é mesmo uma merda. Não importa se você é rico, pobre, alto, magro, gordo, feio, bonito, famoso, forte, fraco, tímido, divorciado, casado, com filhos, com netos, bêbado, sóbrio ou ainda burro e ignorante. A vida é uma merda. Como eu sei disso? É bem óbvio. Basta observar as pessoas por aí. Existem dois tipos de pessoas. As que sabem que a vida é uma merda, como eu e aquelas que por algum motivo cretino tirado de não sei aonde, acham que a vida deve ser boa, ou melhor, que é boa. Eu explico.

Na vida de todo mundo, sempre vão acontecer mais coisas ruins do que coisas boas, seja por azar, seja por inapetência, seja por vingança ou até por uma questão de expectativas.

Basta olhar os animais nos documentários da TV, vocês já viram o inferno que eles passam para comer e fazer sexo? As vezes eles passam uma semana inteira no “rock and roll” para comer uma droga de um rato (no caso das corujas, coitadas). E os gafanhotos que finalmente quando conseguem copular a primeira vez viram comida de suas concubinas.

Nós não somos muito diferentes. Nós fazemos de tudo para comer, beber e fazer sexo. São as três coisas boas da vida e não chegam a tomar nem dez por cento do nosso tempo. É um fato matemático. Não tem discussão.

Algumas pessoas vão dizer que eu estou louca, e que trabalhar é ótimo, dormir é ótimo, conversar é ótimo e até cuidar dos filhos é ótimo. Mentira, mentira, mentira. Ou então essa pessoa já não come, não bebe e não faz sexo direito há muito tempo.

As pessoas que acham que a vida é boa, estão sempre deprimidas, chorando, lamentando que tudo vai mal para elas e bem para os outros. Elas não percebem que estamos todos sujeitos as mesmas punições diárias, as mesmas frustrações. É uma questão de como encarar as coisas.

As pessoas que sabem que a vida é uma merda estão sempre, ou quase sempre felizes. Eles assumiram o status quo e pronto: minha vida é uma merda, toda vez que acontecer alguma coisa boa eu vou agradecer e aproveitar ao máximo, toda vez que acontecer uma coisa ruim, bem, é a vida. Não é conformismo não; você pode impedir coisas ruins de acontecerem, mas outras virão.

Futebol é uma caixinha de surpresas; o que vai acontecer conosco não. Vamos ser traídos, roubados, enganados, humilhados, ofendidos e largados. Não tem jeito. O bacana é não deixar que nada disso tenha efeito negativo sobre nós e pronto, celebrar as alegrias… novamente, comida, bebida e sexo.

A vida é realmente uma merda, eu adoro, e você?

terça-feira, 4 de novembro de 2008

2004...

2004, novembro ainda me lembro. era fim de ano eu não tinha nada e você um novo emprego, foi quando tudo aconteceu. a vida era difícil mas juntos tudo estava bem. algumas brigas claro mas isso é tão normal quando se quer alguém, como eu quis você. eu quis matar todos seus amigos falsos e fingidos que sorriam ao me ver e encontrava companhia num copo de bebida, um cigarro ou outra droga qualquer, já que eu não tinha mais você. reaprender o caminho pra casa não foi algo tão simples. nos primeiros dias eu me perdia nos meus passos sem você, eu mal sabia o que fazer. de vez em quando a gente se encontrava nas escadas, eu tentava dizer algo, você sempre dava risada, tudo vai acabar bem. quase dez anos depois, eu consigo entender, que eu tinha que continuar fosse com ou sem você. nem sei como cheguei aqui, mas saiba que eu estou feliz! a sua falta quase me matou, hoje eu tenho tudo o que eu sempre quis.

2004, ainda me lembro de tudo o que eu quero esquecer!

domingo, 26 de outubro de 2008

Post

Tem, mas acabou.

domingo, 28 de setembro de 2008

Observação .

Eu faço as minhas, e você as suas. Eu não estou neste mundo para viver as suas expectativas. E você não está neste mundo para viver as minhas. Você é você, e eu sou eu, e ponto.

