sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Então é natal...
É Natal. Onde estão os homens vestidos de vermelho? Nas ruas? Fazendo propaganda? De quê? Da fome dos meninos sem presentes (salvo bolas, carrinhos e bonecas que os auxiliem)? Ou vendendo, de dentro da barriga gorda, uma caixa de presente saída de uma sacola imaginária? Serão os seus sorrisos natalinos? Um em dez vive o Natal, os outros nove não têm presente. É Natal! Castanhas? Figos? Presentes? Onde estariam as bombas e granadas, teriam se ocultado por um pouco, ou explodem gentes diferentes em lugares diferentes, mas sempre se esquecendo, é Natal (?) Parariam os canhões por alguns dias? E se parassem, valeria? Janeiro traria sangue outra vez. É Natal, e o seu espírito invade as ruas, mas não acho sempre a sua força, perdida entre comércio, bêbados e tolos. Quem nasceu? Papai Noel? Jesus? É Natal. Mas até quando?
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
تغيير
"Uma mudança ou transformação pressupõe uma alteração de um estado, modelo ou situação anterior, para um estado, modelo ou situação futuros, por razões inesperadas e incontroláveis, ou por razões planejadas e premeditadas. Mudar envolve, necessariamente, capacidade de compreensão e adoção de práticas que concretizem o desejo de transformação. Isto é, para que a mudança aconteça, as pessoas precisam estar sensibilizadas por ela. Perceber a dinâmica das mudanças é uma necessidade. Viver atualizado é uma questão de sobrevivência e uma maneira de visualizar melhor o futuro, já que os novos tempos exigem uma nova postura de pensamento."E por essas razões premetitadas e incontroláveis, resolvi dar uma limpeza na alma. Jogar fora antigas mágoas, criar novos vínculos, 'eloucrescer'! Deixar aquele coraçãozinho fechado arriscar um pouco a sorte, cair nos desejos da carne, e esquecer as consequências disso por algum tempo... Curtir sem querer voltar atrás, ter paixões instantâneas e amigos eternos de uma semana. Acredito que todo mundo precisa disso! Repito, PRECISA, é uma questão de sobrevivência. Claro, considerando que pessoas que são mais ou menos felizes - mais ou menos vivem. Gosto de tudo por inteiro, tudo em grande quantidade. Muito amor, muita raiva, sem limite.
Mudar faz parte da vida, experiências novas, pessoas novas, lugares novos! Estou morando em um continente diferente dos meus pais, irmão, amigos... Saudade só me faz querer mudar mais, transformar, criar novas metas... Ultimamente, não tenho vivido... tenho passado pela vida, só! Então, deixo registrado que vou mudar, vou me entregar mais, vou gritar mais, brincar mais... Depois de um ano difícil como esse, sinto que mereço, e devo!
I'm a bitch, I'm a lover
I'm a child, I'm a mother
I'm a sinner, I'm a saint
I do not feel ashamed
I'm your hell, I'm your dream
I'm nothing in between
You know you wouldn't want it any other way.
Have a magical day ºoº
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Bebendo uísque no gargalo sem pensar no amanhã...
Eu acho que existe amigo pra tudo. Tudo mesmo. Cada amigo, cada situação. Amigos pra aquela bebedeira no sábado a tarde, amigo pra te ouvir quando se quer deixar o mundo cruel, amigos que te acalmam quando está p* da vida com tudo, amigos que riem das suas desgraças, amigos que lembram de você mesmo longe, amigo que fica ilhado numa enchente com você, amigos que comemora com você suas conquistas, amigos que morrem de saudade, amigos que são sinceros e frios (bons pra conversas difíceis), enfim... tudo. Porém geralmente tem um amigo, que sempre estará lá pra tudo isso! Fico feliz por ter um amigo assim, muito feliz mesmo, ele me basta! :) Mas, nem tudo são rosas... também existem "amigos" que não são amigos, são colegas, e que comumente você considera amigo, e na hora do "vamo vê", cadê? Não vale a pena. Essas pessoas podem te quebrar o galho ás vezes, mas não se acostume nem conte demais com isso. Tenho pra mim que contar mesmo, conte com si mesmo e olhe lá!
Daqui há alguns dias, vou viajar, trocar de ares, e passar minhas lindas férias na Disney. Não, não... não se engane, estarei trabalhando muito... similar a uma escrava. Sério. Mas enfim, serão meses fora, e foi o momento certo pra ver quem é amigo, quem é colega. O amigo faz de tudo pra me ver antes de ir, e exige contato durante esses meses. A colega diz que vai viajar e não vai me ver, palavras exatas: 'pena :/'. Acho que fui clara, nem preciso explicar isso. Fiquei realmente chocada com isso. Era alguém que eu prezava muito, considerava uma irmã, mesmo... Mas acredito que só quando nos decepcionamos, aprendemos.
Ignorei esses detalhes. Nessas últimas semanas, estou tentando me concentrar na faculdade, e em problemas mais urgentes. Outra característica, amigo que é amigo, entende o fato de você estar ocupado, não exige atenção que obviamente você não pode dar. Mas então, estou fazendo mais questão da minha família por perto, passar Natal, Ano Novo tão longe de casa vai doer no fundo... Moro sozinha há um ano, mas eu sempre soube que eles estavam a poucos km de mim, meu porto seguro estava bem ali.
Hoje estava vendo algumas fotos achadas no fundo da gaveta. Sentimento de perda. Larguei e fui fazer outras coisas, evitei MSN, celular... Me vi como uma criança de 6 anos pedindo colo, tudo passou pela minha cabeça. "Cabeça vazia é oficina do diabo", dizia alguém, e infelizmente eu tenho que concordar, quanto mais se pensa, reflete... pior se fica. A ignorância talvez seja o caminho da felicidade, sem querer ser filosófica, claro. Filosofia não é meu forte, estou notando isso na universidade, hê.
Tenho lido pouco. Coisa que antes eu adorava fazer! Antes eu dizia pra mim mesma que era falta de tempo. Hoje acho que é cansaço mental, mesmo... indisposição, esgotamento, descrença (?). Ganhei a trilogia do Crepúsculo, li o primeiro em 2 dias... comecei o segundo, não cheguei até a 20ª página, e ficou por aí, há meses... A fadiga está num nível tão grande, que dores de cabeça são constantes, mal estar sempre. E os trabalhos e provas acumulam :S
Enfim, acredito que ninguém vai ler isso, mas uso essa budega mais como um diário, uma maneira de distração, um desabafo! Mas a quem leu, obrigada pela atenção :) Aos meus amigos, poucos, mas fiéis, um EU TE AMO bem grande e sincero, junto com aquele abraço apertado! A minha família, obrigada pelo apoio e carinho, pela compreensão geral.
Beijosnãomeliguem :*
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Ex Pessoas
Sempre que um relacionamento chega ao fim, as pessoas envolvidas repetem a torto e a direito que desejam continuar sendo amigas; que não querem perder contato, que desejam sinceramente continuar fazendo parte um da vida do outro, encaixados em uma nova categoria: a da amizade. Venho me questionando sobre as verdadeiras possibilidades de uma amizade verdadeira surgir de um término de namoro. E admito ainda não ter chegado a uma conclusão sobre quão possível é isso.
O que ocorre é que quando um relacionamento termina, geralmente uma das duas partes sai contrariada. Esse papo de “terminamos em comum acordo” é apenas e tão somente isso: papo. Claro, algumas vezes ambos estão descontentes e acabam concordando que o melhor que se tem a fazer é encerrar o relacionamento. Mas na grande maioria das vezes, o namoro acaba em sociedade; um entra com o pé e o outro com o traseiro. E cada uma das duas situações possui suas peculiaridades; quem rejeita e quem é rejeitado. Examinemos ambas as situações.
Quando você é quem toma a iniciativa de romper um relacionamento, é muito comum que precise de uma distância da ex-pessoa. Isso porque, além de ser o responsável pelo término, o que supõe que esteja em suas mãos a manutenção da condição de rompimento, fica difícil conviver com o ex de forma intensa no início. Uma série de projeções que haviam sido feitas tem de ser reintrojetadas, como se você houvesse apostado muitas fichas em um jogo de roleta e tivesse perdido; você precisa se reabastecer de suas próprias fichas, de suas energias, até sentir-se completo novamente. E fazer isso mantendo um contato freqüente com o ex fica difícil.
Além disso, assim que se rompe um namoro, fica-se naquele clima de recém-solteiro: você só consegue pensar que está livre, que não namora mais, e é bem capaz de deslumbrar-se com esta nova qualidade. Geralmente seus assuntos irão referir-se às novas experiências que está tendo, sobre a forma como vem se sentindo, sobre os programas que vem fazendo. E muito provavelmente seu ex, sentido pelo término indesejado, não estará muito interessado em saber como estão sendo suas novas experiências.Se estiver totalmente convicto de que não é mais essa a relação que você deseja, que não corre nenhum risco de ter uma recaída, o medo de magoar o ex também pode ser um dos fatores que podem gerar ou manter a distância inicial. Você pode não querer passar pela situação de ter de reafirmar várias vezes que não quer voltar, que deseja continuar sozinho e que está mais feliz assim.
E se você é quem é terminado, a situação piora. Você pode até morrer de vontade de encontrar a outra pessoa, de saber como ela está, de avaliar quais são suas chances de reconquistar o ex. Mas se a outra pessoa estiver certa sobre a decisão tomada, esta proximidade passa a ser masoquismo. Você deseja ardentemente encontrar o ex, mas quando o encontra, não recebe aquilo que faria com que você se sentisse satisfeito. Você anseia por um telefonema, mas quando este se dá, a frieza ou distância impressa na voz do outro aniquila suas expectativas de retorno do namoro. Você precisa saber o que o outro anda fazendo, mas se fica sabendo que ele está muito bem, obrigada, sem você, sente-se a última pessoa do universo e tem vontade de pular pela janela.
A amizade entre duas pessoas não pode ser algo forçado; você não pode e nem deve exigir que uma pessoa queira ser seu amigo. Muitas vezes este desejo de “ser amigo” pode até representar uma tentativa camuflada de negar o término e a separação, de não se distanciar totalmente. Se foi você quem terminou, talvez ainda esteja inseguro, com medo de se arrepender; a amizade surge como uma forma de manter a pessoa por perto, de não se distanciar demais ao ponto de não conseguir voltar atrás se desejar. E se você foi terminado, talvez esteja tentando se convencer de que qualquer contato com a pessoa que o rejeitou seja melhor do que ficar definitivamente sem ela. Mas muito cuidado para não se conformar em receber menos do que deseja. Se você continua apaixonado, é bem difícil que se sinta satisfeito em ter apenas a amizade da outra pessoa.
Amigos não sentem ciúmes de amigos; ficam felizes se eles estão felizes, independentemente de que esta felicidade seja decorrente de um romance que acaba de começar. Amigos não são possessivos em relação aos outros. Amigos não cobram um telefonema todos os dias, e nem cobram sair juntos todos os finais de semana. Amigos não sentem desejo por outros amigos – ou pelo menos não deveriam.
Cuidado para não cair no conto de “vamos continuar amigos”. Vocês não eram amigos, e sim namorados. Não têm como continuar sendo algo que nunca foram. O distanciamento é necessário para a desvinculação. E apenas desvinculado é que se consegue realmente avaliar se a decisão foi a correta ou não. A amizade vem apenas em um segundo momento, quando cada um dos ex passa a ser novamente uma pessoa inteira, quando todas as mágoas tiverem sido superadas, quando todas as expectativas tiverem sido reintrojetadas, quando todo o sentimento houver terminado.
