Às vezes eu me acho meio menina demais em alguns de meus anseios. Outras vezes, porém, me sinto uma velha rabugenta. É normal né. Será?
Faz uns dias que minha frase do MSN é “de perto ninguém é normal”. Não sei onde foi que ouvi isso, mas acho que é bem verdade. Afinal, o que é a tal de normalidade além de um conceito muito pessoal sobre o que nos cerca? No fundo, no fundo, a gente tem que abstrair. Se tentar levar a vida muito a sério, enlouquece.
Embora algumas atitudes alheias me provoquem estranhamento e revolta, eu exercito diariamente a minha capacidade - ainda pouca - de simplesmente deixar pra lá. Falta de esperança? Não sei. Só sei que é preciso. Às vezes é sim, vai por mim.
A parte da menina não se refere só a minha aparência, mas principalmente aos meus medos. Tem gente que não acredita que eu tenha 17 anos. Alguns porque dizem que eu aparento menos idade; outros porque me acham madura demais para os meus 17. O que é melhor?
Mas os medos. Ah, eles estão aqui sempre né. Natural. Quem não tem medo nem sabe o que é viver. Os medos são sentimentos como quaisquer outros. No fundo, eles nos desafiam a superá-los. Têm seu valor.
Meus medos atuais são aqueles de quem não sabe se está trilhando o melhor caminho… são aqueles que fazem a gente não saber direito o que fazer com a confusão de sentimentos que se apresenta… são aqueles de quem havia se esquecido que existe a doçura e o verdadeiro companheirismo. Meus medos são aqueles de quem é meio bobo e perde tempo demais pensando, mas sobretudo, são aqueles de quem ainda está vivo.