terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Terça-feira

Sabe, eu não gosto de terças-feiras. Ok, segunda é pior, mas tenho um histórico com terças! Morte de uma avó na terça, piores horários no colégio eram as terças. Não é o comecinho da semana, mas falta tanto pra acabar! Eu gosto de quintas-feiras, geralmente estou mais cansada, mas só de pensar "Amanhã é sexta!" me deixa um pouco mais esperançosa. Se olhar bem, segunda-feira é um dia bom... é o dia mais longe da próxima segunda! Ah, mas terça...

domingo, 25 de janeiro de 2009

Faça por merecer

Há situações que nos fazem querer dizer tantas coisas. Berrar, xingar, questionar. Obrigar o outro a se explicar em relação as suas atitudes completamente estúpidas e sem sentido. Só que daí você resolve, por inúmeros motivos, deixar pra lá. E vai deixando… e daí chega uma hora que nem dá mais vontade de fazer nada disso. Tenho medo dessas faltas de vontade. Até que ponto elas são realmente saudáveis?

Evitar discussões, hum, claro. Mas talvez isso chegue num ponto que é difícil até fazer um elogio sem pensar em algo desagradável que alguém lhe fez e preferiu não comentar nada. Meu maior medo é passar de boba e aceitar tudo sem questionar, e brigar por meus princípios. Temia ficar sem pessoas queridas se não as aceitasse de primeira. E mudei, de verdade, mudei. 

Quem quiser permanecer na minha vida, que faça por merecer. Não sou aquela imbecil do livrinho que joga o jogo do contente e nem a Madre Teresa. Sou uma mulher com M maiúsculo. E tenho dito.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Teoria do Abismo

O que fazer quando se encontra bem próxima de um, prestes a cair? Podemos voltar, sem movimentos bruscos, com passos regressivos. Neste caso, o mais provável seria refazer o caminho, mas a probabilidade de chegar novamente à beira do abismo existe. Então, por que não se jogar de uma vez já que o retorno para o início do trajeto é tão difícil? É a falta de coragem, porque sabemos o que vai acontecer. Mas, no mundo acontecem coisas estranhas, que parecem óbvias para poucas pessoas que conseguem enxergar de uma outra forma. Você pode sim se jogar e não cair. Não, minha intenção não é contrariar as leis da física e brigar com a força da gravidade – ainda. Diante dessa situação, não é muito difícil acreditar que discretamente, há alguém nos observando, mesmo sem dar palpites e soluções para a tal decisão que me levou a escrever isso. Esse alguém é o que chamam de amigo. Com toda certeza, eu sei que ele impediria minha queda, faria o possível e o impossível porque mesmo sem gritar por socorro, ele sabe quando e o quanto eu preciso de ajuda naquele momento. Todas as dúvidas anteriores então desaparecem e o desejo de se refazer o caminho pode se concretizar; dessa vez com passos a diante e vendo tudo que acontece. Se a pessoa já era especial, agora se torna mais ainda, pois mostraria que as coisas poderiam ser diferentes desde o início e que nunca houve culpado no erro. Aos amigos do abismo, um muito obrigada. Aos demais, interpretem como quiser. Isso é filosofia!

B. BECHTLUFFT!
Bee, considere uma homenagem! :)

Ps-

Pequenas coisinhas... se juntam, e formam grandes coisinhas... que se embolam e se tornam, ahn, problemões! Fatos: minha mãe não conversa comigo sem motivo aparente, brigas constantes com o namorado teoricamente perfeito, saudades profundas do irmão mais velho, atrevimento de pessoas, falta de vergonha na cara de alguns, cretinos, *cof*, digo amigos antigos. Eu sei, eu sei que nada disso faz sentido. Viva minha vida e verá que além de fazer sentido, é como estar no meio da teoria do caos. =)

Ah, não sei quem viu ou não, mas lay novo!
e o banner deu trabalho pra fazer, ok?
então comentem só pra mim ficar feliz! :D
HAUSHAU
:*
xoxo.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Acredito em anjo.