Tudo neste mundo tem seu tempo. Até a amizade.
domingo, 4 de outubro de 2009
Manhã
Tinha o sonho de ser diferente.
Todos os dias pela manhã, ao abrir os olhos, questionava-se sobre o motivo de ter tantas raízes presas ao solo. Não conhecia a profundidade das raízes, sabia apenas que estavam lá e sempre haviam estado. Bah, aquelas raízes, raízes chatas, raízes sem graça, raízes desgraças, raízes inefáveis e nefastas que viviam lhe dizendo do que precisava. Viviam filtrando o que vinha do solo, permitindo apenas que chegasse a si o que julgassem necessário.
E quem era apto a dizer-lhe o que era necessário?
Um dia o vento soprou mais forte e, delicadamente, arrancou do chão uma de suas raízes. Tentou concentrar-se na dor, mas não a sentiu. Procurou o sofrimento mas não o encontrou. Nada, nada, não sentia nada de estranho. Dor alguma, pelo contrário: sentia leveza.
Ao invés de lutar contra o vento, como tantas vezes havia feito antes, deixou-se levar por ele mergulhando no quase inaudível barulho, “ploc”, “ploc”, a cada vez que uma de suas raízes se soltava do solo. "Ploc", nenhuma dor, "ploc", nenhum arrependimento, "ploc", nenhuma amargura.
"Ploc". Nada.
De repente viu-se livre, flutuando ao sabor do vento.Como recompensa, este deu-lhe asas e o que era flor virou borboleta.
Todos os dias pela manhã, ao abrir os olhos, questionava-se sobre o motivo de ter tantas raízes presas ao solo. Não conhecia a profundidade das raízes, sabia apenas que estavam lá e sempre haviam estado. Bah, aquelas raízes, raízes chatas, raízes sem graça, raízes desgraças, raízes inefáveis e nefastas que viviam lhe dizendo do que precisava. Viviam filtrando o que vinha do solo, permitindo apenas que chegasse a si o que julgassem necessário.
E quem era apto a dizer-lhe o que era necessário?
Um dia o vento soprou mais forte e, delicadamente, arrancou do chão uma de suas raízes. Tentou concentrar-se na dor, mas não a sentiu. Procurou o sofrimento mas não o encontrou. Nada, nada, não sentia nada de estranho. Dor alguma, pelo contrário: sentia leveza.
Ao invés de lutar contra o vento, como tantas vezes havia feito antes, deixou-se levar por ele mergulhando no quase inaudível barulho, “ploc”, “ploc”, a cada vez que uma de suas raízes se soltava do solo. "Ploc", nenhuma dor, "ploc", nenhum arrependimento, "ploc", nenhuma amargura.
"Ploc". Nada.
De repente viu-se livre, flutuando ao sabor do vento.Como recompensa, este deu-lhe asas e o que era flor virou borboleta.
sábado, 3 de outubro de 2009
Poema
Eu hoje tive um pesadelo e levantei atento, a tempo
Eu acordei com medo e procurei no escuro
Alguém com seu carinho e lembrei de um tempo
Porque o passado me traz uma lembrança
Do tempo que eu era criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço ou um consolo
Hoje eu acordei com medo mas não chorei
Nem reclamei abrigo
Do escuro eu via um infinito sem presente
Passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim, que não tem fim
De repente a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua
Que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio mas também bonito
Porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu
Há minutos atrás
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Não Quero Ser Publicitária
Revendo o filme Surplus*, eu lembrei por que não quero ser publicitária.
Exatamente, eu não quero. Eu sou, mas não vai durar muito.
Eu não quero ser publicitária porque eu não quero ser parte dessa merda. Quer dizer, eu sou, inevitavelmente, parte do sistema e sou capitalista e gosto de consumir as coisas, mas eu não quero ser culpada de INCENTIVAR. Não quero criar campanhas que façam as pessoas comprarem coisas de que elas não precisam – e todos sabemos que a esmagadora maioria das pessoas não tem discernimento pra saber do que precisa e do que não precisa.
No filme dizem que o filme publicitário de 30" é a arma mais poderosa que já inventaram na propaganda. E é verdade.
E eu tenho ASCO.
Cada vez que alguém diz "você viu que foda a campanha nova do (insira marca poderosa aqui)?", meu estômago embrulha. Eu confesso que até gosto de algumas, ri que nem criança na campanha do verão da Skol (eu não bebo cerveja), achei que foi uma campanha que pode mostrar o melhor das pessoas, mas... é uma exceção.
Não sou hipócrita, eu também cobiço coisas que não preciso, e compro por impulsos. Mas isso sou EU. Não quero influenciar outros a fazer o mesmo.
Não quero ir em encontros de publicitários de ego inflado e ficar comentando mil campanhas que não vão fazer a menor diferença na minha vida. Não quero competir criatividade – como se folhear anuário do One Show e adaptar uma idéia já feita fosse criativo. Não quero viver pra isso, não quero ser um daqueles babacas de camiseta preta que acham que o mundo gira em torno da sua profissãozinha estúpida e olhar todo mundo por cima – publicitário é cool, é descolado, é informado, sabe falar de tudo? É o cacete! Publicitário é tão limitado quanto o resto do mundo, a diferença é que se limitam ao seu mundinho de filmes e anúncios. Eles falam mal de todo mundo, eles acham que o trabalho dos outros é infinitamente inferior aos seus próprios e adoram quando colega de profissão se ferra.
O que vocês acham que aconteceria se todas as agências sumissem do mapa de uma vez só? Na minha humilde opinião, o mundo ia continuar girando, o gelo polar ia continuar derretendo e ninguém ia nem perceber.
Não compartilho da idéia de dar reset na civilização e voltarmos à idade da pedra, mas saber que o nosso poder de escolha está limitado às marcas que temos no supermercado me dói.
Não vou virar riponga e morar numa chácara e plantar pra comer, mas eu não quero ser publicitária. Não quero estar no topo da cadeia do consumismo desenfreado, não quero ser comparsa das grandes corporações.
Eu quero fazer minhas coisas bonitas e ficar com a consciência tranqüila.
Eu estou nessa, mas me fiz uma promessa e vou cumpri-la até o final. Depois, adeus.
Fiquem aí com os seus leões, que eu fico com o meu amor próprio.
Carolina Garofani
Exatamente, eu não quero. Eu sou, mas não vai durar muito.
Eu não quero ser publicitária porque eu não quero ser parte dessa merda. Quer dizer, eu sou, inevitavelmente, parte do sistema e sou capitalista e gosto de consumir as coisas, mas eu não quero ser culpada de INCENTIVAR. Não quero criar campanhas que façam as pessoas comprarem coisas de que elas não precisam – e todos sabemos que a esmagadora maioria das pessoas não tem discernimento pra saber do que precisa e do que não precisa.
No filme dizem que o filme publicitário de 30" é a arma mais poderosa que já inventaram na propaganda. E é verdade.
E eu tenho ASCO.
Cada vez que alguém diz "você viu que foda a campanha nova do (insira marca poderosa aqui)?", meu estômago embrulha. Eu confesso que até gosto de algumas, ri que nem criança na campanha do verão da Skol (eu não bebo cerveja), achei que foi uma campanha que pode mostrar o melhor das pessoas, mas... é uma exceção.
Não sou hipócrita, eu também cobiço coisas que não preciso, e compro por impulsos. Mas isso sou EU. Não quero influenciar outros a fazer o mesmo.
Não quero ir em encontros de publicitários de ego inflado e ficar comentando mil campanhas que não vão fazer a menor diferença na minha vida. Não quero competir criatividade – como se folhear anuário do One Show e adaptar uma idéia já feita fosse criativo. Não quero viver pra isso, não quero ser um daqueles babacas de camiseta preta que acham que o mundo gira em torno da sua profissãozinha estúpida e olhar todo mundo por cima – publicitário é cool, é descolado, é informado, sabe falar de tudo? É o cacete! Publicitário é tão limitado quanto o resto do mundo, a diferença é que se limitam ao seu mundinho de filmes e anúncios. Eles falam mal de todo mundo, eles acham que o trabalho dos outros é infinitamente inferior aos seus próprios e adoram quando colega de profissão se ferra.
O que vocês acham que aconteceria se todas as agências sumissem do mapa de uma vez só? Na minha humilde opinião, o mundo ia continuar girando, o gelo polar ia continuar derretendo e ninguém ia nem perceber.
Não compartilho da idéia de dar reset na civilização e voltarmos à idade da pedra, mas saber que o nosso poder de escolha está limitado às marcas que temos no supermercado me dói.
Não vou virar riponga e morar numa chácara e plantar pra comer, mas eu não quero ser publicitária. Não quero estar no topo da cadeia do consumismo desenfreado, não quero ser comparsa das grandes corporações.
Eu quero fazer minhas coisas bonitas e ficar com a consciência tranqüila.
Eu estou nessa, mas me fiz uma promessa e vou cumpri-la até o final. Depois, adeus.
Fiquem aí com os seus leões, que eu fico com o meu amor próprio.
Carolina Garofani
sábado, 8 de agosto de 2009
Pra quem sabe ler, um pingo é letra!
Verdade seja dita. Eu não sou como você esperava. Eu não sou uma loira-barbie pra te acompanhar nas festas jet-setters que você freqüenta. Eu não tenho um par de peitos de 300ml de silicone em cada um. Não tenho uma bunda de 102cm de diâmetro como a da Juliana Paes. Eu sou muito mais do que você espera. Muito mais do que você agüentaria. E talvez até mais do que você merece.
Porque eu sou fiel aos meus sentimentos. Vou estar com você quando eu realmente quiser estar. Vou te ligar quando eu quiser falar com você. Porque eu não passo vontade. E nem vou passar vontade de você. Não vou fazer joguinho. Eu me entrego mesmo. Assim. Na lata. Eu abro meu coração. Rasgo o verbo. Me dou em prosa. E se te disser que não te quero, meu olhar vai me desmentir na tua frente. Porque eu falo antes de pensar. Eu falo até sem sequer pensar. Eu penso falando. E se estou com você, aí, não penso duas vezes. Não penso em nada. Não quero mais nada.
Então, não perca seu tempo comigo. Eu não sou um corpo que você achou na noite. Eu não sou uma boca que precisa ser beijada por outra qualquer. Eu não preciso do seu dinheiro. Muito menos do seu carro. Mas, talvez, eu precise dos seus braços fortes. Das suas mãos quentes. Do seu colo pra eu me deitar. Do seu conselho quando meu lado menina não souber o que fazer do meu futuro. Eu não vou te pedir nada. Não vou te cobrar aquilo que você não pode me dar. Mas uma coisa, eu exijo. Quando estiver comigo, seja todo você. Corpo e alma. Às vezes, mais alma. Às vezes, mais corpo. Mas, por favor, não me apareça pela metade. Não me venha com falsas promessas. Eu não me iludo com presentes caros. Não, eu não estou à venda. Eu não quero saber onde você mora. Desde que você saiba o caminho da minha casa. Eu não quero saber quanto você ganha. Quero saber se ganha o dia quando está comigo.
Você não vai me ver mentir. Desista. Mentiria sobre a cor do meu cabelo. Sobre minha altura. Até sobre meus planos para o futuro. Mas não vou mentir sobre o que eu sinto. Nem sob tortura. Posso mentir sobre minha noite anterior. Sobre minha viagem inesquecível. Mas não agüentaria mentir sobre você por um segundo. Não na sua cara. Mentiria pras minhas amigas sobre a sua beleza. Diria que tem corpo de atleta e um quê de Don Juan (mesmo sabendo que elas iriam descobrir a farsa depois). Mas não me faça mentir e dizer que não te quero. Que eu não estou na sua. Não me obrigue a jogar. Não me obrigue a dizer "não" quando eu quiser dizer "sim". Não me faça tirar você da minha vida porque meu coração ainda acelera quando você me liga.
