terça-feira, 19 de agosto de 2008
A Arte de Não Se Importar
Me desprendi de coisas não tão antigas, mas já fazem parte do meu passado. Agora é bola pra frente, que amizade e amores são coisas que no caminho, b r o t a m.
CARPE DIEM!
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
Amor ?
Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta. O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar. Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera. Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco. Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então? Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome. Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo. Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama
este cara? Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor. É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador. Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor? Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados. Não funciona assim. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível. Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó! Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.
"Hey, by the way, did you guys know that chocolate contains
a property that triggers the release of endorphins?
Gives one the feeling of being in love."
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
AMIZADE
Não precisamos da paixão desmedida;
Não queremos beijo na boca;
E nem corpos a se encontrar na maciez de uma cama.
Tem hora, que só queremos a mão no ombro, o abraço apertado ou mesmo o estar ali, quietinho, ao lado... Sem falar nada.
Tem hora, quando sentimos que estamos pra chorar, que desejamos uma presença amiga, a nos ouvir paciente, a brincar com a gente, a nos fazer sorrir.
Alguém que ria de nossas piadas sem graça;
Que ache nossas tristezas as maiores do mundo;
Que nos teça elogios sem fim;
E que apesar de todas essas mentiras úteis, nos seja de uma sinceridade inquestionável.
Que nos mande calar a boca ou nos evite um gesto impensado!
Alguém que nos possa dizer: Acho que você está errado, mas estou do seu lado.
Ou alguém que apenas diga: Estou aqui.
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Adrenalina e adjacências*
Lisérrrgico a décima pontência! o/
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
House !

”Indescritível”. É a definição de Hugh Laurie da quinta temporada. Em entrevista ao site TV Guide, o médico mais ranzinza do planeta adiantou novidades da série. Leia a seguir trechos do bate-papo:
O que pode nos dizer sobre a próxima temporada?
Nem os produtores sabem exatamente o que pode acontecer. Eu não consigo imaginar ninguém que trabalhe com série de TV que consiga ter um ano a frente planejado. Não funciona assim. Você vai buscando um caminho durante o desenvolvimento do processo.
O que pode ser esperado do rompimento de House com seu melhor amigo?
A amizade de House e Wilson chegou num ponto jamais visto ou imaginado. A forma como isso irá se resolver será certamente agradável. Você sabe, bons amantes nunca se separam.
E sobre a equipe da quarta temporada?
É uma turma incrível. Acho que todos, incluindo os escritores, sentiram que existiam novas possibilidades a serem exploradas, novas combinações, novos relacionamentos e toda uma rede de opções. Acredito que a temporada nova será indescritível.
Teremos um House gentil na quinta temporada?
Com certeza não! Isso eu garanto!
' Setembro, setembro, setembro ;D
domingo, 10 de agosto de 2008
Projeto de roteiro ainda sem título
Mal amanhecera, a garotinha já caminhava na ponta dos pés em direção à cozinha, sentindo todo o aroma de café sendo preparado. Queria fazer o mínimo de barulho possível, não queria de forma alguma estragar com a surpresa que preparava há dias. Lá chegando, encontrou a mãe cozinhando alguns ovos, preparando torradas e outras coisas gostosas de café-da-manhã.
-Mãe, onde está o presente? Perguntou ela sussurrando.
A mãe olhou para a garotinha, vestia pijama com coraçõezinhos estampado, pantufas do frajola além de exibir os cabelos bem desarrumados, típico de uma noite de sono. Ela deu um beijo na filha e apanhou uma caixa embrulhada como presente, um laço ornamentava o objeto que cabia num abraço da garota.
-Pronto, pode dar o presente do seu pai, disse a mãe.
A garota saiu correndo, mas interrompeu subitamente, substituindo a correria para um “pé-ante-pé”, contendo toda a ansiedade de dar o presente para o padrinho, a fim de fazer a surpresa, surpresa esta que consistia em acordá-lo com inúmeros abraços, beijos carinhosos e um presente escolhido especialmente por ela.
A porta do quarto onde o pai dormia estava entreaberta, não precisou de muito esforço para abri-la sem fazer barulho. Na cama, o aniversariante dormia de lado, coberta até o pescoço. A menina correu até a cama, subiu nela e pulou em cima do pai, dando beijos, abraços e desejando-lhe feliz aniversário.
O pai não se mexia.
A menina sacudia-lhe pelo braço, “acorda pai, acorda papai”, dizia ela.
O pai não se mexia.
A garota virou o corpo do pai para si, os olhos fechados, ela mexia no rosto, sacudia-lhe pelo braço e nenhuma reação era esboçada.
“Papai?”sábado, 9 de agosto de 2008
Ultimamente
As luzes foram acessas às 23hrs e 30 minutos.
“Você não deveria ver as coisas por esse ângulo”, disse ele enquanto Ella arrumava a pequena sacola de viagens. “Não tem nada a ver conosco, eu ainda continuarei gostando de você, você continuará gostando de mim e a verdade é que não aguento mais viver nesta cidade, com esta vida, preciso de coisas novas, seguir em frente…” O pagamento deu para cobrir a primeira parte das despesas, conseguiu descobrir que estava vivendo em um pequeno apartamento alugado, numa área não muito movimentada da cidade, o tipo de lugar onde as pessoas discretas querem continuar discretas, sem perguntas, sem chamar a atenção.
