terça-feira, 19 de agosto de 2008

A Arte de Não Se Importar

Não espere de mim insistência, persuasão. Não mais! Chegaaa de porquês! Cheeega de consolos não-recíprocos. Quer se isolar? OK! Quer se matar? Te trago a corda! Quer me ignorar? Idem. Quer viver de suspiros? Thudo beem. Quer se entregar de corpo e alma? Posso ter certeza que vai se f*d*r, mas wherever! Rotina. Ouvir sobre os mesmos assuntos, sobre as mesmas pessoas, os mesmos dramas, as mesmas ceninhas, a mesma crise de sempre. Com uma ótima diferença... eu já não dou a mínima. :)

Me desprendi de coisas não tão antigas, mas já fazem parte do meu passado. Agora é bola pra frente, que amizade e amores são coisas que no caminho, b r o t a m.

CARPE DIEM!

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Amor ?

Há alguns dias, uma amiga veio a mim, depois de terminar um namoro que antes julgava ser eterno, alegando que nunca encontraria alguém que a amasse reciprocamente. Bom, como AMIGA eu a ouvi, aconselhei ou palpitei - como preferir - ao invés de falar do meu namoro ou da minha 'turma'. Ela entendeu, consentiu e ficou de certa forma mais aliviada, por mais que fui seca e meio drástica. É, nasci sem filtro. Falo o que penso e pronto! Tenho opiniões meio peculiares, ás vezes cruéis, e ortodoxas; enfim... deixa pra lá. Logo, resolvi escrever algo sobre o que eu disse a ela. Vamos ver no que dá né! Go, go, go! ;)

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta. O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar. Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera. Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco. Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então? Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome. Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo. Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama
este cara? Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor. É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador. Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor? Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados. Não funciona assim. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível. Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó! Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.



"Hey, by the way, did you guys know that chocolate contains

a property that triggers the release of endorphins?
Gives one the feeling of being in love."

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

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TÁ OSSO.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

AMIZADE

Ás vezes, em que não precisamos de um AMOR.
Não precisamos da paixão desmedida;
Não queremos beijo na boca;
E nem corpos a se encontrar na maciez de uma cama.

Tem hora, que só queremos a mão no ombro, o abraço apertado ou mesmo o estar ali, quietinho, ao lado... Sem falar nada.

Tem hora, quando sentimos que estamos pra chorar, que desejamos uma presença amiga, a nos ouvir paciente, a brincar com a gente, a nos fazer sorrir.

Alguém que ria de nossas piadas sem graça;
Que ache nossas tristezas as maiores do mundo;
Que nos teça elogios sem fim;
E que apesar de todas essas mentiras úteis, nos seja de uma sinceridade inquestionável.

Que nos mande calar a boca ou nos evite um gesto impensado!
Alguém que nos possa dizer: Acho que você está errado, mas estou do seu lado.

Ou alguém que apenas diga: Estou aqui.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Adrenalina e adjacências*

É, né! Meio estranho sentir tudo isso assim de repente… :D

Lisérrrgico a décima pontência! o/

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

House !

QUINTA TEMPORADA, POR HUGH LAURIE

”Indescritível”. É a definição de Hugh Laurie da quinta temporada. Em entrevista ao site TV Guide, o médico mais ranzinza do planeta adiantou novidades da série. Leia a seguir trechos do bate-papo:

O que pode nos dizer sobre a próxima temporada?

Nem os produtores sabem exatamente o que pode acontecer. Eu não consigo imaginar ninguém que trabalhe com série de TV que consiga ter um ano a frente planejado. Não funciona assim. Você vai buscando um caminho durante o desenvolvimento do processo.

O que pode ser esperado do rompimento de House com seu melhor amigo?

A amizade de House e Wilson chegou num ponto jamais visto ou imaginado. A forma como isso irá se resolver será certamente agradável. Você sabe, bons amantes nunca se separam.

E sobre a equipe da quarta temporada?

É uma turma incrível. Acho que todos, incluindo os escritores, sentiram que existiam novas possibilidades a serem exploradas, novas combinações, novos relacionamentos e toda uma rede de opções. Acredito que a temporada nova será indescritível.

Teremos um House gentil na quinta temporada?

Com certeza não! Isso eu garanto!