Insisto. Não perca seu tempo comigo. Porque eu não quero entrar no seu carro se não puder entrar na sua vida. Não me conte seu passado se eu não puder viver seu presente. Não faça planos comigo se não me incluir no seu futuro. Não me apresente seus amigos se, amanhã, vou virar só mais uma. Me poupe do trabalho de adivinhar seus pensamentos. Diga que me quer apenas quando for verdade. Diga que está com saudade apenas se sentir minha falta do seu lado. Peça minha companhia quando não desejar só meu corpo. Me ligue quando tiver algo pra dizer. Mas, por favor, me desligue quando não estiver mais afim de mim!
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Falta.
Eu sentia profunda falta de alguma coisa que não sabia o que era. Sabia só que doía, doía. Sem remédio. Ando meio fatigado de procuras inúteis e sedes afetivas insaciáveis :/
sábado, 25 de julho de 2009
Eu sei...
eu sei que você pensa coisas do tipo, 'como ela me prende', 'como ela ciumenta', 'como ela consegue brigar tanto', 'eu quero sair hoje', 'eu não quero ir lá', 'eu não quero fazer isso que ela quer'. eu sei que você pensa muita coisa sobre ela das melhores ate as piores eu também sei que você pensa coisas assim, 'que linda que ela ta', 'que cheirinho bom', 'que carinho gostoso', 'que saudade ruim', 'que bom estar com ela', 'que abraço bom', 'eu amo ela'. apesar dela não te impedir de sair, você sente falta de sair curtir sem dar satisfação, sente falta de ir pra night e poder ficar com várias, sente falta de dar uma pegada diferente, de sair por ai de curtir com teus amigos sem preocupação, sente falta de bocas, sabores, corpos e assuntos diferentes. eu sei de tudo isso, mais ela sabe? provavelmente a sua menina deve pensar coisas desse tipo pelo fato de toda menina pensar assim, mais com certeza ela deve imaginar que tu a ama sem limites e que vocês realmente são eternos. mas eu sei que apesar das coisas que você deseja na ausência dela, você também pensa em estar com ela toda hora, sente uma falta doida dela, gosta dos abraços beijos carinhos, do jeitinho de rir de falar besteira, o jeito de pedir desculpa, das brincadeiras de vocês, sim você realmente a ama do fundo do coração e ela é a menina mais linda do mundo. como você pode pensar tanta coisa assim de uma só menina? da sua menina. eu sei o que você pensa e sei também o que ela pensa, para não fazer você perder teu tempo com palavras românticas e cansativas que ela deve lhe falar normalmente e escrever também e você já não presta mais tanta atenção. ela te ama muito, com uma intensidade sem limites, quer o teu bem, ela também pensa algumas coisas ruins sobre você e tu também irrita ela, mais isso passa em segundos. com o tempo que vocês estão juntos ela aprendeu a lidar contigo e vice e versa, com o tempo ela sabe o que te irrita o que te faz bem e tu também sabe tudo sobre ela. mais e esses seus pensamentos não saem da tua cabeça tão facilmente, e a tua menina te irrita muitas vezes sem nem ao menos ter a intenção. você sai com freqüência, as vezes você esquece dela, as vezes tu não lembra de alguma coisa que ela pediu,as vezes tu vai esquecendo, simplesmente esquecendo. e a menina? ela chora, ela fica triste, ela acha que você simplesmente não a ama mesmo que não seja isso que esteja acontecendo você ‘apenas’ esqueceu. Será que você realmente está apenas esquecendo? você já parou pra pensar nela como antes você pensava? você já olhou bem pra ela e viu o brilho nos seus olhos? E como ela se esforça pra te deixar feliz? deveria realmente, deveria, depois de tudo o que vocês viveram, você deveria. e a tua menina? continua com os mesmo pensamentos tristes e sem razão se sente deixada de lado, e com o medo constante de te perder. você realmente acha que essa menina, a tua menina insisto em dizer, não é mais importante que uma curtição que momentos com os amigos, melhor que qualquer night? se acha ou não a menina já tirou suas próprias conclusões, e já se feriu o bastante. você está preparado pra perdê-la? se estiver... bum! perdeu, e agora? e agora te prepara pra night, pra curtir outros corpos e outros gostos e voltar pra casa e se deparar sozinho sem ter alguém pra abraçar sem ninguém pra ligar e contar seu dia seus problemas sem poder dizer TE AMO. e a menina? ela cresceu não é mais a sua menina, ela não te entendeu. Até que um dia você encontra a mulher que um dia foi a tua menina e ela esta mais linda do que nunca, e em sua cabeça os pensamentos que a tanto tempo quando estava com ela não existiam mais, esses pensamento voltam e as palavras EU TE AMO, VOLTA PRA MIM passam subitamente em sua cabeça. e a mulher? bom ela te da um beijo no rosto e vai embora... e agora eu ainda sei o o que você pensa, e ela sabe? preste atenção em quem você ‘ama’ e cuide da SUA MENINA.
terça-feira, 30 de junho de 2009
PASSEI na 1º etapa!
Cara, emoção DEMAIS viu! Resultado da STB saiu ontem... Fiquei sabendo só hoje, mas tá valendo.
Custeiii a colocar o nome certo lá... mais todo o nervosismo e etc! Tô ainda meio abalada...
Nem acreditei quando vi: Prezado Candidato, você foi aprovado...
Agora é esperar a palestra e segunda entrevista!
PUTZ, felicidade é matoo!
quinta-feira, 25 de junho de 2009
25 de junho...
"Nem sei porque você se foi
Quantas saudades eu senti
E de tristezas vou viver
E aquele adeus, não pude dar
Você marcou em minha vida
Viveu, morreu na minha história..."
É, tem um significado essa música. Faz um ano, da hora mais difícil da minha vida... a mais longa e triste hora, sem dúvida. Nossa história começou a tanto tempo, que não me lembro de não te amar, meu irmãozinho. Crescer juntos, viajar juntos... Todas as dificuldades juntos. Digo que sinto saudade, essa saudade que vai ficar marcada pra sempre. Carrego comigo todas as nossas lembranças, porém com tristeza de não poder cumprir nossos planos... Sinto falta daqueles abraços confortantes, dos desejos. Faz um ano, sem você.
Esteja bem, onde quer que seja! Eu te amo, e sempre estará aqui comigo...
"Eu te juro, eu te daria o mundo pra te ter aqui..."
G. Santos
¤ 16/09/1991
† 25/06/2008
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Atalhos
Quanto tempo a gente perde na vida? Se somarmos todos os minutos jogados fora, perdemos anos inteiros. Depois de nascer, a gente demora pra falar, demora pra caminhar, aí mais tarde demora pra entender certas coisas, demora pra dar o braço a torcer. Viramos adolescentes teimosos e dramáticos. Levamos um século para aceitar o fim de uma relação, e outro século para abrir a guarda para um novo amor, e já adultos demoramos para dizer a alguém o que sentimos, demoramos para perdoar um amigo, demoramos para tomar uma decisão. Até que um dia a gente faz aniversário. 37 anos. Ou 41. Talvez 48. Uma idade qualquer que esteja no meio do trajeto. E a gente descobre que o tempo não pode continuar sendo desperdiçado. Fazendo uma analogia com o futebol, é como se a gente estivesse com o jogo empatado no segundo tempo e ainda se desse ao luxo de atrasar a bola pro goleiro ou fazer tabelas desnecessárias. Que esbanjamento. Não falta muito pro jogo acabar. É preciso encontrar logo o caminho do gol.
Sem muita frescura, sem muito desgaste, sem muito discurso. Tudo o que a gente quer, depois de uma certa idade, é ir direto ao assunto. Excetuando-se no sexo, onde a rapidez não é louvada, pra todo o resto é melhor atalhar. E isso a gente só alcança com alguma vivência e maturidade.
Pessoas experientes já não cozinham em fogo brando, não esperam sentados, não ficam dando voltas e voltas, não necessitam percorrer todos os estágios. Queimam etapas. Não desperdiçam mais nada.
Uma pessoa é sempre bruta com você? Não é obrigatório conviver com ela.
O cara está enrolando muito? Beije-o primeiro.
A resposta do emprego ainda não veio? Procure outro enquanto espera.
Paciência só para o que importa de verdade. Paciência para ver a tarde cair. Paciência para sorver um cálice de vinho. Paciência para a música e para os livros. Paciência para escutar um amigo. Paciência para aquilo que vale nossa dedicação.
Pra enrolação... atalho.
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Hipocrisia
Vamos deixar a hipocrisia de lado. Quando você está solteira, você deseja um namorado bacanérrimo, inveja todos os casais que vê pela frente, ve um monte de caras cheirosos, lindos e canalhas (na sua opinião), sai pra lá e pra cá com suas amigas malucas que obviamente te divertem e acaba (depois de quatro doses a mais) com um discurso manjado de como está difícil achar alguém legal pra dividir a vida, dividir os medos, o café da manhã, as contas e o tédio de domingo. E o blábláblá não acaba. Nós somos poderosas, evoluídas, revolucionárias, os pobres-coitados são sempre culpados. E vamos descer a lenha: tem que ser muito homem pra ficar com uma mulher como você, independente, linda, engraçada, com texto forte, personalidade e corpão.
Mentira minha?
Tire a culpa da sua bolsa, jogue em cima do rapaz, cara paleozóico, que só quer uma figura dócil para afirmar sua masculinidade, fazer bonito na frente dos outros e poder dispensar as outras lindas e interessantes que aparecerem (logicamente, depois de beijar e iludir cada
uma) com a frase mais usada no mundo: "sabe o que é? Eu tenho namorada!"
"Hã?", você pergunta incrédula. O canalha tem namorada. E você chora pelo babaca, diz que os homens são todos iguais, nunca mais vai se apaixonar de novo (mesmo que tenha um Santo Antônio escondido em casa), se embola com namoros virtuais e não entende porque só atrai gente problemática.
Você se reconheceu em alguma palavra até aqui? Sinto dizer, é a vida.
Mas como o mundo dá voltas e um dia é da caça e o outro (oba!) do caçador, uma certa hora todo esse material maravilhoso que você é se depara com uma pessoa incrível que te faz acreditar que amor não é marketing, nem invenção de Shakespeare. E você se sente abençoada, agradece aos céus por achar um cara tão sensível e vocês vivem felizes para sempre. Felizes e apaixonados até constatarem o óbvio: ninguém é perfeito. Aí meu bem, começa um outro discurso. Nem melhor nem pior, mas diferente. É reclamação que não acaba, a velha saudade da vida de solteira que bate, aquele defeito charmoso dele agora faz você ficar louca. Louca, não. Louquíssima. E você sente falta de acordar sozinha, sente falta do seu espaço, sente falta das suas amigas e das noites divertidas e vazias que vocês passavam (lógico que não eram vazias, vocês tinham umas às outras!), sente falta de não ter que ligar e dar explicação de onde você estava e o pior: começa a achar graça naquele cara que você nunca achou a menor graça.
Mentira minha?
Pois é. Solteiros, casados, juntados, a questão não é o estado civil, mas a sensação que volta-e-meia volta: nunca estamos satisfeitos. A vida é feita de escolhas e em cada escolha há uma perda. E perder dói.. Se você se sente plenamente realizado todos os dias com alguém que você convive há muito tempo (namoros à distância e paixões tumultuadas não estão em questão), parabéns, eu não conheço ninguém igual a você.
