terça-feira, 11 de maio de 2010

A valsa dos macacos

Seguem os sorrisos
O tilintar das taças, dos talheres de prata
Que conferem status aos macacos pensantes
Seguem as mentiras
As ironias
Os encontros nem tão casuais
Toda lama que habita no veludo e no cetim
Flertam com o diabo
Com as coxas
Com os seios
Sorrisos
Eles de novo!
Precedidos do revirar de olhos odiosos
Contrariando a verdade a cada segundo
Espalhando por toda parte a sujeira
Do lamaçal reluzente
Da feira das vaidades
Partida para tão sonhada Ítaca que jamais alcançarão
Lá, oferecem o melhor de suas carnes
Em troca de atenção
O melhor de seus sucos, aos macacos de nome
Que logo encontrarão um outro brand,
Melhor ou mais novo
E assim morrerão
Sem sorrisos, sem falsos brilhantes, sem Ítacas
Espertos macacos serão.