' Setembro, setembro, setembro ;D

domingo, 10 de agosto de 2008

Projeto de roteiro ainda sem título

Mal amanhecera, a garotinha já caminhava na ponta dos pés em direção à cozinha, sentindo todo o aroma de café sendo preparado. Queria fazer o mínimo de barulho possível, não queria de forma alguma estragar com a surpresa que preparava há dias. Lá chegando, encontrou a mãe cozinhando alguns ovos, preparando torradas e outras coisas gostosas de café-da-manhã.

-Mãe, onde está o presente? Perguntou ela sussurrando.

A mãe olhou para a garotinha, vestia pijama com coraçõezinhos estampado, pantufas do frajola além de exibir os cabelos bem desarrumados, típico de uma noite de sono. Ela deu um beijo na filha e apanhou uma caixa embrulhada como presente, um laço ornamentava o objeto que cabia num abraço da garota.

-Pronto, pode dar o presente do seu pai, disse a mãe.

A garota saiu correndo, mas interrompeu subitamente, substituindo a correria para um “pé-ante-pé”, contendo toda a ansiedade de dar o presente para o padrinho, a fim de fazer a surpresa, surpresa esta que consistia em acordá-lo com inúmeros abraços, beijos carinhosos e um presente escolhido especialmente por ela.

A porta do quarto onde o pai dormia estava entreaberta, não precisou de muito esforço para abri-la sem fazer barulho. Na cama, o aniversariante dormia de lado, coberta até o pescoço. A menina correu até a cama, subiu nela e pulou em cima do pai, dando beijos, abraços e desejando-lhe feliz aniversário.

O pai não se mexia.

A menina sacudia-lhe pelo braço, “acorda pai, acorda papai”, dizia ela.

O pai não se mexia.

A garota virou o corpo do pai para si, os olhos fechados, ela mexia no rosto, sacudia-lhe pelo braço e nenhuma reação era esboçada.

“Papai?”

sábado, 9 de agosto de 2008

Ultimamente

...têm acontecido coisas desagradáveis. Muito desagradáveis, e a sensação de não ter alguém pra desabafar é grande. Seria só uma sensação? A suposta melhor amiga não me dá ouvidos, até porque a própria já deixou claro que não sou uma amiga de verdade, pena que não olhando nos meus olhos. Claro, amiga não é aquela que ouve insistentemente sobre o mesmo assunto sobre pessoas que obviamente não a agradam, não é aquela que sai de onde for pra simplesmente fazer companhia por uma tarde; e depois de chegar e a ver com outra pessoa. Substituição! Não que eu exija reconhecimento... mas exijo um ombro, exijo palavras de consolo, exijo sorrisos sinceros sobre alguma conquista, exijo um conselho de amiga. E depois de muita DR, muita briga, muita conversa, pensei: "Agora sim, ela vai perceber o que está acontecendo." Doce ilusão. O que era ruim, ficou pior... O que antes era falta de interesse, virou desprezo, e o que era esquecimento, virou abandono. E finalmente o que era irmã, virou colega... Já sabia que isso ia acontecer, mas não pelo motivo que aconteceu; achei que aquele clichê de que amigas vem primeiro que namorado era verdade! Agora modernizado; amigos do namorado vem primeiro que as próprias amigas - desculpe, colegas. Afinal, eles são muito melhores! Coisa que nunca vou entender, mas fazer o quê! A pessoa por qual eu morreria, a qual eu pedi milhões de desculpas, e mesmo assim me passou a perna depois; apesar disso, foi tudo perdoado. No dicionário Aurélio, encontrei a definição de perdão da seguinte maneira: Remissão de pena; desculpa; indulto. Podemos dizer que cientificamente a ação de perdoar implica esquecer; não mais considerar algo relevante; compreender que algo não tem mais poder algum sobre nossa vida, enfim, encarar uma situação de modo a desvinculá-la do significado emotivo que ela contém. Mas não é bem por aí! Acho que essa falta de comunicação entre mim e a suposta colega foi consequência do pseudo-esquecimento dos fatos passados. No contrário, eu poderia falar das coisas desagradáveis citadas anteriormente. Meio cansada de ouvir fins-de-semana, ao invés que participar deles, falta de questão, sabe; e o mais estranho, comentá-los, ficar feliz por ela por ter tido such a nice time, e evitar alfinetadas, esconder a raiva, ou até as lágrimas; por tanto tempo eu fiz isso. E talvez isso pode deixar uma falsa interpretação; que eu evite participar desses momentos. Não é isso, não mesmo. É realmente uma falta de consideração, falta de 'convite'. É como seu cachorro. Você o ama, ele está do seu lado sempre, é seu confessionário particular, mas por mais que o adore, você não pode levá-lo a uma festa; seja por vergonha ou apenas normas da sociedade. Ilustra perfeitamente a situação. Fico pensando o que desencadeou isso tudo... Seria o namoro de uma das partes? De ambas? Amizades por fora? Pode ser! Por seja lá quais motivos amigas dela tem raiva/inveja de mim; pode ter originado disso. Ela insiste em negar, óbvio. Sorrir chorando é o contraste de viver, às vezes estamos rindo sem ao menos saber o porque. Não penso, não falo. Minhas palavras podem a fazer chorar. Aprendi com os meus erros quais as decisões tomar; mas também vi com meus erros em quem acreditar. Ainda não sei o que fazer, mas quando descobrir que atitude tomar não vai ser nada sutil nem doce.