Nos seus momentos de delírio, chamava-lhe de “amor”, nos de lucidez, “meu grande e único amor”. Não pode deixar de pensar que tudo aquilo lhe parecia belo, singelo, com um carinho tão especial que ficava difícil não exibir um leve sorriso de felicidade.
Foram os dois meses mais felizes da sua vida.
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
Pitoresco
Como já chegamos a tal conclusão há tempos – existo, isto é um fato – proponho-me a abordar determinados temas, estes ligados a fatos um tanto quanto abstratos, que certamente irão lhe impressionar ou, ao menos, sensibilizar a sua atenção.
Outro dia, percorrendo as diversas ruas e avenidas, contemplando as maravilhas da cidade, seus prédios, pedestres, tráfego, vi uma cena no mínimo pitoresca: um homem arrastando um cão pela coleira.
Obviamente que não seria uma cena pitoresca se ela fosse composta por apenas tais elementos. O que a diferenciava do registro cotidiano era um detalhe bem interessante: o cão estava morto.
O homem vestia algo que parecia ser um conjunto de trapos; seria ele um sem-teto ou algum artista não compreendido? Caminhava despreocupadamente, mergulhado em seus pensamentos, puxando pela coleira o cão morto como uma criança que puxa algum carrinho de brinquedo pela corda.
Em meio a esta cena que, como já fiz questão de frisar, pitoresca, pessoas, engravatados ao celular, casais apaixonados de mãos dadas, crianças retornando da escola passavam por essa estranha figura que, ao que parecia, simplesmente estava calcada na composição do cotidiano daquela cidade.
E estes breves segundos sempre são remontados na minha mente quando lembro da minha cidade natal.
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
[ sem título ]
Visões distorcidas de uma realidade neurótica
Casas, ruas, avenidas preenchidas por cores púrpuras
Violões, músicas, carros para ouvir
A vida é assim,
A vida é assim .
[ ! ¬¬' TPV* intensa. ]
*(Tensão Pré-Vestibular)
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Paz
O sol passando sobre os amigos
Histórias, bebidas, sorrisos
E afeto em frente ao mar. :)
Que venha outubro!
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Sonho
Sabia que aquele não era o melhor momento para ficar pensando, ainda mais confabulando sobre alguns detalhes da sua existência, mas não podia resistir às pequeninas ondas que se chocavam na parede. Esse era um charme que poucos poderiam observar, um detalhe que sempre soube apreciar e a tirar conclusões, às vezes esdrúxulas, do seu cotidiano.
Primeiramente, o que fazia ali? Onde estava, porque estava sentada em uma piscina, apreciando a água refletindo o lindo sol que fazia naquele dia?
Ah, lembrara-se: estava ali por que alguém, em algum momento, o sonhara. Era um elemento onírico, preenchido por uma imatéria que distorcia de toda acepção do que real, denso como uma gelatina, logo, era a não-imaterialização da mente de alguém.
Alguém estava tendo um bom sonho então.
domingo, 3 de agosto de 2008
Caixinha '
sábado, 2 de agosto de 2008
Chovia ...
Estava ferrado e não tinha noção deste fato.
Sua primeira atitude antes de continuar qualquer coisa que pretendesse, foi se misturar à multidão e sentir a emoção de estar incógnito invisível aos olhos alheios. Não que isso fosse resolver o problema que ele mesmo tinha arranjado, mas tudo aquilo servia como um paliativo do que estava por vir.
Parou sob a luz de um poste, uma iluminação amarelada exibia-lhe uma feição triste, desconcertante. Sentia-se em um dos filmes do David Lynch, sendo o personagem principal e esperando para a próxima bizarrice que surgiria na sua frente. Cerrou os punhos e os encarou. Uma mancha vermelha desfazia-se com a chuva. O que seria aquilo? Tinha? Vinho? Sangue?
Um carro preto estacionou à sua frente, cegando-o com os faróis altos. Um homem desceu, na verdade, um vulto, pois ele não mostrava indícios sobre o real significado da sua existência. Aproximando-se mansamente, enfiou as mãos nos bolsos e retirou um cigarro e um isqueiro, respectivamente.
O vulto não encontrara dificuldade em acender o cigarro. Parecia que estava sob a proteção de uma pequena camada que impedia que a chuva se chocasse diretamente contra ele.
Dirigindo-se para a figura apática que estava sob o poste, disse:
- Vamos para casa?
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Relativo, não?
A cantora fazia seu show no palco, as pessoas iam e vinham, o álcool a deixara meio tonta, não conseguia pensar direito.
Finalmente sentou-se no chão e mordeu aquilo que seria sua janta. Neste momento, tudo se tornara mais lento, uma estranha confluência de psicodélicas e beleza a fizera apreciar o quanto aquele momento era único, pelo simples fato de estar sentada, jantando e observando tudo de um modo especial, como se o tempo transcorresse de forma lenta.