Porque não é fácil ficar sozinho, não é fácil viver com alguém, mesmo que seja o grande amor da sua vida. Conviver é uma arte complicada. Haja tolerância, paciência e jogo de cintura para agüentar nossos defeitos e os do outro. Viver sozinho também não é mole. Haja sabedoria para estar só e se sentir sempre em paz.
Mas como nada nunca é perfeito, penso que a única saída é aproveitar cada momento (independente do estado civil que você se encontre) e aceitar a realidade como um presente. Porque perfeito mesmo só a imperfeição.
sábado, 13 de junho de 2009
Feeling This
O destino não bastou desta vez, e seu sorriso desbota no verão. Ponha a sua mão na minha, eu vou embora quando quiser.
Para onde vamos agora? Diminua as luzes agora! Sorrindo de orelha a orelha! Nossa respiração ficou muito intensa! Me mostre o chão do quarto! Me mostre o espelho do banheiro! Estamos indo devagar demais. Me leve embora daqui...
Este lugar nunca será o mesmo, depois que você veio e se foi. Como você pode dizer que significou algo diferente para alguém? Permanecendo sozinho na rua com um cigarro na noite em que nos conhecemos? Olho para o passado e lembro e sorrio. E talvez esta noite eu possa respirar um pouco. Não estou nessa cena. Acho que estou adormecendo. Mas o que isso significa é que eu sempre sonharei com você :)
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Here's You Letter
Cortar a pele até o osso, pegar no sono sozinho, ouvir sua voz no escuro. Eu me perdi em seus olhos. Silenciar minha voz, falar boa noite, enquanto o mundo acaba... Aqui está uma carta pra você, mas as palavras ficaram confusas. E a conversa morreu, desculpas pelo passado. Falar alguma merda, voltar atrás. Estamos amaldiçoados para esta vida... Eu estou falando com o teto, minha vida perdeu todo sentido. Faça uma coisa para mim esta noite, eu estou morrendo nesse silêncio... A última estrela que sobrou no céu está caindo na terra e você se sente da mesma forma.
Foda-se, eu não posso deixar isso me matar. Deixe ir!
Eu preciso de mais (tempo) para resolver isso!
terça-feira, 9 de junho de 2009
1ª Etapa STB
Como eu vi várias pessoas fazendo, acho digno eu fazer também... :)
1ª entrevista STB/2009
Ufa, passou. Tudo bem, eu fiz duas entrevistas. Contarei desde o começo.
Vou pra STB toda tremendo, e nervosa... claro! Já esperando o pior... Chego lá, e noto que os documentos que precisavam, EU NÃO TINHA. ¬¬ Começou super bem, né? Conheci 3 garotas lá, uma fez entrevista comigo, e a outra foi sozinha. Tá, me senti meio culpada por entrar no meio das duas, mas tuuudo bem. Enfim, antes tivemos que preencher alguns formulários até que o Frederico (chefe da STB de BH), já nota que não esotu com os documentos, a partir desse ponto ele acaba comigo basicamente, faz piadinhas, tiradas e etc... cara, fiquei fula né? Mas tá certo, vamos pra entrevista!
Perguntas básicas sobre meu curso na faculdade, o que a Disney ia me acrescentar levando em conta o curso, e o que eu achava de morar com muitas pessoas diferentes em um lugar só... Bom, como eu estava MUITO nervosa, nem vou mentir, fui PÉSSIMA. Admito. Mas não dava o direito dele fazer comentários desagradáveis, né... Graças a alguém, ele estava de bom humor, e deixou eu refazer a entrevista e levar os documentos na segunda, 3 dias depois.
Um dos documentos, o que a faculdade tem que preencher, não ficou pronto até na segunda. Ou seja, nem fui na STB né... Triste, mas fato.
Já desiludida da chance de ir pra Disney, me ligam na terça. Perguntando se eu queria fazer a entrevista, que eles estavam cientes do problema da FUMEC e tal. B0m, aceitei, e já fui tranquila... Pior não podia ser! Quando eu vi o cidadão que me entrevistou na primeira, eu tremi, pensei em chorar, correr, qualquer coisa... Mas ele logo de cara já fala que não vai ser ele, e já me encaminha pra outra pessoa. Acho que nunca fiquei tão aliviada na minha vida! Oo' O outro que não me lembro o nome, óbvio, foi super educado, super compreensivo... mesmas perguntas, mas ele me deixou muito mais a vontade pois ele fez daquilo uma conversa! :)
Acredito fortemente que fui bem, mas vai saber né!
Dia 30/junho/2009, sai o resultado... agora é torcer e esperar.
Cruj, cruj, cruj, TCHAU ! :D
segunda-feira, 8 de junho de 2009
O melhor
Eu estou consciente e tenho o poder de pensar como eu quero. Tenho o direito de pensar no que eu quero para o meu próprio bem. Eu tenho e posso impor ao meu mundo interior tudo aquilo que eu quiser. E quero me sintonizar com o melhor. Esqueço, a partir de agora, a pessoa que eu fui, sobretudo meus vícios de pensamentos. Penso apenas na paz. Penso nela, permitindo que seu perfume toque minha aura e atinja todas as áreas da minha vida, todos os cantos do meu corpo. Penso na paz com uma mensagem de ordem e equilíbrio perfeito.
Deixo fluir na minha cabeça a consciência do 'eu posso'. Eu posso estar na paz. O melhor para mim é um grande sorriso no peito. É a felicidade barata e fácil a que tenho direito. É tão simples pensar que o melhor está em mim! A beleza está em mim. A suavidade está em mim. A ternura, o calor, a lucidez e o esplendor das mais belas formas do universo estão em mim. Aí eu me abro inteira, viro do avesso e sinto que não há fronteiras nem barreiras para mim. Sinto que o limite é apenas uma impressão. Sinto que cada condição foi apenas a insistência de uma posição. Sinto que sou livre para deixar trocar qualquer posição por outra melhor. Sou livre para descartar qualquer pensamento ruim, qualquer sentimento ou hábito negativo, qualquer paixão dolorosa. Porque eu sou espírito. Sou luz da vida em forma de pessoa.
Ah, universo, eu estou aberta para o melhor para mim. Eu sei que muitas vezes sou levada por uma série de pensamentos ruins. Mas é porque eu não conhecia a força da perfeição. Eu não conhecia a lei do melhor. Agora eu me entrego, me comprometo comigo, com o universo e contigo. Vou manter a minha mente aberta. Esse momento me desperta, me traz a inspiração ao longo do dia onde se efetiva a luz que irradia para quem insiste no próprio aperfeiçoamento.
Não quero pensar nas minhas fraquezas. Quero olhar bem fundo nos meus olhos e ver como eu sou bonita, como fiz e faço coisas maravilhosas e como o meu peito está cheio de vontade. Eu assumo a responsabilidade sobre essas vontades e me projeto com força nessa identidade de saber que eu posso, sim, fazer o melhor. Despertar o meu espírito é viver nele. É ter a satisfação de ser eu mesma. É poder ser original, única, pequena e grande ao mesmo tempo. Sei agora que o melhor está a meu favor. Meu sucesso, aliás, é o sucesso de Deus que se manifesta em mim como pessoa em transformação. Eu sinto como se tivesse sentado nessa cadeira da solidez universal porque eu estou no meu melhor. Porque sou o sucesso da eternidade, porque estou há milhares de anos seguindo e não fui destruída. Porque o universo garante. Grito dentro de mim mesma: de todas as coisas da vida, o melhor ainda sou eu. O melhor sou eu!
Deixo fluir na minha cabeça a consciência do 'eu posso'. Eu posso estar na paz. O melhor para mim é um grande sorriso no peito. É a felicidade barata e fácil a que tenho direito. É tão simples pensar que o melhor está em mim! A beleza está em mim. A suavidade está em mim. A ternura, o calor, a lucidez e o esplendor das mais belas formas do universo estão em mim. Aí eu me abro inteira, viro do avesso e sinto que não há fronteiras nem barreiras para mim. Sinto que o limite é apenas uma impressão. Sinto que cada condição foi apenas a insistência de uma posição. Sinto que sou livre para deixar trocar qualquer posição por outra melhor. Sou livre para descartar qualquer pensamento ruim, qualquer sentimento ou hábito negativo, qualquer paixão dolorosa. Porque eu sou espírito. Sou luz da vida em forma de pessoa.
Ah, universo, eu estou aberta para o melhor para mim. Eu sei que muitas vezes sou levada por uma série de pensamentos ruins. Mas é porque eu não conhecia a força da perfeição. Eu não conhecia a lei do melhor. Agora eu me entrego, me comprometo comigo, com o universo e contigo. Vou manter a minha mente aberta. Esse momento me desperta, me traz a inspiração ao longo do dia onde se efetiva a luz que irradia para quem insiste no próprio aperfeiçoamento.
Não quero pensar nas minhas fraquezas. Quero olhar bem fundo nos meus olhos e ver como eu sou bonita, como fiz e faço coisas maravilhosas e como o meu peito está cheio de vontade. Eu assumo a responsabilidade sobre essas vontades e me projeto com força nessa identidade de saber que eu posso, sim, fazer o melhor. Despertar o meu espírito é viver nele. É ter a satisfação de ser eu mesma. É poder ser original, única, pequena e grande ao mesmo tempo. Sei agora que o melhor está a meu favor. Meu sucesso, aliás, é o sucesso de Deus que se manifesta em mim como pessoa em transformação. Eu sinto como se tivesse sentado nessa cadeira da solidez universal porque eu estou no meu melhor. Porque sou o sucesso da eternidade, porque estou há milhares de anos seguindo e não fui destruída. Porque o universo garante. Grito dentro de mim mesma: de todas as coisas da vida, o melhor ainda sou eu. O melhor sou eu!
sábado, 9 de maio de 2009
Ser forte,
é ter que falar com você sem olhar nos teus olhos pra não transparecer o meu amor, é ver você com outras e ficar calada, é não correr para os seus braços e implorar para que fique comigo. É chorar escondido e sorrir na sua frente, é não deixar cair uma lagrima sabendo noticias suas e se alguem me perguntar 'você ainda gosta dele?', ser forte é responder que não sinto nada por você, mesmo que a minha vontade seja gritar para todo o mundo que eu ainda te amo.
sábado, 2 de maio de 2009
Dieta da Maçã
Vamos ser honestos: todo o mundo sabe o que fazer para emagrecer. Ou, no mínimo, para não engordar. O problema não é a dieta. Problemáticos são os dias, que são muitos, e que não param de se enfileirar a partir da segunda-feira que elegemos como ponto de partida para a boa forma.
É justamente para que consigamos encarar o dia-a-dia de pratos minguados sem sofrimento que os profissionais da parcimônia à mesa se esforçam, cada vez mais, nos estudos. E, sobretudo, na linguagem.
''Comece o dia com frutas frescas, uma fatia de queijo branco e chá ou café com adoçante.'' A frase é linda. Mas bem poderia ser assim traduzida: o dia vai começar, quer você queira ou não. Já que está gordo, é favor não se entupir de pão e biscoito. Dê-se por satisfeito com uma frutinha e um naco de queijo. Se tiver fome, ainda assim, beba café ou chá. E sem açúcar!
Lanche. ''Prefira uma fruta ou gelatina diet.'' Tradução: não tem muita escolha; é frutinha ou gelatina. E sem açúcar!
Almoço. ''Faça uma gostosa seleta de legumes para acompanhar um filé de peixe grelhado. Antes, um farto prato de salada verde o ajudará a se sentir saciado.'' Tradução: nem pense naquela picanha emoldurada lindamente numa capa de gordura, que você não está podendo. É peixe, folha, e olhe lá!