As luzes foram acessas às 23hrs e 30 minutos.

Não havia muito o que olhar, o apartamento encontrava-se vazio há dois meses, entretanto, deste detalhe Ella não sabia. Seus olhares tocaram-se no momento em que ele, acidentalmente, abriu a porta, estava bêbado e jurava ter escutado passos de alguma entidade alienígena. Ella, meio sem entender, quis apenas continuar a sua jornada para o sétimo andar, entregar a pizza e curtir a sua maratona, divertindo-se ao observar a randomicidade das pessoas nas primeiras horas do ano-novo, “ei, pizza”, disse ele meio cambaleante, um chapéu engraçado, daqueles de aniversário, cônico com elástico, “não quer dividir essa pizza conosco?” perguntou ele.

“Você não deveria ver as coisas por esse ângulo”, disse ele enquanto Ella arrumava a pequena sacola de viagens. “Não tem nada a ver conosco, eu ainda continuarei gostando de você, você continuará gostando de mim e a verdade é que não aguento mais viver nesta cidade, com esta vida, preciso de coisas novas, seguir em frente…” O pagamento deu para cobrir a primeira parte das despesas, conseguiu descobrir que estava vivendo em um pequeno apartamento alugado, numa área não muito movimentada da cidade, o tipo de lugar onde as pessoas discretas querem continuar discretas, sem perguntas, sem chamar a atenção.

Nos seus momentos de delírio, chamava-lhe de “amor”, nos de lucidez, “meu grande e único amor”. Não pode deixar de pensar que tudo aquilo lhe parecia belo, singelo, com um carinho tão especial que ficava difícil não exibir um leve sorriso de felicidade.

Foram os dois meses mais felizes da sua vida.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Pitoresco

Como já chegamos a tal conclusão há tempos – existo, isto é um fato – proponho-me a abordar determinados temas, estes ligados a fatos um tanto quanto abstratos, que certamente irão lhe impressionar ou, ao menos, sensibilizar a sua atenção.

Outro dia, percorrendo as diversas ruas e avenidas, contemplando as maravilhas da cidade, seus prédios, pedestres, tráfego, vi uma cena no mínimo pitoresca: um homem arrastando um cão pela coleira.

Obviamente que não seria uma cena pitoresca se ela fosse composta por apenas tais elementos. O que a diferenciava do registro cotidiano era um detalhe bem interessante: o cão estava morto.

O homem vestia algo que parecia ser um conjunto de trapos; seria ele um sem-teto ou algum artista não compreendido? Caminhava despreocupadamente, mergulhado em seus pensamentos, puxando pela coleira o cão morto como uma criança que puxa algum carrinho de brinquedo pela corda.

Em meio a esta cena que, como já fiz questão de frisar, pitoresca, pessoas, engravatados ao celular, casais apaixonados de mãos dadas, crianças retornando da escola passavam por essa estranha figura que, ao que parecia, simplesmente estava calcada na composição do cotidiano daquela cidade.

E estes breves segundos sempre são remontados na minha mente quando lembro da minha cidade natal.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Caótico

Padrões existênciais, teorias caóticas, mundo estranho.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

[ sem título ]

Voltas completas pra nada
Visões distorcidas de uma realidade neurótica
Casas, ruas, avenidas preenchidas por cores púrpuras
Violões, músicas, carros para ouvir
A vida é assim,
A vida é assim .