E acho que é isso que me faz ver o mundo com outros olhos, outro ponto de vista, seja ele otimista ou pessimista (uy, rimou). Ver o melhor das pessoas, confiar cegamente. Ninguém confia demais, ninguém só vê o lado Polyana do outro! Desculpe-me os perseguidores da generalização, mas é fato! Sempre tive um pé atrás com as pessoas, apenas não confio nelas. Anyway, por mais que ame alguns personagens da minha vida, evito ser influenciada de maneira negativa por eles; ás vezes positiva também! Já me decepcionei muito, e por increça que parível, não me arrependo de ter colocado a mão no fogo por pessoas. Arriscar é natural, faz parte e com certeza deixa a vida muito mais emocionante, não? Emoção, frio na barriga, ansiedade, falta de ar, ecstasy! É isso que eu amo, é isso que eu quero, e espero muito mais... eu só estou começando a me divertir. E uma coisa eu garanto, tenho uma maneira peculiar de me divertir, aos que não me conhecem e o que sim, terão algumas surpresas. 


"I got a brand new attitude
And I'm gonna wear it tonight
I wanna get in trouble
I wanna start a fight"

"Estou de atitude nova, 
e vou usá-la essa noite; 
quero me meter em confusão, 
quero começar uma briga!"

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Antes e depois...

Antes era assim...

Ah... Quando eu passar no vestibular... 
Eu vou chegar em casa, quebrar a TV e gritar "NINGUÉM RECLAMA, QUEM MANDA AQUI SOU EU!"
Eu vou sair pelo Nordeste viajando por todas as praias e surfando até em poça de lama.
Eu vou pagar uma babá pra me dar comida na boca e trazer pinico preu num ter que sair da rede.
Eu vou aprender Alemão, Japonês e Inglês.
Eu vou tocar violão, baixo, bateria e gaita.
Eu vou dormir tarde e acordar tarde, dormir cedo e acordar tarde, não dormir e passar três dias acordado.
Eu vou beber dois barris de chopp, três garrafas de vinho, 1 grade de cerveja e 2 litros do uísque mais caro do super-mercado.
Eu vou fazer uma camisa com letras garrafais "EU SOU FODA" e usá-la quando for mandar cada um que disse que eu não passaria "tomar no cú"!
Eu vou chegar pro primeiro policial que encontrar na rua e mandá-lo pruma porra, e se ele achar ruim eu digo logo: "Você sabe com quem você tá falando? EU PASSEI NO VESTIBULAR!"


E agora...


Ah, quando eu passei no vestibular?
Eu bebi tanto, mas tanto, que precisaram encomendar soro glicosado da cidade vizinha pra me curar.
Eu gritei tanto, mas tanto, que um satélite da Nasa captou uma interferência que até hoje acreditam ter vindo de Marte.
Eu pulei tanto, mas tanto, que em três bairros da cidade tiveram de interditar o trânsito devido à atividade sísmica.
Eu convidei tanta, mas tanta gente pro churrasco, que a prefeitura mandou fechar uma avenida pra caber a mesa principal.
Eu viajei tanto, mas tanto, que acabei criando um tal de "Apagão Aéreo" no Brasil. Ouviu falar?
Eu recebi tantas, mas tantas ligações, que até hoje recebo comissão de pelo menos 3 operadoras de telefonia móvel.
Eu fiz o país tão, mas tão feliz, que acabaram absolvendo o Renan Calheiros e ninguém invadiu o Senado pra tirar aquele crápula de lá. Oras, se eu passei, quem se preocupa com o futuro do país, não é mesmo?
Ah... Quando eu passei, sim!


Enfim,
AGORA SIM, a vida É bela !

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Such a Lonely Day ;

Estar só: questão de escolha.

Solidão. Um conceito, um estado, uma escolha de vida. Estar entre milhões de pessoas e sentir que nenhuma delas te faz companhia. Podemos diminuir o número: dezenas de pessoas. Estar entre alguns amigos e sentir-se só. Quantos de nós temos essa sensação todo dia? Quantas vezes? Egoísmo ou simplesmente falta de visão sentir-se assim?

A pressa, o trabalho, a faculdade e todas essas outras desculpas que usamos para justificar nossa ausência na vida das pessoas podem ser os culpados pelo nosso estado de solidão. Às vezes nos encontramos sozinhos enquanto poderíamos estar verdadeiramente acompanhados. Não por um contato no outro lado da tela de um computador, nem por desconhecidos numa balada de sábado à noite. Acompanhados de amigos ou daquela pessoa que nos ama enquanto nós sequer enxergamos que são essas as coisas que valem a pena. E, principalmente, estarmos acompanhados de nossa paz interior.