Jantar. ''Repita o padrão do almoço utilizando as substituições conforme o quadro abaixo.'' Lá vai o sujeito, torcendo pelas tais substituições. Em vão. Sai peixe, entra frango. Sai cenoura, entra vagem. Sai salada, entra... mais salada. Tudo nesse nível.
E assim se sucedem as sutilezas literárias da sua pobre dieta literal. Até que você, já meio embriagado de fome, lê no cardápio de domingo a palavrinha mágica: ''sobremesa''. E quase nem acredita.
Engana-se, contudo, se achar que vai poder cair de boca no brigadeiro. Tolinho. A sua ''opção de sobremesa'' (é como eles chamam a falta de opção) será, mais uma vez, a bendita frutinha. Eis uma das piores manias dos profissionais da silhueta: achar que a maçã, por exemplo, merece fazer parte do distinto time de guloseimas chamadas de sobremesa. Não merece; e vou adiante, até por uma questão histórica.
Maçã é maçã. Sobremesa é sobremesa. Sobremesa é qualquer comida doce, feita num momento bem-intencionado e ofertada num gesto meigo, cortês. Uma doce lembrança de viagem. Um bombom romântico. Ah, um suspiro! Ainda que seja uma bomba calórica, portanto, a sobremesa estará liberada por ter bons antecedentes.
Infelizmente, não se pode dizer o mesmo da maçã. Maçã é aquilo que Adão e Eva comeram - e deu no que deu. Não bastasse, foi a maçã que caiu na cabeça do sujeito que, então, decretou a tal lei da gravidade.
Se você é mulher e tem mais de 20 e poucos anos, sabe bem o que significa isso para a humanidade. A cada puxada de ferro na academia, você lembra que a maçã poderia muito bem ter ficado quietinha no seu galho. A cada onça de cinqüenta que você deixa com aquela amiga sacoleira dos cremes milagrosos, você lembra. A cada decote proibido. A cada luz apagada na hora H.
Sem exagero, se poderia dizer que 90% da indústria cosmética se sustenta porque as maçãs, em geral, não se sustentam. E os outros 10% são para dar uma corzinha às maçãs do rosto - claro, mulher nenhuma consegue ser rosada comendo só alface. Tudo culpa das maçãs, enfim.
Portanto, vamos aceitar os eufemismos e até as metáforas desse pessoal das baixas calorias; afinal, faz parte da profissão deles. Mas não vamos, em hipótese alguma, aceitar que a maçã seja promovida a sobremesa. Já chega esse bando de pudins dietéticos, outra contradição culinária que invadiu as prateleiras, fazendo-se passar por doce e pondo nossos antigos valores em dúvida.
Poxa, se nem mais a sobremesa engorda, vamos acreditar em quê?
É justamente para que consigamos encarar o dia-a-dia de pratos minguados sem sofrimento que os profissionais da parcimônia à mesa se esforçam, cada vez mais, nos estudos. E, sobretudo, na linguagem.
''Comece o dia com frutas frescas, uma fatia de queijo branco e chá ou café com adoçante.'' A frase é linda. Mas bem poderia ser assim traduzida: o dia vai começar, quer você queira ou não. Já que está gordo, é favor não se entupir de pão e biscoito. Dê-se por satisfeito com uma frutinha e um naco de queijo. Se tiver fome, ainda assim, beba café ou chá. E sem açúcar!
Lanche. ''Prefira uma fruta ou gelatina diet.'' Tradução: não tem muita escolha; é frutinha ou gelatina. E sem açúcar!
Almoço. ''Faça uma gostosa seleta de legumes para acompanhar um filé de peixe grelhado. Antes, um farto prato de salada verde o ajudará a se sentir saciado.'' Tradução: nem pense naquela picanha emoldurada lindamente numa capa de gordura, que você não está podendo. É peixe, folha, e olhe lá!
Jantar. ''Repita o padrão do almoço utilizando as substituições conforme o quadro abaixo.'' Lá vai o sujeito, torcendo pelas tais substituições. Em vão. Sai peixe, entra frango. Sai cenoura, entra vagem. Sai salada, entra... mais salada. Tudo nesse nível.
E assim se sucedem as sutilezas literárias da sua pobre dieta literal. Até que você, já meio embriagado de fome, lê no cardápio de domingo a palavrinha mágica: ''sobremesa''. E quase nem acredita.
Engana-se, contudo, se achar que vai poder cair de boca no brigadeiro. Tolinho. A sua ''opção de sobremesa'' (é como eles chamam a falta de opção) será, mais uma vez, a bendita frutinha. Eis uma das piores manias dos profissionais da silhueta: achar que a maçã, por exemplo, merece fazer parte do distinto time de guloseimas chamadas de sobremesa. Não merece; e vou adiante, até por uma questão histórica.
Maçã é maçã. Sobremesa é sobremesa. Sobremesa é qualquer comida doce, feita num momento bem-intencionado e ofertada num gesto meigo, cortês. Uma doce lembrança de viagem. Um bombom romântico. Ah, um suspiro! Ainda que seja uma bomba calórica, portanto, a sobremesa estará liberada por ter bons antecedentes.
Infelizmente, não se pode dizer o mesmo da maçã. Maçã é aquilo que Adão e Eva comeram - e deu no que deu. Não bastasse, foi a maçã que caiu na cabeça do sujeito que, então, decretou a tal lei da gravidade.
Se você é mulher e tem mais de 20 e poucos anos, sabe bem o que significa isso para a humanidade. A cada puxada de ferro na academia, você lembra que a maçã poderia muito bem ter ficado quietinha no seu galho. A cada onça de cinqüenta que você deixa com aquela amiga sacoleira dos cremes milagrosos, você lembra. A cada decote proibido. A cada luz apagada na hora H.
Sem exagero, se poderia dizer que 90% da indústria cosmética se sustenta porque as maçãs, em geral, não se sustentam. E os outros 10% são para dar uma corzinha às maçãs do rosto - claro, mulher nenhuma consegue ser rosada comendo só alface. Tudo culpa das maçãs, enfim.
Portanto, vamos aceitar os eufemismos e até as metáforas desse pessoal das baixas calorias; afinal, faz parte da profissão deles. Mas não vamos, em hipótese alguma, aceitar que a maçã seja promovida a sobremesa. Já chega esse bando de pudins dietéticos, outra contradição culinária que invadiu as prateleiras, fazendo-se passar por doce e pondo nossos antigos valores em dúvida.
Poxa, se nem mais a sobremesa engorda, vamos acreditar em quê?
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Como ser excomungada(o)?
Os bispos do México decidiram excomungar todo aquele que se declarar a favor da legalização do aborto. Muito bem, eu sou a favor. Como faço para ser excomungada? Tenho que enviar um formulário em três vias, assinado e com reconhecimento de firma para o Vaticano ou dá para fazer tudo pela Internet? A quem me dirijo? Tem que ser um pedido formal ao bispo de minha cidade ou pode ser de boca, só comunicar ao pároco do meu bairro mesmo?
Na verdade, eu não tive nenhuma escolha ao ser batizada, afinal algo perto de 30 centímetros de altura e não tinha a menor idéia do que estavam me fazendo, caí nas estatísticas que me somam ao contingente de fiéis do maior país católico do mundo totalmente contra a minha vontade. Aliás, o Estado cede o meu dinheiro dos impostos para obras da Igreja, muitas as quais eu não concordo, baseado nessas estatísticas.
Faz tempo que eu não quero que digam por aí que eu pertenço ao grupo que promovia genocídios de indígenas e mandava velhinhas para fogueiras. Pô, eu acredito na Evolução das Espécies e sempre acreditei que a terra girava em torno do sol, coisa que os católicos só admitiram oficialmente em 1992 com a absolvição de Galileu por João Paulo II. Não, quero não. Quero ser excomungada. Onde eu assino?
Assim como tenho uma carteirinha de batismo, será que daria para descolar uma carteirinha de excomunhão?
Isso traria também muitas vantagens, dá para imaginar? Quando viessem aquelas velhinhas carolas tentando me catequizar, eu simplesmente mostraria a minha carteirinha num enfático: Sou excomungada! Rifas? Bastaria colocar uma placa de excomungado na minha porta. Nos casamentos, eu iria só para comer, que é a melhor parte, se me convidassem para a igreja, diria não, não posso. Ao fazer turismo, eu poderia tirar fotos dentro de igrejas e falar alto. Se alguém reclamasse, eu simplesmente mostraria minha carteirinha: "Sou excomungada, eu posso!"
A lei canônica tá aí. Agora quero ver como os bispos do México pretendem colocar ela em prática. De qualquer forma, peço para que me coloquem como primeira da fila.
quinta-feira, 19 de março de 2009
I have issues, and so do you.
We all do. então é isso. não tem angústia. assumamos nossas imperfeições e o fato de que as coisas são o que são. se gritar e espernear adiantasse de alguma coisa, ninguém tomava cartão vermelho.
sábado, 14 de março de 2009
Era tarde...
Mal sabia ela o que estava para acontecer. Chegou em seu apartamento claustofóbico depois de mais um dia extressante de trabalho. Largou sua bolsa em qualquer canto, qualquer lugar como se jogava o vento fora e se dirigiu ao espelho; se olhou por quase nove minutos antes de perceber seu cansaço. Por tanto tempo não se sentia bem, não se sentia desejada, almejada, não se sentia uma mulher. Sentia falta disso. Acendeu algumas velas coloridas que exalavam aromas paradisíacos e entorpecentes; encheu sua banheira há muito não usada de sais e espuma; abriu o vinho que já adormecia no armário de tanta espera por um dia especial. Despiu-se como estivesse sendo observada, apagou as luzes, pegou sua taça e se adentrou em seu banho. Tamanho deleite a fez pensar porque não fazia esse mesmo ritual todas as noites. Pensamentos altos, distantes, ilusões. Ela tinha sonhos, planos; de viajar, de conhecer pessoas, de curtir mas a vida lhe entregou um emprego em uma pequena lanchonete no centro da cidade. O barulho irritante e ensurdecedor do telefone a interrompe. Hesita em atender, mas se enrola na toalha e vai com pressa. Ouve uma voz triste, chorosa. Palavras picadas e soluçadas. Más notícias. Morte. Em um segundo, um frenesi de pensamentos e reações. O telefone se esvaiu de sua mão, se assustou com o ruído, ainda muda. Lentamente, se sentou no chão encostou-se na parede verde-depressivo, abraçou as pernas, uma única lágrima escapou de seu olho. Se sentiu sozinha, desolada. Essa noite foi diferente, mas não da forma pretendida. Nesta noite, ela chorou, como há muito não chorava.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Maçã envenenada
Ela não conseguia atinar porquê. Tinha vergonha só de lembrar. Vinha de uma época em que tudo era proibido.
Tanta razão para lembrar dele, o hálito, a saliva, as intensidades vividas juntos, momentos máximos de uma vida, amando muito; tanta razão, tanto motivo, do mais tolo ao mais sério, paixão e morte naquela que foi a história da sua vida; - e do que sentia mais falta era da forma como ele passava os cinco dedos no corpo dela.
Estranho, mas era assim. Em matéria de carinhos, a mão dele possuía sabedoria infinita, capacidade de inovação em casa encontro, rito perfeito conforme o momento, agitações quase agressivas, fricções ásperas, puxões certos da razi dos cabelos, o que doía e irritava, mas logo aumentava a excitação, misturando ao amor uma dose exata de raiva que a preparação do ato precisa: suavidade de pluma, carícia de um veleiro em lago suíço.
A mão dele dominava os vários e diversos andamentos da relação, sabia contornar, circundar, ser garra, anzol, cobertor, percorrendo devagar cada sinuosidade do desenho dela, saboreando os trechos do seu corpo onde beleza era pouco visível ao olhos. Sabia apalpar, ziguezaguear os ossos relevantes, ser terno nas zonas ternas.
