terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

P.S.

E aí?
Sei que não temos nos falados por um bom tempo.
Estava pensando em você e isso me fez sorrir.
Tantas coisas para dizer, então colocarei em uma carta.
Penso que seria mais fácil, as palavras sairão melhor.
Como está sua mãe? E o seu irmão? Ele ainda se parece com você?
Tantas coisas as quais quero saber a respostas.
Queria poder apertar o botão "voltar" e reescrever cada linha da nossa história.

Espero ouvir de você em breve..


Desculpa, eu não queria ter errado, mas há muitos sentimentos que permanecem desde que você se foi. Eu acho que você pensou eu deixaria tudo isso pra trás, mas parece que sempre tem algo que me faz lembrar você. Como uma piada ou algo na TV, garoto, não é fácil. Quando escuto nossa música sinto aqueles mesmos velhos sentimentos.
Queria poder apertar o botão "voltar" e retornar no tempo, assim eu não precisaria estar te dizendo isso.

Você não sabe, mas tenho tentado, tentado te tirar da minha mente, mas não consigo, mesmo com o passar dos dias. Estou perdida e confusa, não tenho nada a perder. Você sabia que ainda tenho todas as suas fotos. Não tenho coragem de abrir mão delas ainda. Tentei esquecer o gosto de seus beijos.

Mas existem algumas coisas que uma mulher nunca irá se esquecer...


P.S. Ainda não te esqueci.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Faz de conta?

O período que se segue poderá ser sentido como uma fase de certa incoerência e contradição. Sabe aqueles dias em que a gente tem a impressão que quer fazer uma coisa, mas as nossas atitudes apontam para caminhos contrários? Ou quando a gente diz que vai fazer uma coisa, mas faz do avesso? Pois é, este é o período, mas não tende a ser algo particularmente ruim, basta eu ter consciência desta tendência para saber controlar-me melhor. Ao perceber esta própria tendência contraditória maior que o normal neste momento, poderei dominá-la, me disciplinando devidamente.
Por hora, sentindo que estou recebendo críticas a mais do que o normal, mas isso tende a ser mais uma impressão do que uma realidade. Nem sempre quando as pessoas nos mostram outra forma de ver as coisas isso significa que elas não gostam de nós. Na verdade é você quem estará se criticando. Então, pense: até que ponto você não está agindo com muita dureza em relação aos seus próprios defeitos? Não estou dizendo que você deve ser autocondescendente, Mas que tal pegar mais leve? E não apenas com você, mas com os outros também, pois é bastante provável que você esteja agindo de forma excessivamente crítica, e não os outros.
A palavra-chave do momento é incoerência. Então, não devo me impressionar muito com acontecimentos imprevistos e coisas que me soarão como maluquice total, do estilo de alguém me dizer uma coisa e na "hora h" fazer outra totalmente diferente, ou eu determinar algo e então perceber que não estava de fato assumindo um compromisso persistente. Não é, portanto, um bom momento para começar coisas, mas tão somente para continuar aquilo que eu já estou fazendo.
Com certeza seria melhor para minha vida, apenas me deixar fluir, sem grandes projetos ou até mesmo expectativas, mas felizmente/infelizmente não funciono assim. E como este período é de incoerência, tento me controlar e analisar o todo com uma maior lucidez. Eu apenas não quero brincar com ninguém e muito menos, me permitir cair em outra história que eu sei qual vai ser o resultado, porque sabemos sim, quais são os resultados de nossas escolhas e ações, mesmo que seja inconsciente, sabemos sim.
Por estar com este olhar mais lúcido sobre as pessoas e coisas ao meu redor, consigo ter uma real percepção sobre tais, e de certa forma, isso me faz bem, porque consigo sentir em sua plenitude aquilo que eu escolher ou fazer, e se tiver que arcar com as conseqüências, as farei com as minhas verdades.
É difícil poder colocar em palavras, este meu momento aqui na serra, algo mágico que me faz sentir no lugar certo da vida, assim como aconteceu no ano passado, mais especificamente no mês de Outubro, quando pude perceber, ou melhor, me ver realmente como eu sou e o quê eu quero para mim, claro que obtive uma ajuda externa, em pequenas coisas, mas de grandes e profundos impactos. Como escrevi certa vez, a vida te coloca bandeirinhas ao seu caminho, lhe indicando se estás no caminho certo ou não de sua jornada, e ultimamente, eu as tenho percebido com mais freqüência e as respeitando, e sinceramente, estão me levando por caminhos que achei por alguns momentos de minha vida serem intangíveis.
Faz-de-conta que eu sei viver na realidade ou pelo menos ter um olha sóbrio/racional, ou apenas não acreditar em um futuro planejado no mundo onírico.
Faz-de-conta que eu consiga não pensar e não sentir essa tua “presença”.
Faz-de-conta que eu tenha absoluta certeza e de que acredito no amanhã planejado e arquitetado no ontem, sem me perder na sombra da dúvida.
Faz-de-conta que não dói esta tua ausência.
Faz-de-conta que não quero voar.
Faz-de-conta que me controlo, quando te vejo e que esta taquicardia seja mera coincidência ou quiçá problemas cardíacos.
Faz-de-conta que eu vou fugir, sem olhar para trás e ter a convicção de que foi apenas um sonho bom e de que deverá ficar onde sempre ficou no mundo onírico.
Faz-de-conta que amanhã, acordarei e por uma ironia da vida, não me lembrarei das vezes que eu me senti só, mesmo estando no meio da multidão e não comporar aquilo que eu sinto ou vejo nos olhos de outro alguém.
Faz-de-conta que não possuo medo de voar e voar e quando perceber, ser apenas mais um vôo.
Faz-de-conta que eu esqueci as palvaras sentidas que se eu fugir ou negar, mais tarde terei que vivenciá-la, quem sabe de uma forma tão aprázivel e terna como estás.
Faz-de-conta, apenas faça de conta minha ausência, seja porque não estejas mais em mim.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Citação #