Motivação

Viver no mundo de hoje é, em muitas situações, bastante desafiador. Você gostaria de ter mais tempo para o lazer, mas parece que as 24 horas do dia são insuficientes para todos os seus afazeres? Gostaria de abrir seu coração para aquela pessoa especial, mas...
Bem, se você ficar esperando que o céu não tenha nuvens e que o mar não tenha ondas, talvez seja preciso aguardar muito tempo. De repente, nem tudo na vida é como você quer, mas isso não é motivo para desistir dos seus sonhos.
O mar está revolto? Aproveite para surfar um pouco. Ou seja, crie alternativas para chegar lá. Para isso é que serve o potencial criativo que você tem aí dentro.
Guarde bem isso: você merece realizar seus sonhos. Você pode encontrar a solução dos seus problemas. Você tem tudo para alcançar o que almeja. Você, afinal, tem criatividade, que é a sua ferramenta mestra para produzir os resultados que deseja.
Concentre seus pensamentos na possibilidade do sucesso, do êxito. As crises, freqüentemente, fazem as pessoas usarem seu potencial criativo e encontrar ótimas soluções para os seus problemas.
Não há limites para a inventividade humana nem para os aspectos nos quais ela pode ser aplicada, mas é preciso ter foco.
A criatividade, para gerar resultados, tem de ser direcionada para um propósito, um objetivo bem definido. Você pode usá-la para inventar uma revolucionária armadilha para baratas, porém, se não houver baratas na sua casa, de que lhe terá servido ser criativo?
Para que a criatividade realmente faça diferença em sua vida, você tem de ter muito claro para si mesmo o que quer da vida. Duplicar seus ganhos, morar numa casa no campo, fazer uma viagem ao exterior, falar inglês fluentemente ou praticar esportes são exemplos de objetivos capazes de nortear o potencial criativo. Primeiramente, defina o que você quer para então pensar em como fazê-lo acontecer.
Na medida em que você tem metas a alcançar, começa a viver com intenção. A intenção é uma coisa poderosa, que canaliza a sua energia. Um minúsculo facho de laser é capaz de fazer furos em paredes de aço porque é energia canalizada e concentrada. Da mesma forma, sua energia firmemente concentrada e convergente para um objetivo é capaz de levar à concretização dele.
Lembre-se de quando você era criança e escrevia cartinhas para o Papai Noel, nas quais pedia para ganhar determinado presente no final do ano e prometia comportar-se bem. Lembre-se de como você sustentava dia após dia o seu desejo e era capaz de enfrentar tudo – até a porção de chuchu refogado que sua mãe insistia que você comesse – para merecer a realização do seu sonho no Natal.
Viva com intenção e a sua vida terá muito mais sabor. Conscientize-se de que você tem um potencial criativo enorme e que pode ser bastante otimizado. Vivendo com intenção e com a certeza de encontrar os caminhos que o levarão adiante, você abençoará cada dia que se inicia e saberá aproveitar as oportunidades que ele lhe traz. Isso lhe dará muito mais motivação para viver e para ser feliz.

sábado, 27 de setembro de 2008

Ainda gosto dela

' Hoje acordei sem lembrar, se vivi ou se sonhei. Você aqui nesse lugar que eu ainda não deixei. Vou ficar? Quanto tempo vou esperar? E eu não sei o que vou fazer, não nem precisei revelar. Sua foto não tirei, como tirei pra dançar. Alguém que avistei tempo atrás. Esse tempo está lá trás e eu não tenho mais o que fazer, não. Eu ainda gosto dela. Mas, ela já não gosta tanto assim. A porta ainda está aberta, mas da janela já não entra luz e eu ainda penso nela. Mas, ela já não pensa mais em mim, em mim, não. Ainda vejo o luar refletido na areia, aqui na frente desse mar. Sua boca eu beijei. Quis ficar, só com ela eu quis ficar e agora ela me deixou. '

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Para meus amigos que têm um CORAÇÃO PARTIDO.

Um coração assim dura o tempo que você deseje que ele dure, e ele lastimará o tempo que você permitir.
Um coração partido sente saudades, imagina como seria bom, mas não permita que ele chore para sempre.
Permita-se rir e conhecer outros corações.
Aprenda a viver, aprenda a amar as pessoas com solidariedade, aprenda a fazer coisas boas, aprenda a ajudar a própria vida.
A dor de um coração partido é inevitável, mas o sofrimento é opcional.
E lembre-se: é melhor ver alguém que você ama feliz com outra pessoa, do que
vê-la infeliz ao seu lado.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

AMOR

' DIZEM QUE O HOMEM TEM INSTINTO ANIMAL
SÓ SEI DIZER QUE O HOMEM QUE AMA UMA MULHER
NÃO CAI, NÃO TRAI O SEU AMOR
FICA FRÁGIL, BOBO E DE CAÇADOR É CAÇA
É ASSIM QUE EU SOU

HOMEM PRA SER HOMEM, NÃO PRECISA PROVAR
QUE É HOMEM CONQUISTANDO UM HARÉM
MAS PRECISA VÁRIAS VEZES CONQUISTAR O AMOR
DA MULHER QUE TEM
SONHAR TEUS SONHOS

TEM QUE TER O DOM DE APAIXONAR
NÃO TER VERGONHA DE FALAR QUE É LOUCO POR ELA
QUANDO UMA MULHER TE AMA, AMA PRA VALER, NÃO DUVIDE DELA


