quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Fim de mais um ciclo ;
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Fatos ;
Sempre foi assim. Tenho dificuldades para enfrentar determinadas mudanças mas há coisas que estou sempre alterando. Não consigo não trocar de foto no MSN ou no orkut. Sempre estou diferente. A cada dia me sentindo de formas diferentes. Como eu poderia não mudar as fotos que devem me “representar”? O mais correto seria um autoretrato toda vez que me sentisse de forma diferente.
Do mesmo modo, se o orkut fizesse tanta diferença na minha vida, deveria escrever um perfil diferente a cada dia. As mesmas palavras não me descrevem por longos períodos de tempo. Não mesmo. E também não me agrada ficar muito tempo com a mesma cor de cabelo, já que não posso variar no corte.
Entretanto, há coisas que não mudam. Escuto muito minhas velhas músicas. Quase sempre as mesmas. Agora mais no carro do que em casa. No meu quarto, valorizo o silêncio interrompido pelo som baixo da TV que fica ligada - manias - e do barulho das teclas do note. No carro, o volume vai a mais de 20 quando estou sozinha. Se há carona, respeito seus ouvidos e também dou volume à conversa. Meu quarto - os móveis - também não mudam de lugar. Primeiro porque o espaço é pequeno e não há muita alternativa. Depois, porque gosto dele assim. Lembro que quando eu era adolescente ficava furiosa com minha mãe quando ela trocava tudo de lugar sem me consultar.
No que diz respeito ao meu modo de ser e ao que me descreve - imagens ou palavras - eu estou sempre mudando. Mas no âmbito material não. Gosto da estabilidade, confesso. Gosto da segurança. E gosto e preciso disso em relação aos outros. Porque o fato de eu não conseguir ficar com uma foto por muito tempo em um avatar do orkut ou msn não significa que ao me relacionar com as pessoas eu seja inconstante. Muito pelo contrário.
Enfrentar mudanças e diferenças nunca é fácil. Mas gosto de pensar - ou ao menos tentar - que tudo na vida da gente é um exercício. Tentar relevar comportamentos que não entendemos e que não fazem parte do que consideramos o ideal, mesmo que não sejam ruins, é sempre um exercício. E é se exercitando que a gente fica forte né. Tenho tentado, portanto, conviver com estas diferenças me exercitando cada vez mais… É, não é fácil. Tem horas que o corpo todo dói depois do exercício
Mas eu sobrevivo. Sempre sobrevivi.
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
O que é a felicidade afinal?
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
[sem título]
“As coisas eram mais fáceis quando eu estava lá”
-Você já tomou seu mingau hoje? Vem, vem que cuido de você.
A verdade mistura-se com algumas pequenas mentiras enluaradas. Esse é o mistério da vida, da morte, da existência.
“Posso dormir agora?”
Sou feito de elementos que desconheço, algo inebriante, inflamável, intangível.
Percorro os corredores azuis do paraíso, corto as asas de mil anjos, sou deus.
-Minha comida! Podemos dividir, melhor do que um ficar sem comer. Tem o suficiente para dois!
“Ontem as coisas eram diferentes. Lembro de ter algo que chamam de vida.”
-Vê? Essas pequenas coisas que bailam sobre o ar é o som da vida. A necessidade que não temos, ela existe?
-Venha, vamos dançar ao som do luar, vamos dançar e dançar e dançar…
“Ok, agora saia da minha cama. Já sumiste?”
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
[sem título]
domingo, 21 de dezembro de 2008
Faça por merecer ;
sábado, 20 de dezembro de 2008
Tem que ler !
O David Coimbra escreveu tudo o que eu gostaria de ter escrito sobre o caso da Eloá. Ou melhor, do velório e enterro da menina.
Abaixo transcrevo a crônica publicada em Zero Hora de 24 de outubro de 2008.
Brasileiro adora um velório. Lógico, velórios são importantes, psicologicamente falando. Pois a história da vida de um homem é a história das suas perdas e, sobretudo, de como ele lida com elas.
No caso de uma morte, de resto uma perda bastante definitiva, o velório serve para que os vivos se acostumem com o (em geral) infausto ocorrido. É por isso que as pessoas devem passar pelo caixão e olhar para o morto. Para que sua mente registre: ele não fala mais, não se mexe, não respira; ele está morto. E não é por outro motivo que o homem pré-histórico já realizava funerais. A sabedoria ancestral.
Faz-se essa liturgia quando da morte de um ente querido. Um amigo. Um familiar. Ou um personagem público muito admirado. Vide os funerais de Aírton Senna, de Getúlio Vargas e de Tancredo Neves que mobilizaram o Brasil, ou o de Lady Di, que comoveu o planeta via satélite, ou o de Lincoln, que cruzou os Estados Unidos em cima do aço de trilhos de trem.
Certo. Mas como se explica 30 mil pessoas comparecerem ao sepultamento de uma desconhecida, como aquela menina que foi assassinada pelo namorado em São Paulo dias atrás? Aí a distorção nacional. O brasileiro tornou-se um consumidor de tragédias. Nada a ver com o gosto pela crônica policial, pelo mistério, nada disso. Eu mesmo sou um entusiasta da Editoria de Polícia, onde muito trabalhei, e com deleite. Porque, sempre digo, não existe nada mais humano do que um assassinato, e todo assassinato tem uma história interessante. Pode ser uma briga de bar — conte o dia em que a vítima acordou para morrer e que o assassino acordou para matar e, pronto, você tem uma bela página.
