Sentada, na beira da piscina, Ella pensava.
Sabia que aquele não era o melhor momento para ficar pensando, ainda mais confabulando sobre alguns detalhes da sua existência, mas não podia resistir às pequeninas ondas que se chocavam na parede. Esse era um charme que poucos poderiam observar, um detalhe que sempre soube apreciar e a tirar conclusões, às vezes esdrúxulas, do seu cotidiano.
Primeiramente, o que fazia ali? Onde estava, porque estava sentada em uma piscina, apreciando a água refletindo o lindo sol que fazia naquele dia?
Ah, lembrara-se: estava ali por que alguém, em algum momento, o sonhara. Era um elemento onírico, preenchido por uma imatéria que distorcia de toda acepção do que real, denso como uma gelatina, logo, era a não-imaterialização da mente de alguém.
Alguém estava tendo um bom sonho então.