NÃO TEM SEGREDOS NO AMOR,
NÃO TEM MISTÉRIO A PAIXÃO,
QUEM AMA DE VERDADE SABE TUDO UM DO OUTRO, É CORAÇÃO
NÃO TEM SEGREDOS NO AMOR,
NÃO TEM MISTÉRIO A PAIXÃO,
DE UMA COSTELA FOI GERADO UM SER ORIGINAL
PRA ELA DOU A VIDA E SEI QUE TENHO SÓ POR ELA
ESSE INSTINTO ANIMAL
'

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

[sem título]

Eu sou feita de sonhos interrompidos, detalhes despercebidos, amores mal resolvidos. Sou feita de choros sem ter razão, pessoas no coração, atos por impulsão. Sinto falta de lugares que não conheci, experiências que não vivi, momentos que já esqueci. Eu sou amor e carinho constante distraída até o bastante, não paro por instante. Já tive noites mal dormidas, perdi pessoas muito queridas e cumpri coisas não-prometidas. Muitas vezes eu desisti sem mesmo tentar pensei em fugir, para não enfrentar, sorri para não chorar. Eu sinto pelas coisas que não mudei, amizades que não cultivei, aqueles que eu julguei, coisas que eu falei. Tenho saudade de pessoas que fui conhecendo, lembranças que fui esquecendo, amigos que acabei perdendo. Mas continuo vivendo e aprendendo.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

A Arte de Não Se Importar

Não espere de mim insistência, persuasão. Não mais! Chegaaa de porquês! Cheeega de consolos não-recíprocos. Quer se isolar? OK! Quer se matar? Te trago a corda! Quer me ignorar? Idem. Quer viver de suspiros? Thudo beem. Quer se entregar de corpo e alma? Posso ter certeza que vai se f*d*r, mas wherever! Rotina. Ouvir sobre os mesmos assuntos, sobre as mesmas pessoas, os mesmos dramas, as mesmas ceninhas, a mesma crise de sempre. Com uma ótima diferença... eu já não dou a mínima. :)

Me desprendi de coisas não tão antigas, mas já fazem parte do meu passado. Agora é bola pra frente, que amizade e amores são coisas que no caminho, b r o t a m.

CARPE DIEM!

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Amor ?

Há alguns dias, uma amiga veio a mim, depois de terminar um namoro que antes julgava ser eterno, alegando que nunca encontraria alguém que a amasse reciprocamente. Bom, como AMIGA eu a ouvi, aconselhei ou palpitei - como preferir - ao invés de falar do meu namoro ou da minha 'turma'. Ela entendeu, consentiu e ficou de certa forma mais aliviada, por mais que fui seca e meio drástica. É, nasci sem filtro. Falo o que penso e pronto! Tenho opiniões meio peculiares, ás vezes cruéis, e ortodoxas; enfim... deixa pra lá. Logo, resolvi escrever algo sobre o que eu disse a ela. Vamos ver no que dá né! Go, go, go! ;)

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta. O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar. Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera. Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco. Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então? Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome. Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo. Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama
este cara? Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor. É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador. Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor? Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados. Não funciona assim. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível. Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó! Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.



"Hey, by the way, did you guys know that chocolate contains

a property that triggers the release of endorphins?
Gives one the feeling of being in love."

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

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TÁ OSSO.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

AMIZADE

Ás vezes, em que não precisamos de um AMOR.
Não precisamos da paixão desmedida;
Não queremos beijo na boca;
E nem corpos a se encontrar na maciez de uma cama.

Tem hora, que só queremos a mão no ombro, o abraço apertado ou mesmo o estar ali, quietinho, ao lado... Sem falar nada.

Tem hora, quando sentimos que estamos pra chorar, que desejamos uma presença amiga, a nos ouvir paciente, a brincar com a gente, a nos fazer sorrir.

Alguém que ria de nossas piadas sem graça;
Que ache nossas tristezas as maiores do mundo;
Que nos teça elogios sem fim;
E que apesar de todas essas mentiras úteis, nos seja de uma sinceridade inquestionável.

Que nos mande calar a boca ou nos evite um gesto impensado!
Alguém que nos possa dizer: Acho que você está errado, mas estou do seu lado.

Ou alguém que apenas diga: Estou aqui.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Adrenalina e adjacências*

É, né! Meio estranho sentir tudo isso assim de repente… :D

Lisérrrgico a décima pontência! o/

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

House !

QUINTA TEMPORADA, POR HUGH LAURIE

”Indescritível”. É a definição de Hugh Laurie da quinta temporada. Em entrevista ao site TV Guide, o médico mais ranzinza do planeta adiantou novidades da série. Leia a seguir trechos do bate-papo:

O que pode nos dizer sobre a próxima temporada?