"Artifícios para disfarçarmos tristeza são fáceis de conseguir. O mais interessante é pensar em como nos contentamos com pouco e nos submetemos a situaçõesq que não entendemos o propósito. Os poucos minutos que eu tive eu valorizo e me animo. Me animo em pensar em quanto eles são especiais e constroem um horizonte colorido. O quanto é necessário para desisitir? Muito pouco. Largar tudo é muito fácil. Qualquer pessoa é capaz disso. Ninguém se torna especial com um coeficiente de persistência zero. Misteriosamente, qualquer continuação é mais excitante e desafiadora e merece a devida atenção. Não importa quantos inimigos eu faça e tenha que derrotar, eu simplesmente não serei vencido. Eu poderia dizer alguma frase ridícula de propagandas nacionalistas e sem sentido, mas não é exatamente esse o caso. As dúvidas existem e nem sempre adiar as respostas é a melhor solução, mesmo que a verdade seja cruel.

A solidão está nos olhos de quem vê. Mas, conseguiria alguém me deixar cego? "
Poeiras, Lucas.

Faço dessas palavras, minhas...

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Despedida.

Existem duas dores de amor:
A primeira é quando a relação termina e a gente, seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva, já que ainda estamos tão embrulhados na dor que não conseguimos ver luz no fim do túnel.

A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.
A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços, a dor de virar desimportante para o ser amado. Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos. A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também…

Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou. Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém. É que, sem se darem conta, não querem se desprender. Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir, lembrança de uma época bonita que foi vivida… Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual a gente se apega. Faz parte de nós. Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa maneira entranhou-se na gente, e que só com muito esforço é possível alforriar.

Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou,
externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente… E só então a gente poderá amar, de novo.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

É assim!

Eu sei amar. Mãs não sei fugir. Por isso, não tente me parar. Não me peça para não ir. Não me diga pra tomar cuidado, eu não sei amar mais ou menos. Quando eu decido, eu vou. Me entrego, me arrisco, me corto, me estrepo, azar meu, sorte minha que nasci assim: vim ao mundo para sentir...

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Fato.

Toda mulher que se preze já se apaixonou por um bacaca. A história é quase sempre a mesma, o final também. A gente conhece um cara, ele se mostra doce, maravilhoso e bem resolvido. A gente - encantada - guarda a intuição no fundo da gaveta, veste o melhor decote ( e o melhor sorriso ) e sai linda, leve e solta para mais um capítulo cheio de frases mal contadas, celular desligado e eventuais sumiços...

terça-feira, 11 de maio de 2010

A valsa dos macacos

Seguem os sorrisos
O tilintar das taças, dos talheres de prata
Que conferem status aos macacos pensantes
Seguem as mentiras
As ironias
Os encontros nem tão casuais
Toda lama que habita no veludo e no cetim
Flertam com o diabo
Com as coxas
Com os seios
Sorrisos
Eles de novo!
Precedidos do revirar de olhos odiosos
Contrariando a verdade a cada segundo
Espalhando por toda parte a sujeira
Do lamaçal reluzente
Da feira das vaidades
Partida para tão sonhada Ítaca que jamais alcançarão
Lá, oferecem o melhor de suas carnes
Em troca de atenção
O melhor de seus sucos, aos macacos de nome
Que logo encontrarão um outro brand,
Melhor ou mais novo
E assim morrerão
Sem sorrisos, sem falsos brilhantes, sem Ítacas
Espertos macacos serão.

domingo, 25 de abril de 2010

note #1

Ás vezes a idéia de chutar o balde e pular de um prédio me parece extremamente atraente.

Não(,) é sério.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

*

"Não sei, deixo rolar. Vou olhar os caminhos, o que tiver mais coração, eu sigo."

terça-feira, 20 de abril de 2010

Ok

"Não vou perguntar por que você voltou, acho que nem mesmo você sabe, e se eu perguntasse você se sentiria obrigado a responder, e respondendo daria uma explicação que nem mesmo você sabe qual é. Não há explicação, compreende?

É preciso encher o vazio de palavras, ainda que seja tudo incompreensão? Só vou perguntar por que você se foi, se sabia que haveria uma distância, e que na distância a gente perde ou esquece tudo aquilo que construiu junto. E esquece sabendo que está esquecendo..."

#ficadica

- Caio F.