terça-feira, 23 de dezembro de 2008

[sem título]

-Seu junkie filadaputa, devolva minha comida, gritou o velho ameaçando o jovem com uma bengala.

“As coisas eram mais fáceis quando eu estava lá”

-Você já tomou seu mingau hoje? Vem, vem que cuido de você.

A verdade mistura-se com algumas pequenas mentiras enluaradas. Esse é o mistério da vida, da morte, da existência.

“Posso dormir agora?”

Sou feito de elementos que desconheço, algo inebriante, inflamável, intangível.

Percorro os corredores azuis do paraíso, corto as asas de mil anjos, sou deus.

-Minha comida! Podemos dividir, melhor do que um ficar sem comer. Tem o suficiente para dois!

“Ontem as coisas eram diferentes. Lembro de ter algo que chamam de vida.”

-Vê? Essas pequenas coisas que bailam sobre o ar é o som da vida. A necessidade que não temos, ela existe?

-Venha, vamos dançar ao som do luar, vamos dançar e dançar e dançar…

“Ok, agora saia da minha cama. Já sumiste?”