Nem os produtores sabem exatamente o que pode acontecer. Eu não consigo imaginar ninguém que trabalhe com série de TV que consiga ter um ano a frente planejado. Não funciona assim. Você vai buscando um caminho durante o desenvolvimento do processo.

O que pode ser esperado do rompimento de House com seu melhor amigo?

A amizade de House e Wilson chegou num ponto jamais visto ou imaginado. A forma como isso irá se resolver será certamente agradável. Você sabe, bons amantes nunca se separam.

E sobre a equipe da quarta temporada?

É uma turma incrível. Acho que todos, incluindo os escritores, sentiram que existiam novas possibilidades a serem exploradas, novas combinações, novos relacionamentos e toda uma rede de opções. Acredito que a temporada nova será indescritível.

Teremos um House gentil na quinta temporada?

Com certeza não! Isso eu garanto!


' Setembro, setembro, setembro ;D

domingo, 10 de agosto de 2008

Projeto de roteiro ainda sem título

Mal amanhecera, a garotinha já caminhava na ponta dos pés em direção à cozinha, sentindo todo o aroma de café sendo preparado. Queria fazer o mínimo de barulho possível, não queria de forma alguma estragar com a surpresa que preparava há dias. Lá chegando, encontrou a mãe cozinhando alguns ovos, preparando torradas e outras coisas gostosas de café-da-manhã.

-Mãe, onde está o presente? Perguntou ela sussurrando.

A mãe olhou para a garotinha, vestia pijama com coraçõezinhos estampado, pantufas do frajola além de exibir os cabelos bem desarrumados, típico de uma noite de sono. Ela deu um beijo na filha e apanhou uma caixa embrulhada como presente, um laço ornamentava o objeto que cabia num abraço da garota.

-Pronto, pode dar o presente do seu pai, disse a mãe.

A garota saiu correndo, mas interrompeu subitamente, substituindo a correria para um “pé-ante-pé”, contendo toda a ansiedade de dar o presente para o padrinho, a fim de fazer a surpresa, surpresa esta que consistia em acordá-lo com inúmeros abraços, beijos carinhosos e um presente escolhido especialmente por ela.

A porta do quarto onde o pai dormia estava entreaberta, não precisou de muito esforço para abri-la sem fazer barulho. Na cama, o aniversariante dormia de lado, coberta até o pescoço. A menina correu até a cama, subiu nela e pulou em cima do pai, dando beijos, abraços e desejando-lhe feliz aniversário.

O pai não se mexia.

A menina sacudia-lhe pelo braço, “acorda pai, acorda papai”, dizia ela.

O pai não se mexia.

A garota virou o corpo do pai para si, os olhos fechados, ela mexia no rosto, sacudia-lhe pelo braço e nenhuma reação era esboçada.

“Papai?”

sábado, 9 de agosto de 2008

Ultimamente

...têm acontecido coisas desagradáveis. Muito desagradáveis, e a sensação de não ter alguém pra desabafar é grande. Seria só uma sensação? A suposta melhor amiga não me dá ouvidos, até porque a própria já deixou claro que não sou uma amiga de verdade, pena que não olhando nos meus olhos. Claro, amiga não é aquela que ouve insistentemente sobre o mesmo assunto sobre pessoas que obviamente não a agradam, não é aquela que sai de onde for pra simplesmente fazer companhia por uma tarde; e depois de chegar e a ver com outra pessoa. Substituição! Não que eu exija reconhecimento... mas exijo um ombro, exijo palavras de consolo, exijo sorrisos sinceros sobre alguma conquista, exijo um conselho de amiga. E depois de muita DR, muita briga, muita conversa, pensei: "Agora sim, ela vai perceber o que está acontecendo." Doce ilusão. O que era ruim, ficou pior... O que antes era falta de interesse, virou desprezo, e o que era esquecimento, virou abandono. E finalmente o que era irmã, virou colega... Já sabia que isso ia acontecer, mas não pelo motivo que aconteceu; achei que aquele clichê de que amigas vem primeiro que namorado era verdade! Agora modernizado; amigos do namorado vem primeiro que as próprias amigas - desculpe, colegas. Afinal, eles são muito melhores! Coisa que nunca vou entender, mas fazer o quê! A pessoa por qual eu morreria, a qual eu pedi milhões de desculpas, e mesmo assim me passou a perna depois; apesar disso, foi tudo perdoado. No dicionário Aurélio, encontrei a definição de perdão da seguinte maneira: Remissão de pena; desculpa; indulto. Podemos dizer que cientificamente a ação de perdoar implica esquecer; não mais considerar algo relevante; compreender que algo não tem mais poder algum sobre nossa vida, enfim, encarar uma situação de modo a desvinculá-la do significado emotivo que ela contém. Mas não é bem por aí! Acho que essa falta de comunicação entre mim e a suposta colega foi consequência do pseudo-esquecimento dos fatos passados. No contrário, eu poderia falar das coisas desagradáveis citadas anteriormente. Meio cansada de ouvir fins-de-semana, ao invés que participar deles, falta de questão, sabe; e o mais estranho, comentá-los, ficar feliz por ela por ter tido such a nice time, e evitar alfinetadas, esconder a raiva, ou até as lágrimas; por tanto tempo eu fiz isso. E talvez isso pode deixar uma falsa interpretação; que eu evite participar desses momentos. Não é isso, não mesmo. É realmente uma falta de consideração, falta de 'convite'. É como seu cachorro. Você o ama, ele está do seu lado sempre, é seu confessionário particular, mas por mais que o adore, você não pode levá-lo a uma festa; seja por vergonha ou apenas normas da sociedade. Ilustra perfeitamente a situação. Fico pensando o que desencadeou isso tudo... Seria o namoro de uma das partes? De ambas? Amizades por fora? Pode ser! Por seja lá quais motivos amigas dela tem raiva/inveja de mim; pode ter originado disso. Ela insiste em negar, óbvio. Sorrir chorando é o contraste de viver, às vezes estamos rindo sem ao menos saber o porque. Não penso, não falo. Minhas palavras podem a fazer chorar. Aprendi com os meus erros quais as decisões tomar; mas também vi com meus erros em quem acreditar. Ainda não sei o que fazer, mas quando descobrir que atitude tomar não vai ser nada sutil nem doce.

