segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

[sem título]

No meio da madrugada, ele acordou. Suado, garganta seca, respiração ofegante, recém saído de um pesadelo. Uma música teimava em surgir atravessando a janela. Lá fora, um pedinte cantarolava alguns versos de Casaca. Cá dentro, ele lavava o rosto na pia do banheiro. Um pouco antes, a televisão cumpria sua programação e se auto-desligava. No andar de cima, uma criança assistia sozinha a um episódio de “Ponto P”. Vestia um pijama cheio de bichinhos e abraçava as pernas como um sinal de solidariedade a si mesmo.

No dia seguinte, o sol nascia novamente.