Estalavam estrelas sensuais em suas mãos frementes, libertadoras de todas as intensidades que a vida reprimira nela. Nada disso era deliberado.
O carinho brotava dele como um som natural, um respirar. Ela é que acostumara.
Na saudade do nunca mais, entre as recordações de um amor único, impossível, amargo, mas integral, o que ficava para sempre era a ponta daqueles cinco dedos, antecipadores de orgasmos fundos como a noite dos tempos que geraram as estrelas.
Tanta razão para lembrar dele, o hálito, a saliva, as intensidades vividas juntos, momentos máximos de uma vida, amando muito; tanta razão, tanto motivo, do mais tolo ao mais sério, paixão e morte naquela que foi a história da sua vida; - e do que sentia mais falta era da forma como ele passava os cinco dedos no corpo dela.
Estranho, mas era assim. Em matéria de carinhos, a mão dele possuía sabedoria infinita, capacidade de inovação em casa encontro, rito perfeito conforme o momento, agitações quase agressivas, fricções ásperas, puxões certos da razi dos cabelos, o que doía e irritava, mas logo aumentava a excitação, misturando ao amor uma dose exata de raiva que a preparação do ato precisa: suavidade de pluma, carícia de um veleiro em lago suíço.
A mão dele dominava os vários e diversos andamentos da relação, sabia contornar, circundar, ser garra, anzol, cobertor, percorrendo devagar cada sinuosidade do desenho dela, saboreando os trechos do seu corpo onde beleza era pouco visível ao olhos. Sabia apalpar, ziguezaguear os ossos relevantes, ser terno nas zonas ternas.
Estalavam estrelas sensuais em suas mãos frementes, libertadoras de todas as intensidades que a vida reprimira nela. Nada disso era deliberado.
O carinho brotava dele como um som natural, um respirar. Ela é que acostumara.
Na saudade do nunca mais, entre as recordações de um amor único, impossível, amargo, mas integral, o que ficava para sempre era a ponta daqueles cinco dedos, antecipadores de orgasmos fundos como a noite dos tempos que geraram as estrelas.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Juro
Ela jura. Gosta de jurar. Quero estar perto não estando. Aparecer enquanto estou escondido. Ela jura que não é bem assim. Que a compreensão é turva. Quero não entender. Cortar o verso da fala. Monossilabicamente dizer sim e não na mesma frase. O ser que imagino metade é isso. Ela diz que tudo tem mais de um ângulo. Que o filme é bom no final. Ela jura. Ela cantarola uma canção. Jura que sua avó cantava isso perto de sua cama. Duvido dela. Da existência dessa avó. Ninguém sabe cantar. Eu não sei. Ela jura que meus erros são iguais. Eu, que não sei rir. Rio. Detesto repetir. Eu quero cometer erros novos. A vela da noite anterior queimou inteira. Ela jura que conserta tudo. Fecho a porta. Ficou tudo branco e preto
Tédio produtivo
Continuo entediada, mas pelo menos há coisas pra fazer! Nada importante, mas há. Minhas "aulas" começaram ontem - ou melhor, tour. Até agora não sentei pra estudar, não tive aula nenhuma, e isso não me agrada. Vou me arrepender de dizer isso mas... Eu quero aula! Eu quero ter o que fazer. E pelo jeito que vai, essa semana vai ser toda de recepção aos calouros. É, caloura de comunicação :) Eu tô feliz de ter começado, e até animada. Ontem não. Ontem foi meio assustador. Ninguém conhecido, caras estranhas. E uma longa e desgastante palestra sobre a faculdade. --'Mas enfim, hoje foi mais tranquilo, novas amizades, conheci muuuita gente. Passeio pelos laboratórios, eu APAIXONEI pelos laboratórios de produção gráfica e de fotografia! *-* Os motivos pelos quais me tornei comunicóloga! Mas minha ressaca me impediu de aproveitar tudo que podia... acordei mal, muito mal, e não me arrependo. :x Noite phoda ontem, despedida a altura das férias! Todas agora estudando, e começou tudo de novo. Desespero, cansaço, e vontade de virar hippie. Espero que valha a pena o esforço! Até agora está divertido, acho que esse é o termo.
Hoje almocei com a Tha, muito tempo que não fazíamos algo do gênero... fui ver um curso que queria fazer de WebDesign, mas acredito que não vai dar certo. Alguém sabe onde tem um curso de WD no centro de BH? :/ Tô perdida! Depois, fui comprar coisinhas pro meu irmão, e ahn, aqui estou! :P
Então, é isso!
That's all, folks! :*
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
O cheiro, o cheiro...

Uma noite uma mulher me chamou como se chama um homem. Percebi? Senti. Sem que ela falasse, seus olhos queimaram meus braços, pernas. Quis me entender. Ser homem. Tomar atitude. Não entendi nada. Bateu medo. Pensei: ela tem os olhos de sangue. Ela tem os olhos de quem comete um crime. Ela tem os olhos... ela tem os olhos mais bonitos que eu já vi na minha vida. O copo tremia na minha mão. Olhava. E quando ela olhava, firme, certeiro, eu desviava os olhos. Como uma presa indefesa. Devagar. Devagar ela veio. Lenta como um bicho que vai pegar um bicho menor. – eu sei teu nome. Sei onde você mora. Sei o nome da bebida que você tá bebendo. Só não sei quando é que você vai jogar esse cigarro fora. Medo. Ela me assustou de verdade. Joguei o cigarro fora. Sem charme. Rápido demais talvez. Ela se encostou em mim. Não, não é verdade. Ela quase entrou em mim com roupa e tudo. Não escutei mais nada. Tinha alguém tocando no palco? Tinha alguém perto? Ela se encostava mais. Imaginei que nunca mais ia descolar dela. Não queria. Não podia. Se ela saísse naquele momento acho que morreria. Tinha um cheiro doce. Não sei o nome do perfume. Mas ainda hoje, trinta e tantos anos depois, se sinto alguém passando com esse cheiro na rua, paro. É ela. O fantasma dela. Cheguei em casa naquela noite com um gosto que superava a falta de gosto de todo o resto. Namoramos durante um ano. E todos os dias, era como a primeira vez. Um entrando no outro. Depois do medo da primeira vez, o tesão absoluto. O vício. O riso sem motivo aparente. Os olhos cor de jabuticaba tatuados nas minhas retinas. Saias coloridas. Jeans desbotados. Sandálias de couro amarradas nas pernas. O cheiro... o cheiro... um dia ela veio se despedir. Me devorou como quem sabe que vai passar fome depois. Me mordeu. Me arranhou. Chorou. No outro dia eu olhei o céu de manhã e rezei: - por favor, eu nunca te peço nada. Não anoiteça! Não anoiteça, pelo amor de deus. Quando a noite chegou eu tomei um porre, e chorei. Como os guerreiros vencidos. Como os países que são invadidos. Como os bichos. Ela me ensinou a ser bicho. E depois, me soltou na cidade. Um menino com a dor de um homem. O cheiro... o cheiro...
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Letal
A tristeza vem como uma menininha magra. Com a mão estendida. E então, quando a gente percebe, deu um prato de comida, uma roupa usada, um canto no canto da casa. No outro dia ela aparece com uma boneca. Pergunto: como é o nome dessa boneca? – mágoa. O nome da minha boneca é mágoa. E a gente se flagra sem poder mandar embora aquilo: tristeza e mágoa. Em um domingo de sol chega uma garota mais velha, e diz: - é o senhor que deu guarda a tristeza e a mágoa? – sim! Me vejo tolamente respondendo. E ela diz: - vou levá-las comigo ou ficar aqui. – você tem nome? – sim senhor. Meu nome é inveja, e o cara na moto, meu namorado, é o fracasso. Como é que vai ser? Nós todos juntos? Peço licença por um minuto. Penso: - eu agüento? Tristeza, mágoa, inveja, fracasso... estou no décimo lexotan. Continuo lúcida. Onde eu guardei o trinta e oito?
Borboletas
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Mudança
É, muita coisa vai mudar. Algumas não tanto, algumas demais. Ainda não acredito no que está acontecendo, e no quanto isso vai me afetar. Acredito que a "ficha não caiu" ainda. Longe. Perto. Longe de amigos de infância, de buteco ou de sexta a noite no lugar de sempre. Longe da família. Longe da cidade que nasci, longe da escola onde estudei. Perto do namorado, perto da faculdade, perto de amigas, perto da comida favorita, perto da evolução.Hoje, fui resolver algumas pendências no colégio, ver amigos.
Recebi cartinha! Confesso que a hora que eu li me deu aquele aperto sabe? Nada chique, mas algo que me fez pensar em N coisas, sentir o que eu nunca tinha sentido antes :/ Nada meloso, mas que passou tudo de forma incrível! Percebi o quanto vai fazer falta aqueles 20 min por dia religiosamente marcados e cumpridos... Vou sentir falta de muita gente, mas ele... eu tenho muito o que agradecer, pela paciência, pelas horas da madrugada, pelas piadinhas que eu ria por dias, por tanta coisa. E aquela carta, como te disse antes, foi o melhor presente de despedida que eu poderia receber - não que isso seja realmente uma despedida! Talvez não saiba o quanto te considero na minha vida, mas acredite, é muito. OBRIGADA de verdade, Lucas Poeiras.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Hope it gives you hell!
Não, o título nem tem nada a ver, e hoje nem venho filosofar :) Felizes? Explico o título - é uma música. É, um novo CD que baixei já faz um mês e ainda não tinha ouvido! A banda se chama The All-American Rejects, e recomendo pra quem curte algo mais alternativo. Admito que antes a banda era melhor, menos pop, mas isso já faz mais de um ano. De fato, não falo muito sobre o que ouço aqui ou pra qualquer pessoa, e não sei porque. Tanta gente vem me falar de tal banda... e geralmente eu falo que não conhecia, mas já tem tempos que a ouço, só pra fazer a pessoa se sentir bem por pensar que a conheceu primeiro. Talvez seja altruísmo, mas lá vai a filosofia saindo! *Abstrai*Bom era isso,
só pra dar um alô mesmo!
:*
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Terça-feira
Sabe, eu não gosto de terças-feiras. Ok, segunda é pior, mas tenho um histórico com terças! Morte de uma avó na terça, piores horários no colégio eram as terças. Não é o comecinho da semana, mas falta tanto pra acabar! Eu gosto de quintas-feiras, geralmente estou mais cansada, mas só de pensar "Amanhã é sexta!" me deixa um pouco mais esperançosa. Se olhar bem, segunda-feira é um dia bom... é o dia mais longe da próxima segunda! Ah, mas terça...
domingo, 25 de janeiro de 2009
Faça por merecer
Há situações que nos fazem querer dizer tantas coisas. Berrar, xingar, questionar. Obrigar o outro a se explicar em relação as suas atitudes completamente estúpidas e sem sentido. Só que daí você resolve, por inúmeros motivos, deixar pra lá. E vai deixando… e daí chega uma hora que nem dá mais vontade de fazer nada disso. Tenho medo dessas faltas de vontade. Até que ponto elas são realmente saudáveis?
Evitar discussões, hum, claro. Mas talvez isso chegue num ponto que é difícil até fazer um elogio sem pensar em algo desagradável que alguém lhe fez e preferiu não comentar nada. Meu maior medo é passar de boba e aceitar tudo sem questionar, e brigar por meus princípios. Temia ficar sem pessoas queridas se não as aceitasse de primeira. E mudei, de verdade, mudei.