As luzes foram acessas às 23hrs e 30 minutos.

Não havia muito o que olhar, o apartamento encontrava-se vazio há dois meses, entretanto, deste detalhe Ella não sabia. Seus olhares tocaram-se no momento em que ele, acidentalmente, abriu a porta, estava bêbado e jurava ter escutado passos de alguma entidade alienígena. Ella, meio sem entender, quis apenas continuar a sua jornada para o sétimo andar, entregar a pizza e curtir a sua maratona, divertindo-se ao observar a randomicidade das pessoas nas primeiras horas do ano-novo, “ei, pizza”, disse ele meio cambaleante, um chapéu engraçado, daqueles de aniversário, cônico com elástico, “não quer dividir essa pizza conosco?” perguntou ele.

“Você não deveria ver as coisas por esse ângulo”, disse ele enquanto Ella arrumava a pequena sacola de viagens. “Não tem nada a ver conosco, eu ainda continuarei gostando de você, você continuará gostando de mim e a verdade é que não aguento mais viver nesta cidade, com esta vida, preciso de coisas novas, seguir em frente…” O pagamento deu para cobrir a primeira parte das despesas, conseguiu descobrir que estava vivendo em um pequeno apartamento alugado, numa área não muito movimentada da cidade, o tipo de lugar onde as pessoas discretas querem continuar discretas, sem perguntas, sem chamar a atenção.

Nos seus momentos de delírio, chamava-lhe de “amor”, nos de lucidez, “meu grande e único amor”. Não pode deixar de pensar que tudo aquilo lhe parecia belo, singelo, com um carinho tão especial que ficava difícil não exibir um leve sorriso de felicidade.

Foram os dois meses mais felizes da sua vida.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Pitoresco

Como já chegamos a tal conclusão há tempos – existo, isto é um fato – proponho-me a abordar determinados temas, estes ligados a fatos um tanto quanto abstratos, que certamente irão lhe impressionar ou, ao menos, sensibilizar a sua atenção.

Outro dia, percorrendo as diversas ruas e avenidas, contemplando as maravilhas da cidade, seus prédios, pedestres, tráfego, vi uma cena no mínimo pitoresca: um homem arrastando um cão pela coleira.

Obviamente que não seria uma cena pitoresca se ela fosse composta por apenas tais elementos. O que a diferenciava do registro cotidiano era um detalhe bem interessante: o cão estava morto.

O homem vestia algo que parecia ser um conjunto de trapos; seria ele um sem-teto ou algum artista não compreendido? Caminhava despreocupadamente, mergulhado em seus pensamentos, puxando pela coleira o cão morto como uma criança que puxa algum carrinho de brinquedo pela corda.

Em meio a esta cena que, como já fiz questão de frisar, pitoresca, pessoas, engravatados ao celular, casais apaixonados de mãos dadas, crianças retornando da escola passavam por essa estranha figura que, ao que parecia, simplesmente estava calcada na composição do cotidiano daquela cidade.