Mas o acompanhamento ansioso do enterro de uma vítima ou o consumo sôfrego de certas minúcias da tragédia, como se tem visto, isso foge do fascínio pelo mistério. E a volúpia pela desgraça alheia é tamanha que até o jornal televisivo mais respeitado do país, o Jornal Nacional, entrega-se à tentação de explorá-la. O que me decepciona, eu que sempre fui, e sou, admirador do Jornal Nacional. Há quem justifique que tal se dá devido à luta pela audiência medida minuto a minuto. Mas ainda acredito no jornalismo. Ainda creio que, a médio e longo prazo, o jornalismo sério tem mais audiência do que a apelação.
Enfim. A verdade é que os telejornais estão atendendo a um apelo do consumidor e o que me interessa aqui é saber por que o brasileiro se transformou nesse vampiro de controle remoto. Digo por quê: por causa do vazio. O sujeito atravessa seus dias num emprego monótono e as noites no cárcere de um apartamento de dois quartos dividido com a mulher e os três filhos, ele não sai de casa com medo da violência e não tem dinheiro para viajar, nem ler ele lê porque ninguém o ensinou a gostar de livros, e o pior: ele vive em algum lugar selvagem e árido como São Paulo. Quer dizer: a vida dele não tem sentido.
Assim, quando esse triste brasileiro encontra motivo para uma emoção poderosa e inofensiva, ele, de alguma forma, se realiza. Donde, 30 mil pessoas no enterro da menina desconhecida do subúrbio, uma multidão cevando suas próprias emoções rasteiras tirando fotos do caixão com seus celulares luminosos, chorando, escabelando-se, se desesperando. Vivendo, finalmente. As tragédias de telejornal são a salvação espiritual do brasileiro medíocre.
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Algumas coisas ;
Às vezes eu me acho meio menina demais em alguns de meus anseios. Outras vezes, porém, me sinto uma velha rabugenta. É normal né. Será?
Faz uns dias que minha frase do MSN é “de perto ninguém é normal”. Não sei onde foi que ouvi isso, mas acho que é bem verdade. Afinal, o que é a tal de normalidade além de um conceito muito pessoal sobre o que nos cerca? No fundo, no fundo, a gente tem que abstrair. Se tentar levar a vida muito a sério, enlouquece.
Embora algumas atitudes alheias me provoquem estranhamento e revolta, eu exercito diariamente a minha capacidade - ainda pouca - de simplesmente deixar pra lá. Falta de esperança? Não sei. Só sei que é preciso. Às vezes é sim, vai por mim.
A parte da menina não se refere só a minha aparência, mas principalmente aos meus medos. Tem gente que não acredita que eu tenha 17 anos. Alguns porque dizem que eu aparento menos idade; outros porque me acham madura demais para os meus 17. O que é melhor?
Mas os medos. Ah, eles estão aqui sempre né. Natural. Quem não tem medo nem sabe o que é viver. Os medos são sentimentos como quaisquer outros. No fundo, eles nos desafiam a superá-los. Têm seu valor.
Meus medos atuais são aqueles de quem não sabe se está trilhando o melhor caminho… são aqueles que fazem a gente não saber direito o que fazer com a confusão de sentimentos que se apresenta… são aqueles de quem havia se esquecido que existe a doçura e o verdadeiro companheirismo. Meus medos são aqueles de quem é meio bobo e perde tempo demais pensando, mas sobretudo, são aqueles de quem ainda está vivo.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Saber ouvir o que ninguém nos diz ;
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Eu queria ;
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Ela II
Às vezes os sentimentos se confundiam. Ela olhava pra ele sem saber muito bem o que acontecia dentro dela. Ela olhava sem saber o que acontecia dentro dele. Por alguns dias achou que já não conversavam como antes. Não com menos proximidade ou intimidade, mas não como antes. Algumas coisas eram diferentes. Mas, nesse dia, enquanto olhava pra ele, ela pensou que algo poderia ter mudado. E não exatamente como ela gostaria.
Mas, a dúvida e o medo ferravam com tudo. O medo de estar enganada. Será que estava? Somente falando e fazendo pra saber, ela pensava. Será que era unilateral o que ela achava que sentia? Será que sentia? Eram tantos serás… A única certeza que tinha era do bem que ele lhe fazia. Um bem que ela já não sentia há semanas. Um bem que ela queria que não acabasse mais.
E se falassem sobre isso? Será que ele conseguiria olhar pra ela depois de uma conversa dessas? Sem se afastar, sem que tudo mudasse para pior. Mas, e se falasse e fosse bom?
“Pode ser tudo. E pode ser nada”, ela pensou. Como saber? Às vezes ela achava que podia ser a carência e a frustração os responsáveis por tais sentimentos. Mas, não. Não podia ser. Nunca havia sentido aquilo antes.
A iminência da paixão a assustava. E a excitava. Queria que não fosse só um devaneio.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Citação ;
Sei que falei muitas vezes como um palhaço. Mas porque nunca desacreditei na seriedade da platéia que sorria!"
Charles Chaplin