Quem quiser permanecer na minha vida, que faça por merecer. Não sou aquela imbecil do livrinho que joga o jogo do contente e nem a Madre Teresa. Sou uma mulher com M maiúsculo. E tenho dito.
sábado, 24 de janeiro de 2009
Teoria do Abismo
O que fazer quando se encontra bem próxima de um, prestes a cair? Podemos voltar, sem movimentos bruscos, com passos regressivos. Neste caso, o mais provável seria refazer o caminho, mas a probabilidade de chegar novamente à beira do abismo existe. Então, por que não se jogar de uma vez já que o retorno para o início do trajeto é tão difícil? É a falta de coragem, porque sabemos o que vai acontecer. Mas, no mundo acontecem coisas estranhas, que parecem óbvias para poucas pessoas que conseguem enxergar de uma outra forma. Você pode sim se jogar e não cair. Não, minha intenção não é contrariar as leis da física e brigar com a força da gravidade – ainda. Diante dessa situação, não é muito difícil acreditar que discretamente, há alguém nos observando, mesmo sem dar palpites e soluções para a tal decisão que me levou a escrever isso. Esse alguém é o que chamam de amigo. Com toda certeza, eu sei que ele impediria minha queda, faria o possível e o impossível porque mesmo sem gritar por socorro, ele sabe quando e o quanto eu preciso de ajuda naquele momento. Todas as dúvidas anteriores então desaparecem e o desejo de se refazer o caminho pode se concretizar; dessa vez com passos a diante e vendo tudo que acontece. Se a pessoa já era especial, agora se torna mais ainda, pois mostraria que as coisas poderiam ser diferentes desde o início e que nunca houve culpado no erro. Aos amigos do abismo, um muito obrigada. Aos demais, interpretem como quiser. Isso é filosofia!
B. BECHTLUFFT!
Bee, considere uma homenagem! :)
Ps-
Pequenas coisinhas... se juntam, e formam grandes coisinhas... que se embolam e se tornam, ahn, problemões! Fatos: minha mãe não conversa comigo sem motivo aparente, brigas constantes com o namorado teoricamente perfeito, saudades profundas do irmão mais velho, atrevimento de pessoas, falta de vergonha na cara de alguns, cretinos, *cof*, digo amigos antigos. Eu sei, eu sei que nada disso faz sentido. Viva minha vida e verá que além de fazer sentido, é como estar no meio da teoria do caos. =)
Ah, não sei quem viu ou não, mas lay novo!
e o banner deu trabalho pra fazer, ok?
então comentem só pra mim ficar feliz! :D
HAUSHAU
:*
xoxo.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Acredito em anjo.
E acho que é isso que me faz ver o mundo com outros olhos, outro ponto de vista, seja ele otimista ou pessimista (uy, rimou). Ver o melhor das pessoas, confiar cegamente. Ninguém confia demais, ninguém só vê o lado Polyana do outro! Desculpe-me os perseguidores da generalização, mas é fato! Sempre tive um pé atrás com as pessoas, apenas não confio nelas. Anyway, por mais que ame alguns personagens da minha vida, evito ser influenciada de maneira negativa por eles; ás vezes positiva também! Já me decepcionei muito, e por increça que parível, não me arrependo de ter colocado a mão no fogo por pessoas. Arriscar é natural, faz parte e com certeza deixa a vida muito mais emocionante, não? Emoção, frio na barriga, ansiedade, falta de ar, ecstasy! É isso que eu amo, é isso que eu quero, e espero muito mais... eu só estou começando a me divertir. E uma coisa eu garanto, tenho uma maneira peculiar de me divertir, aos que não me conhecem e o que sim, terão algumas surpresas.
"I got a brand new attitude
And I'm gonna wear it tonight
I wanna get in trouble
I wanna start a fight"
"Estou de atitude nova,
e vou usá-la essa noite;
quero me meter em confusão,
quero começar uma briga!"
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Antes e depois...
Antes era assim...
Ah... Quando eu passar no vestibular...
Eu vou chegar em casa, quebrar a TV e gritar "NINGUÉM RECLAMA, QUEM MANDA AQUI SOU EU!"
Eu vou sair pelo Nordeste viajando por todas as praias e surfando até em poça de lama.
Eu vou pagar uma babá pra me dar comida na boca e trazer pinico preu num ter que sair da rede.
Eu vou aprender Alemão, Japonês e Inglês.
Eu vou tocar violão, baixo, bateria e gaita.
Eu vou dormir tarde e acordar tarde, dormir cedo e acordar tarde, não dormir e passar três dias acordado.
Eu vou beber dois barris de chopp, três garrafas de vinho, 1 grade de cerveja e 2 litros do uísque mais caro do super-mercado.
Eu vou fazer uma camisa com letras garrafais "EU SOU FODA" e usá-la quando for mandar cada um que disse que eu não passaria "tomar no cú"!
Eu vou chegar pro primeiro policial que encontrar na rua e mandá-lo pruma porra, e se ele achar ruim eu digo logo: "Você sabe com quem você tá falando? EU PASSEI NO VESTIBULAR!"
E agora...
Ah, quando eu passei no vestibular?
Eu bebi tanto, mas tanto, que precisaram encomendar soro glicosado da cidade vizinha pra me curar.
Eu gritei tanto, mas tanto, que um satélite da Nasa captou uma interferência que até hoje acreditam ter vindo de Marte.
Eu pulei tanto, mas tanto, que em três bairros da cidade tiveram de interditar o trânsito devido à atividade sísmica.
Eu convidei tanta, mas tanta gente pro churrasco, que a prefeitura mandou fechar uma avenida pra caber a mesa principal.
Eu viajei tanto, mas tanto, que acabei criando um tal de "Apagão Aéreo" no Brasil. Ouviu falar?
Eu recebi tantas, mas tantas ligações, que até hoje recebo comissão de pelo menos 3 operadoras de telefonia móvel.
Eu fiz o país tão, mas tão feliz, que acabaram absolvendo o Renan Calheiros e ninguém invadiu o Senado pra tirar aquele crápula de lá. Oras, se eu passei, quem se preocupa com o futuro do país, não é mesmo?
Ah... Quando eu passei, sim!
Ah... Quando eu passar no vestibular...
Eu vou chegar em casa, quebrar a TV e gritar "NINGUÉM RECLAMA, QUEM MANDA AQUI SOU EU!"
Eu vou sair pelo Nordeste viajando por todas as praias e surfando até em poça de lama.
Eu vou pagar uma babá pra me dar comida na boca e trazer pinico preu num ter que sair da rede.
Eu vou aprender Alemão, Japonês e Inglês.
Eu vou tocar violão, baixo, bateria e gaita.
Eu vou dormir tarde e acordar tarde, dormir cedo e acordar tarde, não dormir e passar três dias acordado.
Eu vou beber dois barris de chopp, três garrafas de vinho, 1 grade de cerveja e 2 litros do uísque mais caro do super-mercado.
Eu vou fazer uma camisa com letras garrafais "EU SOU FODA" e usá-la quando for mandar cada um que disse que eu não passaria "tomar no cú"!
Eu vou chegar pro primeiro policial que encontrar na rua e mandá-lo pruma porra, e se ele achar ruim eu digo logo: "Você sabe com quem você tá falando? EU PASSEI NO VESTIBULAR!"
E agora...
Ah, quando eu passei no vestibular?
Eu bebi tanto, mas tanto, que precisaram encomendar soro glicosado da cidade vizinha pra me curar.
Eu gritei tanto, mas tanto, que um satélite da Nasa captou uma interferência que até hoje acreditam ter vindo de Marte.
Eu pulei tanto, mas tanto, que em três bairros da cidade tiveram de interditar o trânsito devido à atividade sísmica.
Eu convidei tanta, mas tanta gente pro churrasco, que a prefeitura mandou fechar uma avenida pra caber a mesa principal.
Eu viajei tanto, mas tanto, que acabei criando um tal de "Apagão Aéreo" no Brasil. Ouviu falar?
Eu recebi tantas, mas tantas ligações, que até hoje recebo comissão de pelo menos 3 operadoras de telefonia móvel.
Eu fiz o país tão, mas tão feliz, que acabaram absolvendo o Renan Calheiros e ninguém invadiu o Senado pra tirar aquele crápula de lá. Oras, se eu passei, quem se preocupa com o futuro do país, não é mesmo?
Ah... Quando eu passei, sim!
Enfim,
AGORA SIM, a vida É bela !
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Such a Lonely Day ;
Estar só: questão de escolha.
Solidão. Um conceito, um estado, uma escolha de vida. Estar entre milhões de pessoas e sentir que nenhuma delas te faz companhia. Podemos diminuir o número: dezenas de pessoas. Estar entre alguns amigos e sentir-se só. Quantos de nós temos essa sensação todo dia? Quantas vezes? Egoísmo ou simplesmente falta de visão sentir-se assim?
Solidão. Um conceito, um estado, uma escolha de vida. Estar entre milhões de pessoas e sentir que nenhuma delas te faz companhia. Podemos diminuir o número: dezenas de pessoas. Estar entre alguns amigos e sentir-se só. Quantos de nós temos essa sensação todo dia? Quantas vezes? Egoísmo ou simplesmente falta de visão sentir-se assim?
A pressa, o trabalho, a faculdade e todas essas outras desculpas que usamos para justificar nossa ausência na vida das pessoas podem ser os culpados pelo nosso estado de solidão. Às vezes nos encontramos sozinhos enquanto poderíamos estar verdadeiramente acompanhados. Não por um contato no outro lado da tela de um computador, nem por desconhecidos numa balada de sábado à noite. Acompanhados de amigos ou daquela pessoa que nos ama enquanto nós sequer enxergamos que são essas as coisas que valem a pena. E, principalmente, estarmos acompanhados de nossa paz interior.
Não, eu não vou falar de religião nem de encontro com deuses. Meu assunto é bem terreno. Paz interior é ter sangue frio para não enlouquecer diante das injustiças; é ter discernimento para entender que nem todo mundo tem os mesmos princípios de vida que você tem; é ser tolerante para perdoar e esquecer as idiotices que as pessoas fazem contra você; é entender que na vida há situações que não podemos controlar e que vão sim nos fazer sofrer até quase definhar. Precisa de religião pra isso? Não sei, fica a critério de cada um. Acredito que mais importante do que a religião é a vida que cada um de nós escolhe levar. Os caminhos que percorremos. As lições que aprendemos com nossas experiências. São elas que nos levam à paz interior. Ou não.
Quero estar acompanhada dessa paz que ainda não encontrei para que possa estar sozinha e ainda assim feliz. Para que possa estar no meio de uma multidão e ainda assim saber que sou uma pessoa importante naquele contexto e que não estou só. Para que eu possa lembrar todo dia que pelo menos uma pessoa sempre estará disposta a me dizer que não estou sozinha. (será?)
E essa pessoa pode ser você. Na minha vida ou na de alguém. Essa pessoa até pode ser eu mesma. Acredito que, para que possamos observar o quanto somos cercados de pessoas especiais, temos que estar confortáveis conosco mesmos. Saber que você mesmo é a sua melhor companhia e a pessoa que mais deve te amar. Mário Quintana estava certo quando dizia que devemos cuidar do jardim para que as borboletas venham em vez de corrermos atrás delas.
E essa pessoa pode ser você. Na minha vida ou na de alguém. Essa pessoa até pode ser eu mesma. Acredito que, para que possamos observar o quanto somos cercados de pessoas especiais, temos que estar confortáveis conosco mesmos. Saber que você mesmo é a sua melhor companhia e a pessoa que mais deve te amar. Mário Quintana estava certo quando dizia que devemos cuidar do jardim para que as borboletas venham em vez de corrermos atrás delas.