E estes breves segundos sempre são remontados na minha mente quando lembro da minha cidade natal.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Caótico

Padrões existênciais, teorias caóticas, mundo estranho.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

[ sem título ]

Voltas completas pra nada
Visões distorcidas de uma realidade neurótica
Casas, ruas, avenidas preenchidas por cores púrpuras
Violões, músicas, carros para ouvir
A vida é assim,
A vida é assim .


[ ! ¬¬' TPV* intensa. ]
*(Tensão Pré-Vestibular)

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Paz

As cores, figuras, motivos
O sol passando sobre os amigos
Histórias, bebidas, sorrisos
E afeto em frente ao mar. :)

Que venha outubro!

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Sonho

Sentada, na beira da piscina, Ella pensava.

Sabia que aquele não era o melhor momento para ficar pensando, ainda mais confabulando sobre alguns detalhes da sua existência, mas não podia resistir às pequeninas ondas que se chocavam na parede. Esse era um charme que poucos poderiam observar, um detalhe que sempre soube apreciar e a tirar conclusões, às vezes esdrúxulas, do seu cotidiano.
Primeiramente, o que fazia ali? Onde estava, porque estava sentada em uma piscina, apreciando a água refletindo o lindo sol que fazia naquele dia?

Ah, lembrara-se: estava ali por que alguém, em algum momento, o sonhara. Era um elemento onírico, preenchido por uma imatéria que distorcia de toda acepção do que real, denso como uma gelatina, logo, era a não-imaterialização da mente de alguém.

Alguém estava tendo um bom sonho então.

domingo, 3 de agosto de 2008

Caixinha '

sou uma muralha! dentro de mim, guardo aquilo que me faz feliz, aquilo que me entristece, aquilo que me amarga, aquilo que me endurece, aquilo que me amolece, aquilo que me esfria, aquilo que me aquece, guardo a sete chaves, minha pequena essência, que se torna grande ao longo dos anos e aos poucos se dissipa com a convivência! guardo dentro de mim, tudo aquilo . . . que me faz bem e que me faz mal, é uma combinação perigosa, juntar todos estes itens em um só lugar, só espero que meu coração com o tempo não exploda, mas se explodir… que pelo menos saiam cores bonitas.

sábado, 2 de agosto de 2008

Chovia ...

Com a cabeça baixa, tentava evitar que as inúmeras gotas d’água entrassem nos seus olhos. Puxava ainda mais para si o casaco, a fim de evitar o frio que aumentava a cada momento. Os carros que passavam próximo banhavam-lhe com aquilo que seria uma mistura de toda a podridão que a cidade tinha produzido e que era tão gentilmente carregado pela correnteza causada pela chuva.

Estava ferrado e não tinha noção deste fato.

Sua primeira atitude antes de continuar qualquer coisa que pretendesse, foi se misturar à multidão e sentir a emoção de estar incógnito invisível aos olhos alheios. Não que isso fosse resolver o problema que ele mesmo tinha arranjado, mas tudo aquilo servia como um paliativo do que estava por vir.

Parou sob a luz de um poste, uma iluminação amarelada exibia-lhe uma feição triste, desconcertante. Sentia-se em um dos filmes do David Lynch, sendo o personagem principal e esperando para a próxima bizarrice que surgiria na sua frente. Cerrou os punhos e os encarou. Uma mancha vermelha desfazia-se com a chuva. O que seria aquilo? Tinha? Vinho? Sangue?

Um carro preto estacionou à sua frente, cegando-o com os faróis altos. Um homem desceu, na verdade, um vulto, pois ele não mostrava indícios sobre o real significado da sua existência. Aproximando-se mansamente, enfiou as mãos nos bolsos e retirou um cigarro e um isqueiro, respectivamente.

O vulto não encontrara dificuldade em acender o cigarro. Parecia que estava sob a proteção de uma pequena camada que impedia que a chuva se chocasse diretamente contra ele.

Dirigindo-se para a figura apática que estava sob o poste, disse:

- Vamos para casa?

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Relativo, não?

Chegara na barraca e depois de pouco tempo, conseguira pedir o cachorro-quente com coca-cola. Atrás de si, um barulho, uma mistura de vozes e conversas que não conseguia distinguir; à sua frente, o borbulhar da panela cozinhando as salsichas. O rapaz então entregara os pedidos e ela saiu, esquivando-se das pessoas, procurando insistentemente uma ponta de calçada para sentar.

A cantora fazia seu show no palco, as pessoas iam e vinham, o álcool a deixara meio tonta, não conseguia pensar direito.

Finalmente sentou-se no chão e mordeu aquilo que seria sua janta. Neste momento, tudo se tornara mais lento, uma estranha confluência de psicodélicas e beleza a fizera apreciar o quanto aquele momento era único, pelo simples fato de estar sentada, jantando e observando tudo de um modo especial, como se o tempo transcorresse de forma lenta.

