terça-feira, 22 de junho de 2010

Citação #

"Artifícios para disfarçarmos tristeza são fáceis de conseguir. O mais interessante é pensar em como nos contentamos com pouco e nos submetemos a situaçõesq que não entendemos o propósito. Os poucos minutos que eu tive eu valorizo e me animo. Me animo em pensar em quanto eles são especiais e constroem um horizonte colorido. O quanto é necessário para desisitir? Muito pouco. Largar tudo é muito fácil. Qualquer pessoa é capaz disso. Ninguém se torna especial com um coeficiente de persistência zero. Misteriosamente, qualquer continuação é mais excitante e desafiadora e merece a devida atenção. Não importa quantos inimigos eu faça e tenha que derrotar, eu simplesmente não serei vencido. Eu poderia dizer alguma frase ridícula de propagandas nacionalistas e sem sentido, mas não é exatamente esse o caso. As dúvidas existem e nem sempre adiar as respostas é a melhor solução, mesmo que a verdade seja cruel.

A solidão está nos olhos de quem vê. Mas, conseguiria alguém me deixar cego? "
Poeiras, Lucas.

Faço dessas palavras, minhas...

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Despedida.

Existem duas dores de amor:
A primeira é quando a relação termina e a gente, seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva, já que ainda estamos tão embrulhados na dor que não conseguimos ver luz no fim do túnel.

A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.
A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços, a dor de virar desimportante para o ser amado. Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos. A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também…

Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou. Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém. É que, sem se darem conta, não querem se desprender. Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir, lembrança de uma época bonita que foi vivida… Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual a gente se apega. Faz parte de nós. Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa maneira entranhou-se na gente, e que só com muito esforço é possível alforriar.

Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou,
externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente… E só então a gente poderá amar, de novo.