Não, eu não vou falar de religião nem de encontro com deuses. Meu assunto é bem terreno. Paz interior é ter sangue frio para não enlouquecer diante das injustiças; é ter discernimento para entender que nem todo mundo tem os mesmos princípios de vida que você tem; é ser tolerante para perdoar e esquecer as idiotices que as pessoas fazem contra você; é entender que na vida há situações que não podemos controlar e que vão sim nos fazer sofrer até quase definhar. Precisa de religião pra isso? Não sei, fica a critério de cada um. Acredito que mais importante do que a religião é a vida que cada um de nós escolhe levar. Os caminhos que percorremos. As lições que aprendemos com nossas experiências. São elas que nos levam à paz interior. Ou não.

Quero estar acompanhada dessa paz que ainda não encontrei para que possa estar sozinha e ainda assim feliz. Para que possa estar no meio de uma multidão e ainda assim saber que sou uma pessoa importante naquele contexto e que não estou só. Para que eu possa lembrar todo dia que pelo menos uma pessoa sempre estará disposta a me dizer que não estou sozinha. (será?)
E essa pessoa pode ser você. Na minha vida ou na de alguém. Essa pessoa até pode ser eu mesma. Acredito que, para que possamos observar o quanto somos cercados de pessoas especiais, temos que estar confortáveis conosco mesmos. Saber que você mesmo é a sua melhor companhia e a pessoa que mais deve te amar. Mário Quintana estava certo quando dizia que devemos cuidar do jardim para que as borboletas venham em vez de corrermos atrás delas.

Cuidemos todos de nossos jardins e estaremos cercados de borboletas!

domingo, 11 de janeiro de 2009

Saudades ;

Sim... Talvez... e porque não?... Se o nosso sonho foi tão alto e forte. Que bem pensara vê-lo até à morte. Deslumbrar-me de luz o coração! Esquecer! Para quê?... Ah! como é vão! Que tudo isso, Amor, nos não importe. Se ele deixou beleza que conforte. Deve-nos ser sagrado como o pão! Quantas vezes, amor, já te esqueci, para mais doidamente me lembrar, mais doidamente me lembrar de ti! E quem dera que fosse sempre assim: Quanto menos quisesse recordar. Mais a saudade andasse presa a mim!

sábado, 10 de janeiro de 2009

Observação I

"Amor e desejo são coisas diferentes. Nem tudo o que se ama se deseja e nem tudo o que se deseja se ama."

Miguel Cervantes

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

S**d*d*

Já se passaram bons anos, mas é incrível como tem épocas que lembro direto de você. Deve ser os espíritos de São Valentino ou porque você entrou na minha vida em julho, “como um presente de dia dos namorados atrasado”, se definiu, certa vez.

É. Eu era bem bobinha. Bem fácil de enrolar. Achava que um homem (!) de 19 anos nunca olharia para uma menina de 13. Ainda mais um homem (!) como você. Mas olhou e encarou, e eu nunca mais esqueci da jabuticaba que vi em teu olho. Denso, profundo, escuro...

Você me tornou uma pessoa mais dura, mais desconfiada e um pouco triste, até. Aquele ódio que tinha por reprimir tudo o que sentia, passou. Só ficou uma magoazinha de quem nunca conversou para resolver a situação. Aquela magoazinha que tá lá no canto dela e só quando a gente cutuca a ferida, vem à tona, dando até nó na garganta. 

Por que ainda lembro tanto de ti? Não te culpo. Se alguém errou, foi eu, que criei expectativas demais. Hoje eu compreendo e aceito que as pessoas não mandam nos seus sentimentos e, nem sempre o que elas dizem sentir são verdade.

Estou tão bem. E ainda assim você continua na minha cabeça, depois de tanto tempo. Às vezes na rua, parece que te enxergo em todos os lugares. O que você está fazendo agora...?

Será que você se lembra de mim. Acho que não... Mas gostaria que você lembrasse. Só por ego. Sabe que eu não sinto saudade. Isso não é saudade. É um incomodo. Apesar da dureza, estou melhor agora. Queria até que você visse... Será que você me reconheceria?

Às vezes eu sonho contigo (ainda), acordo de noite e me pergunto se o teu telefone ainda tem o mesmo número...

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Definitivo

Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não são originadas das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não aconteceram

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções não realizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade. 

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar. 

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender. 

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada. 

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar. 

Por que sofremos tanto por amor? 
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz. 

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um 
verso: 

Se iludindo menos e vivendo mais!!! 
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade. 

A dor é inevitável. 
O sofrimento é opcional...

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Ave !

Ave mulher tomada de graça, é hoje sua grande noite. Mas antes, precisará dedicar algum tempo para si. Mergulhar no melhor banho do mundo, um quase-cerimonial de quem está se preparando para alguém.