[ ! ¬¬' TPV* intensa. ]
*(Tensão Pré-Vestibular)

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Paz

As cores, figuras, motivos
O sol passando sobre os amigos
Histórias, bebidas, sorrisos
E afeto em frente ao mar. :)

Que venha outubro!

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Sonho

Sentada, na beira da piscina, Ella pensava.

Sabia que aquele não era o melhor momento para ficar pensando, ainda mais confabulando sobre alguns detalhes da sua existência, mas não podia resistir às pequeninas ondas que se chocavam na parede. Esse era um charme que poucos poderiam observar, um detalhe que sempre soube apreciar e a tirar conclusões, às vezes esdrúxulas, do seu cotidiano.
Primeiramente, o que fazia ali? Onde estava, porque estava sentada em uma piscina, apreciando a água refletindo o lindo sol que fazia naquele dia?

Ah, lembrara-se: estava ali por que alguém, em algum momento, o sonhara. Era um elemento onírico, preenchido por uma imatéria que distorcia de toda acepção do que real, denso como uma gelatina, logo, era a não-imaterialização da mente de alguém.

Alguém estava tendo um bom sonho então.

domingo, 3 de agosto de 2008

Caixinha '

sou uma muralha! dentro de mim, guardo aquilo que me faz feliz, aquilo que me entristece, aquilo que me amarga, aquilo que me endurece, aquilo que me amolece, aquilo que me esfria, aquilo que me aquece, guardo a sete chaves, minha pequena essência, que se torna grande ao longo dos anos e aos poucos se dissipa com a convivência! guardo dentro de mim, tudo aquilo . . . que me faz bem e que me faz mal, é uma combinação perigosa, juntar todos estes itens em um só lugar, só espero que meu coração com o tempo não exploda, mas se explodir… que pelo menos saiam cores bonitas.

sábado, 2 de agosto de 2008

Chovia ...

Com a cabeça baixa, tentava evitar que as inúmeras gotas d’água entrassem nos seus olhos. Puxava ainda mais para si o casaco, a fim de evitar o frio que aumentava a cada momento. Os carros que passavam próximo banhavam-lhe com aquilo que seria uma mistura de toda a podridão que a cidade tinha produzido e que era tão gentilmente carregado pela correnteza causada pela chuva.

Estava ferrado e não tinha noção deste fato.

Sua primeira atitude antes de continuar qualquer coisa que pretendesse, foi se misturar à multidão e sentir a emoção de estar incógnito invisível aos olhos alheios. Não que isso fosse resolver o problema que ele mesmo tinha arranjado, mas tudo aquilo servia como um paliativo do que estava por vir.

Parou sob a luz de um poste, uma iluminação amarelada exibia-lhe uma feição triste, desconcertante. Sentia-se em um dos filmes do David Lynch, sendo o personagem principal e esperando para a próxima bizarrice que surgiria na sua frente. Cerrou os punhos e os encarou. Uma mancha vermelha desfazia-se com a chuva. O que seria aquilo? Tinha? Vinho? Sangue?

Um carro preto estacionou à sua frente, cegando-o com os faróis altos. Um homem desceu, na verdade, um vulto, pois ele não mostrava indícios sobre o real significado da sua existência. Aproximando-se mansamente, enfiou as mãos nos bolsos e retirou um cigarro e um isqueiro, respectivamente.

O vulto não encontrara dificuldade em acender o cigarro. Parecia que estava sob a proteção de uma pequena camada que impedia que a chuva se chocasse diretamente contra ele.

Dirigindo-se para a figura apática que estava sob o poste, disse:

- Vamos para casa?

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Relativo, não?

Chegara na barraca e depois de pouco tempo, conseguira pedir o cachorro-quente com coca-cola. Atrás de si, um barulho, uma mistura de vozes e conversas que não conseguia distinguir; à sua frente, o borbulhar da panela cozinhando as salsichas. O rapaz então entregara os pedidos e ela saiu, esquivando-se das pessoas, procurando insistentemente uma ponta de calçada para sentar.

A cantora fazia seu show no palco, as pessoas iam e vinham, o álcool a deixara meio tonta, não conseguia pensar direito.

Finalmente sentou-se no chão e mordeu aquilo que seria sua janta. Neste momento, tudo se tornara mais lento, uma estranha confluência de psicodélicas e beleza a fizera apreciar o quanto aquele momento era único, pelo simples fato de estar sentada, jantando e observando tudo de um modo especial, como se o tempo transcorresse de forma lenta.

Naquele momento, foi f e l i z .