Cuidemos todos de nossos jardins e estaremos cercados de borboletas!
domingo, 11 de janeiro de 2009
Saudades ;
Sim... Talvez... e porque não?... Se o nosso sonho foi tão alto e forte. Que bem pensara vê-lo até à morte. Deslumbrar-me de luz o coração! Esquecer! Para quê?... Ah! como é vão! Que tudo isso, Amor, nos não importe. Se ele deixou beleza que conforte. Deve-nos ser sagrado como o pão! Quantas vezes, amor, já te esqueci, para mais doidamente me lembrar, mais doidamente me lembrar de ti! E quem dera que fosse sempre assim: Quanto menos quisesse recordar. Mais a saudade andasse presa a mim!
sábado, 10 de janeiro de 2009
Observação I
"Amor e desejo são coisas diferentes. Nem tudo o que se ama se deseja e nem tudo o que se deseja se ama."
Miguel Cervantes
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
S**d*d*
Já se passaram bons anos, mas é incrível como tem épocas que lembro direto de você. Deve ser os espíritos de São Valentino ou porque você entrou na minha vida em julho, “como um presente de dia dos namorados atrasado”, se definiu, certa vez.
É. Eu era bem bobinha. Bem fácil de enrolar. Achava que um homem (!) de 19 anos nunca olharia para uma menina de 13. Ainda mais um homem (!) como você. Mas olhou e encarou, e eu nunca mais esqueci da jabuticaba que vi em teu olho. Denso, profundo, escuro...
Você me tornou uma pessoa mais dura, mais desconfiada e um pouco triste, até. Aquele ódio que tinha por reprimir tudo o que sentia, passou. Só ficou uma magoazinha de quem nunca conversou para resolver a situação. Aquela magoazinha que tá lá no canto dela e só quando a gente cutuca a ferida, vem à tona, dando até nó na garganta.
Por que ainda lembro tanto de ti? Não te culpo. Se alguém errou, foi eu, que criei expectativas demais. Hoje eu compreendo e aceito que as pessoas não mandam nos seus sentimentos e, nem sempre o que elas dizem sentir são verdade.
Estou tão bem. E ainda assim você continua na minha cabeça, depois de tanto tempo. Às vezes na rua, parece que te enxergo em todos os lugares. O que você está fazendo agora...?
Será que você se lembra de mim. Acho que não... Mas gostaria que você lembrasse. Só por ego. Sabe que eu não sinto saudade. Isso não é saudade. É um incomodo. Apesar da dureza, estou melhor agora. Queria até que você visse... Será que você me reconheceria?
Às vezes eu sonho contigo (ainda), acordo de noite e me pergunto se o teu telefone ainda tem o mesmo número...
É. Eu era bem bobinha. Bem fácil de enrolar. Achava que um homem (!) de 19 anos nunca olharia para uma menina de 13. Ainda mais um homem (!) como você. Mas olhou e encarou, e eu nunca mais esqueci da jabuticaba que vi em teu olho. Denso, profundo, escuro...
Você me tornou uma pessoa mais dura, mais desconfiada e um pouco triste, até. Aquele ódio que tinha por reprimir tudo o que sentia, passou. Só ficou uma magoazinha de quem nunca conversou para resolver a situação. Aquela magoazinha que tá lá no canto dela e só quando a gente cutuca a ferida, vem à tona, dando até nó na garganta.
Por que ainda lembro tanto de ti? Não te culpo. Se alguém errou, foi eu, que criei expectativas demais. Hoje eu compreendo e aceito que as pessoas não mandam nos seus sentimentos e, nem sempre o que elas dizem sentir são verdade.
Estou tão bem. E ainda assim você continua na minha cabeça, depois de tanto tempo. Às vezes na rua, parece que te enxergo em todos os lugares. O que você está fazendo agora...?
Será que você se lembra de mim. Acho que não... Mas gostaria que você lembrasse. Só por ego. Sabe que eu não sinto saudade. Isso não é saudade. É um incomodo. Apesar da dureza, estou melhor agora. Queria até que você visse... Será que você me reconheceria?
Às vezes eu sonho contigo (ainda), acordo de noite e me pergunto se o teu telefone ainda tem o mesmo número...
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Definitivo
Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não são originadas das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não aconteceram
Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções não realizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.
Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um
verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional...
Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções não realizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.
Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um
verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional...
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Ave !
Ave mulher tomada de graça, é hoje sua grande noite. Mas antes, precisará dedicar algum tempo para si. Mergulhar no melhor banho do mundo, um quase-cerimonial de quem está se preparando para alguém.
Tão importante quanto o batismo do corpo é a escolha da roupa. Uma roupa na medida de suas intenções – que são, claro, as melhores. É disso que ela precisa: algo que faça o gentil favor de valorizar o que Deus lhe deu de melhor, e que com certo esforço ela mantém.
Preferindo deixar o cheiro de banho e hidratante confundindo-se ao seu aroma natural, dispensa o perfume importado e vai logo cuidar da maquiagem. Disfarça o cansaço do extenuante dia de trabalho com um pouco de corretivo e base. Dá cor aos olhos caídos e pinta um sorriso vermelho na boca miúda.
Enfeita pescoço e orelhas com pratas. Calça scarpin, solta o cabelo e desfila para o espelho: de cá pra lá, de lá pra cá. Uma voltinha e torna-se uma nova mulher. Ainda a mesma pessoa, só que com uma auto-estima invejável e bem, bem mais interessante. “O que um bom salto e algumas cores não fazem pela gente” - ela pensa. E sorri.
Procura o celular na bolsa. Respira fundo e sentindo-se linda, liga pra ele. Enquanto aguarda a ligação que - chama, chama, chama -, pára em frente ao espelho e brinca com algumas caras, experimentando olhares e bocas. Ele atende e ela já não presta mais atenção em si.
Do outro lado da linha só lembra de ter ouvido “não dá mais”. É isso mesmo, ela levou um fora. Ela foi dispensada no dia que esteve mais linda. No dia em que voltou a se sentir mulher. Havia chegado a imaginar ele lhe falando ao ouvido, de maneira igual a que o ator falava à atriz do último filme que assistiu (que a essa altura e nessas circunstâncias já nem recordava nomes). Chegou a imaginar ele lhe falando que naquela noite, ela era a mais linda de todas. Mas isso foi bem antes. Agora ela era uma mulher que não teria sexo, que estava completamente produzida e que levara um pé na bunda em pleno sábado à noite.
Bem que poderia sair por aí, encher a cara e arrumar um outro homem. Só que dessa vez, quem brincaria seria ela. Um homem para usar um pouco, igual aconteceu com ela. Desses assim, que como qualquer ser humano é mais-ou-menos-descartável, mais-ou-menos-gente. Alguém em quem, com franca vingança, desse um pé na bunda. Tão doído quanto o que levou.
Mas não o fez. Até poderia ter alguma graça, mas a de verdade já havia sido perdida. Fez o que devia ser feito: livrou-se do que antes parecia belo e que agora passava a perturbação. Em direção ao quarto desfez-se do vestido, meias e sapatos. Escolheu a melhor roupa pra a ocasião: uma camiseta velha e surrada. Procurou algodão onde derramou demaquiante e deu jeito de tirar o vermelho da boca miúda e as cores dos olhos.
Voltando a sentir-se ela mesma, jogou ao chão as almofadas que estavam sobre a cama e que agora cediam espaço ao seu corpo. Puxou o lençol macio e empurrou para longe o segundo travesseiro. Apagou a luz e fez amor sozinha.
Tão importante quanto o batismo do corpo é a escolha da roupa. Uma roupa na medida de suas intenções – que são, claro, as melhores. É disso que ela precisa: algo que faça o gentil favor de valorizar o que Deus lhe deu de melhor, e que com certo esforço ela mantém.
Preferindo deixar o cheiro de banho e hidratante confundindo-se ao seu aroma natural, dispensa o perfume importado e vai logo cuidar da maquiagem. Disfarça o cansaço do extenuante dia de trabalho com um pouco de corretivo e base. Dá cor aos olhos caídos e pinta um sorriso vermelho na boca miúda.
Enfeita pescoço e orelhas com pratas. Calça scarpin, solta o cabelo e desfila para o espelho: de cá pra lá, de lá pra cá. Uma voltinha e torna-se uma nova mulher. Ainda a mesma pessoa, só que com uma auto-estima invejável e bem, bem mais interessante. “O que um bom salto e algumas cores não fazem pela gente” - ela pensa. E sorri.
Procura o celular na bolsa. Respira fundo e sentindo-se linda, liga pra ele. Enquanto aguarda a ligação que - chama, chama, chama -, pára em frente ao espelho e brinca com algumas caras, experimentando olhares e bocas. Ele atende e ela já não presta mais atenção em si.
Do outro lado da linha só lembra de ter ouvido “não dá mais”. É isso mesmo, ela levou um fora. Ela foi dispensada no dia que esteve mais linda. No dia em que voltou a se sentir mulher. Havia chegado a imaginar ele lhe falando ao ouvido, de maneira igual a que o ator falava à atriz do último filme que assistiu (que a essa altura e nessas circunstâncias já nem recordava nomes). Chegou a imaginar ele lhe falando que naquela noite, ela era a mais linda de todas. Mas isso foi bem antes. Agora ela era uma mulher que não teria sexo, que estava completamente produzida e que levara um pé na bunda em pleno sábado à noite.
Bem que poderia sair por aí, encher a cara e arrumar um outro homem. Só que dessa vez, quem brincaria seria ela. Um homem para usar um pouco, igual aconteceu com ela. Desses assim, que como qualquer ser humano é mais-ou-menos-descartável, mais-ou-menos-gente. Alguém em quem, com franca vingança, desse um pé na bunda. Tão doído quanto o que levou.
Mas não o fez. Até poderia ter alguma graça, mas a de verdade já havia sido perdida. Fez o que devia ser feito: livrou-se do que antes parecia belo e que agora passava a perturbação. Em direção ao quarto desfez-se do vestido, meias e sapatos. Escolheu a melhor roupa pra a ocasião: uma camiseta velha e surrada. Procurou algodão onde derramou demaquiante e deu jeito de tirar o vermelho da boca miúda e as cores dos olhos.
Voltando a sentir-se ela mesma, jogou ao chão as almofadas que estavam sobre a cama e que agora cediam espaço ao seu corpo. Puxou o lençol macio e empurrou para longe o segundo travesseiro. Apagou a luz e fez amor sozinha.
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
Feliz (ou quase isso) 2009 !
É, talvez minha virada não tenha sido aquela Brastemp. Mas foi divertido, espera, não, não foi. Decepção... em todos os tipos possíveis. Amorosa, e em termos de 'não achei que fulano era assim'. Mas 2009 promete. Infelizmente, esse episódio não será esquecido, machucou de verdade. E ainda quem eu imaginei que ia estar feliz comigo nesse momento, foi quem me apunhalou pelas costas. (Y) Estranhamente, tenho tolerado coisas desse tipo, da mesma pessoa por tanto tempo. Mas enfim, FELIZ ANO NOVO, na teoria.
"Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, que companhia nem sempre significa segurança, e começa a aprender que beijos não são contratos, e que presentes não são promessas
Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança; aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo, e aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais, e descobre que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la (pois é, uma noite.), e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida; aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias, e o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida, e que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que eles mudam; percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.
Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos
Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influências sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve compará-los com os outros, mas com o melhor que podem ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas onde se está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve. Aprende que ou você controla seus atos, ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes a, pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se; aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou; aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha; aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens; poucas coisas são tão humilhantes... e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando se está com raiva se tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém; algumas vezes você tem que aprender a perdoar a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás, portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores, e você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.
Descobre que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar.
William Shakespeare
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