Tão importante quanto o batismo do corpo é a escolha da roupa. Uma roupa na medida de suas intenções – que são, claro, as melhores. É disso que ela precisa: algo que faça o gentil favor de valorizar o que Deus lhe deu de melhor, e que com certo esforço ela mantém.

Preferindo deixar o cheiro de banho e hidratante confundindo-se ao seu aroma natural, dispensa o perfume importado e vai logo cuidar da maquiagem. Disfarça o cansaço do extenuante dia de trabalho com um pouco de corretivo e base. Dá cor aos olhos caídos e pinta um sorriso vermelho na boca miúda.

Enfeita pescoço e orelhas com pratas. Calça scarpin, solta o cabelo e desfila para o espelho: de cá pra lá, de lá pra cá. Uma voltinha e torna-se uma nova mulher. Ainda a mesma pessoa, só que com uma auto-estima invejável e bem, bem mais interessante. “O que um bom salto e algumas cores não fazem pela gente” - ela pensa. E sorri.

Procura o celular na bolsa. Respira fundo e sentindo-se linda, liga pra ele. Enquanto aguarda a ligação que - chama, chama, chama -, pára em frente ao espelho e brinca com algumas caras, experimentando olhares e bocas. Ele atende e ela já não presta mais atenção em si.

Do outro lado da linha só lembra de ter ouvido “não dá mais”. É isso mesmo, ela levou um fora. Ela foi dispensada no dia que esteve mais linda. No dia em que voltou a se sentir mulher. Havia chegado a imaginar ele lhe falando ao ouvido, de maneira igual a que o ator falava à atriz do último filme que assistiu (que a essa altura e nessas circunstâncias já nem recordava nomes). Chegou a imaginar ele lhe falando que naquela noite, ela era a mais linda de todas. Mas isso foi bem antes. Agora ela era uma mulher que não teria sexo, que estava completamente produzida e que levara um pé na bunda em pleno sábado à noite.

Bem que poderia sair por aí, encher a cara e arrumar um outro homem. Só que dessa vez, quem brincaria seria ela. Um homem para usar um pouco, igual aconteceu com ela. Desses assim, que como qualquer ser humano é mais-ou-menos-descartável, mais-ou-menos-gente. Alguém em quem, com franca vingança, desse um pé na bunda. Tão doído quanto o que levou.

Mas não o fez. Até poderia ter alguma graça, mas a de verdade já havia sido perdida. Fez o que devia ser feito: livrou-se do que antes parecia belo e que agora passava a perturbação. Em direção ao quarto desfez-se do vestido, meias e sapatos. Escolheu a melhor roupa pra a ocasião: uma camiseta velha e surrada. Procurou algodão onde derramou demaquiante e deu jeito de tirar o vermelho da boca miúda e as cores dos olhos.

Voltando a sentir-se ela mesma, jogou ao chão as almofadas que estavam sobre a cama e que agora cediam espaço ao seu corpo. Puxou o lençol macio e empurrou para longe o segundo travesseiro. Apagou a luz e fez amor sozinha.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Feliz (ou quase isso) 2009 !

É, talvez minha virada não tenha sido aquela Brastemp. Mas foi divertido, espera, não, não foi. Decepção... em todos os tipos possíveis. Amorosa, e em termos de 'não achei que fulano era assim'. Mas 2009 promete. Infelizmente, esse episódio não será esquecido, machucou de verdade. E ainda quem eu imaginei que ia estar feliz comigo nesse momento, foi quem me apunhalou pelas costas. (Y) Estranhamente, tenho tolerado coisas desse tipo, da mesma pessoa por tanto tempo. Mas enfim, FELIZ ANO NOVO, na teoria.


"Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, que companhia nem sempre significa segurança, e começa a aprender que beijos não são contratos, e que presentes não são promessas

Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança; aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo, e aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais, e descobre que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la (pois é, uma noite.), e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida; aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias, e o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida, e que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que eles mudam; percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.

Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos

Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influências sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve compará-los com os outros, mas com o melhor que podem ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas onde se está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve. Aprende que ou você controla seus atos, ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática.

Descobre que algumas vezes a, pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se; aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou; aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha; aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens; poucas coisas são tão humilhantes... e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando se está com raiva se tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém; algumas vezes você tem que aprender a perdoar a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás, portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores, e você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.

Descobre que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar.

William Shakespeare