sábado, 9 de agosto de 2008

Ultimamente

...têm acontecido coisas desagradáveis. Muito desagradáveis, e a sensação de não ter alguém pra desabafar é grande. Seria só uma sensação? A suposta melhor amiga não me dá ouvidos, até porque a própria já deixou claro que não sou uma amiga de verdade, pena que não olhando nos meus olhos. Claro, amiga não é aquela que ouve insistentemente sobre o mesmo assunto sobre pessoas que obviamente não a agradam, não é aquela que sai de onde for pra simplesmente fazer companhia por uma tarde; e depois de chegar e a ver com outra pessoa. Substituição! Não que eu exija reconhecimento... mas exijo um ombro, exijo palavras de consolo, exijo sorrisos sinceros sobre alguma conquista, exijo um conselho de amiga. E depois de muita DR, muita briga, muita conversa, pensei: "Agora sim, ela vai perceber o que está acontecendo." Doce ilusão. O que era ruim, ficou pior... O que antes era falta de interesse, virou desprezo, e o que era esquecimento, virou abandono. E finalmente o que era irmã, virou colega... Já sabia que isso ia acontecer, mas não pelo motivo que aconteceu; achei que aquele clichê de que amigas vem primeiro que namorado era verdade! Agora modernizado; amigos do namorado vem primeiro que as próprias amigas - desculpe, colegas. Afinal, eles são muito melhores! Coisa que nunca vou entender, mas fazer o quê! A pessoa por qual eu morreria, a qual eu pedi milhões de desculpas, e mesmo assim me passou a perna depois; apesar disso, foi tudo perdoado. No dicionário Aurélio, encontrei a definição de perdão da seguinte maneira: Remissão de pena; desculpa; indulto. Podemos dizer que cientificamente a ação de perdoar implica esquecer; não mais considerar algo relevante; compreender que algo não tem mais poder algum sobre nossa vida, enfim, encarar uma situação de modo a desvinculá-la do significado emotivo que ela contém. Mas não é bem por aí! Acho que essa falta de comunicação entre mim e a suposta colega foi consequência do pseudo-esquecimento dos fatos passados. No contrário, eu poderia falar das coisas desagradáveis citadas anteriormente. Meio cansada de ouvir fins-de-semana, ao invés que participar deles, falta de questão, sabe; e o mais estranho, comentá-los, ficar feliz por ela por ter tido such a nice time, e evitar alfinetadas, esconder a raiva, ou até as lágrimas; por tanto tempo eu fiz isso. E talvez isso pode deixar uma falsa interpretação; que eu evite participar desses momentos. Não é isso, não mesmo. É realmente uma falta de consideração, falta de 'convite'. É como seu cachorro. Você o ama, ele está do seu lado sempre, é seu confessionário particular, mas por mais que o adore, você não pode levá-lo a uma festa; seja por vergonha ou apenas normas da sociedade. Ilustra perfeitamente a situação. Fico pensando o que desencadeou isso tudo... Seria o namoro de uma das partes? De ambas? Amizades por fora? Pode ser! Por seja lá quais motivos amigas dela tem raiva/inveja de mim; pode ter originado disso. Ela insiste em negar, óbvio. Sorrir chorando é o contraste de viver, às vezes estamos rindo sem ao menos saber o porque. Não penso, não falo. Minhas palavras podem a fazer chorar. Aprendi com os meus erros quais as decisões tomar; mas também vi com meus erros em quem acreditar. Ainda não sei o que fazer, mas quando descobrir que atitude tomar não vai ser nada sutil nem doce.