Naquele momento, foi f e l i z .

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Era uma vez ...

assim como os contos de fadas começam, uma garota que procurava alguém que fizesse o coração dela bater mais forte. um dia, ela pensou ter encontrado esse alguém. ele era tudo. mas ela nunca disse isso a ele. os dias passavam, e os sonhos dela em relação a ele cresciam. ela imaginava os dois juntos, vivendo um romance que dava inveja a muitos. um dia ela criou coragem e falou com ele. e foi nesse dia que ela viu os seus sonhos serem jogados pelo ar. tudo que ela havia planejado, tudo que ela havia sonhado, havia se acabado naquele instante. e ela continuou sua vida. frequentemente gostando de quem não gostava dela.
e a cada nova geração de sonhos, vinha uma nova decepção. até que então ela descobre uma pessoa nova, uma pessoa que num era o que ela procurava. mas que a fazia tremer quando estava por perto. e que, quando não estava por perto, fazia com que ela ocupasse a sua mente com ele. ela pressentia que ele era diferente. mas isso já aconteceu antes. e ela não queria ser decepcionada mais uma vez. e foi nesse dia que ela decidiu parar de se iludir, que ele disse a ela que estava afim dela. e o era uma vez, deixou de ser uma vez e passou a ser para sempre.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Indescritível sensação de liberdade

Jogou-se abismo a frente, sentindo o atrito gostoso do vento sobre o seu rosto; abaixo, uma infinidade de pontos que não conseguia distinguir a real concepção dos fatos. Sentia-se livre como um pássaro, caindo a cada momento e desfrutando daquela sensação como se fosse o último. Uma experimentação de dores, sons, visões, explanações que só ele poderia tentar entender, mas preferia apenas se concentrar no ali e no agora, tendo o céu como testemunha e um pequeno lago que se aproximava a cada momento.

E agora?

terça-feira, 29 de julho de 2008

Momento

Os dois encontraram-se por acaso, no meio de uma livraria, ambos tentando pegar a última edição de Onze Minutos, do Paulo Coelho. A principio, um clima de ódio crescente surgiu no ar, dissipando-se logo em seguida, quando então repararam na cômica cena da qual eram protagonistas. Ele, por cavalheirismo, ofereceu o livro para ela; ela, por sua vez, retribuiu com um leve sorriso e um leve corar nas bochechas.

- Não sabia que você gostava do Paulo Coelho - disse ele fazendo cara de quem estava procurando algum outro livro qualquer.

- O mesmo digo em relação a ti, o que seria de se esperar já que conversamos tão pouco na aula, respondeu ela folheando o livro.

Ele virou-se então para falar-lhe algo, mas, ao ver o brilho nos olhos dela, esqueceu-se subitamente de toda a realidade e apenas admirou a garota que estava a sua frente e que também compartilhava do mesmo gosto pelo livro em questão. Ela, no entanto, tentava disfarçar o quanto envergonhada estava por estar sendo olhada de modo tão intenso pelo garoto e, a cada momento, folheava ainda mais nervosamente o livro, mesmo que não tivesse algo interessante para ver e rezava consigo mesmo para que ele interrompesse o que estava fazendo ou que então falasse alguma coisa.

- Você gosta de café? Perguntou ele finalmente imperrompendo o silêncio entre os dois.

- Claro, respondeu ela com um enorme s o r r is o no rosto e uma esperança de ter uma conversa adorável que há tempos não tinha.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Analogia Psicodélica I

Vocês já pararam em um determinado momento para notar como o nascer do sol é lindo? Geralmente quem fez esse tipo de observação são os apaixonados – o que não é o meu caso *cof-cof* – simplesmente porque ficam bestas com a vida. Entretanto, minha observação vai um pouco mais além.

Explico:

Nos último mês, tenho tido uma terrível insônia. Isso simplesmente significa acordar às quatro e meia – cinco horas da manhã e não só não conseguir dormir novamente, mas sim pensar em coisas idiotas também.
Bem, aqueles que me conhecem a fundo, sabem como fico quando ainda estou meio cambaleando de sono: sou acometida pelos mais completos e insanos pensamentos acerca do universo. E, em um desses momentos, enquanto me entediava com meus pensamentos nas primeiras horas da manhã de um determinado dia, olhei para o céu e concluí: Deus tomou LSD quando criou o mundo.
Os religiosos mais fervorosos que desculpem a minha observação, mas foi a primeira coisa que me veio à mente para justificar a beleza, a mistura, o caleidoscópio de cores psicodélicas que tomam conta do céu quando o astro rei (isso me soa tão cafona) surge.

E depois dizem que drogas matam.*

(*) Sim, sim, sim… Drogas matam mesmo.

A emoção já não era mais a mesma ...

...enfrentava aquela maratona de apresentar-se pela sétima vez e simplesmente não sentia mais a menor graça em toda aquela parafernália, mas não tinha para onde correr, precisava se apresentar aos mais novos colegas, alguns já conhecidos, outros nem tantos e ainda tinha os que realmente não conhecia.

A verdade era que estava ansioso. Quem ele esperava ainda não chegara, mesmo tendo a certeza de que estavam na mesma turma. Olhava insistentemente o relógio e ficava imaginando os diversos motivos para ela estar atrasada, ela fazia uma cara tão adorável quando chegava atrasada, pensando nos imprevistos mais esdrúxulos e inusitados, como ter sido raptada por alienígenas ou seqüestrada por uma ordem religiosa que odeia estudantes de letras, enfim… O fato era que seu coração estava inquieto.

Quando ela adentrou na sala, todo o seu universo fora pacificado. Pronto. Ela estava ali, sentada logo adiante e nada mais importava.

Após a aula, abraçaram-se, trocaram carícias fraternais e procuraram colocar os assuntos em dia e, a cada momento, ele procurava lembrar de inúmeras razões para tudo aquilo não dar certo; ás vezes manda a razão para a puta que pariu, outras o receio lhe dominava, o medo de perder até mesmo a amizade.

No almoço, percebera então – já perdera a conta de quantas vezes chegara a esta conclusão – o quanto eles compartilhavam de várias idéias, opiniões e gostos. Possibilidades a serem exploradas.

Para aproveitar o tempo livre, foram tomar sorvete em um lugar bem agradável, debaixo de uma arvore. A temperatura estava amena, agradável e uma brisa soprava levemente, refrescando os dois. Alguns diriam que as fadas dos elementos deram um empurrãozinho, os mais céticos diriam que tudo não passou de um momento.

E a conversa desenrolava de forma animada. Falaram sobre a vida, o universo e suas correlações com as infinitudes da existência. Em determinado momento, enquanto gesticulava durante uma fala, ela derramou um pouco de sorvete na calça dele. E então ele lembrou de como ela fica linda quando está envergonhada. Nervosa, ela correu para pegar guardanapos e entregou-lhe, a fim de que ele se limpasse.

Passado o desconforto, voltaram então a discutir amenidades. Planejaram sessões de filmes, críticas para ler e histórias para contar.

Despediram-se e o universo voltou à sua normalidade, sem a presença daquela alma encantadora ao seu lado.

Até quando irá durar essa normalidade?

Até amanhã, às 7horas da manhã.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Aniversário .

Às vésperas do seu aniversário, Ella resolveu pensar sobre a vida, um daqueles momentos em que não se muito a pensar, mas sim beber. Beber sempre ajuda a deglutir todas as coisas estranhas e insólitas que surgem nesses momentos.

Tudo começou por uma frase que surgiu do nada na sua mente, essas máximas que ouvimos tão despreocupadamente que somente após um longo tempo elas surgem efeito. Não imaginava que um dia concordaria com a fala da Marilyn em “Quanto mais quente melhor”. Vinte e cinco anos realmente é um fato a se pensar. Um quarto de século. E o que havia produzido? Algumas poucas elucubrações sem significado algum para o resto do mundo e umas outras coisas sem sentido. “Uma pessoa só tem potencial para se tornar um poeta depois dos vinte e cinco anos”, afirmou um crítico que nem mais fazia questão de ser guardado na sua memória.

E o que seria do amanhã?

Ouviria alguns de alguns o tradicional “feliz aniversário”, de outros ganharia um abraço, de uns três receberia uma ligação.

Pensou na possibilidade de fazer algumas das coisas loucas que há tempos vem desejando, sumir durante o dia e não dar satisfação a ninguém, passar o da trancado num quarto de hotel com algum desconhecido com quem pudesse discutir Oscar Wilde e o sadismo do Marquês ou então colocar algumas peças de roupa na mochila e pegar o primeiro vôo para algum lugar inóspito da sua existência.

Pena que ainda não inventaram os tele-transportes. Poderia passar o dia num quarto aquecido em Plutão.

Um quarto de século, vinte e cinco anos e simplesmente não havia mais razão para existir. Tinha vivido trinta anos nos últimos cinco. Cumprira com sua missão no mundo: dar a ele coisa nenhuma.

O que poderia cobrar do mundo então? Nunca manteve uma esperança de um dia encontrar algo realmente interessante e suas poucas tentativas foram todas esmagadas por conta do sadismo que a vida lhe pregava.

Estava decido então. Ella iria se matar amanhã.